Raimundo Pereira disse não ter renunciado ao Cargo do Presidente Interino

Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior em Lisboa

Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior em Lisboa

Lisboa – Raimundo Pereira, deixou esta quarta-feira bem claro, durante a sua visita a Lisboa, que não renunciou ao cargo.

“Não obstante a situação criada pelo golpe de Estado, em nenhum momento renunciei ao meu cargo de Presidente da República interino, pelo que a tentativa de designar um outro Presidente interino é absolutamente inconstitucional e sem enquadramento na nossa ordem jurídica”, disse no final de uma reunião com embaixadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Raimundo Pereira salientou que não abandonou o cargo de Presidente porque isso seria a “legitimação do golpe de Estado”.

Acompanhado pelo deposto primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, o ex-chefe de Estado não reconhece qualquer Governo que venha a ser constituído no país e exige a reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

O ex-Presidente interino e o ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau agradeceram esta quarta-feira, em Lisboa, o apoio de Portugal e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a resolução da crise no país.

Carlos Gomes Júnior diz que quer regressar à Guiné-Bissau e garante que vai disputar as próximas eleições.

Antes da reunião na sede da CPLP, Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior foram recebidos pelo Presidente Cavaco Silva e pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Entretanto, em Junho, a União Europeia discute situação da Guiné-Bissau e os eurodeputados deverão votar uma proposta de resolução para o país africano.

A situação de conflito vivida na Guiné-Bissau vai a debate na próxima semana no Parlamento Europeu em Estrasburgo.

“O grande esforço que a União Europeia (UE) tem que fazer é de natureza política, é de forçar toda a comunidade internacional a olhar com atenção para esta situação que continua a ser extraordinariamente preocupante”, alertou o eurodeputado Diogo Feio, responsável pelo agendamento da sessão.

O deputado centrista sublinhou ainda a importância da “comunidade internacional dar sinais claros de que vai tentar estabilizar no plano da democracia, do respeito dos direitos fundamentais e de uma legalidade democrática a situação na Guiné-Bissau, algo que está bem longe de acontecer”.

A sessão plenária vai contar com a presença da alta representante da UE para a política externa, Catherina Ashton. Os eurodeputados, em Junho, deverão votar uma proposta de resolução para os conflitos no país africano.

Fonte: Renascença

 

 

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