Gen. António Indjai: “O PAIGC actual é dos portugueses”

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BissauA Secretaria de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria promove quarta-feira no Palácio Colinas de Boé, parlamento guineense, um encontro com os veteranos da luta de libertação nacional.

O encontro, realizado à pedido do EMGFA, visou esclarecer aos Combatentes da Liberdade da Pátria sobre os acontecimentos de 12 de abril último e a situação em que se encontram.

O titular desta pasta, coronel Mussa Djata, abriu a reunião e disse que os acontecimentos de 12 de abril não agradaram aos guineenses tendo em conta as ocorrências cíclicas que têm marcado a curta história do país, as quais nunca foram resolvidas.

O CEMGFA, António Indjai, que esteve presente no encontro, apontou os combatentes da liberdade da pátria – que são atuais dirigentes do PAIGC, como os principais responsáveis pelo golpe de estado de 12 de abril.

“Este golpe de estado é o seguinte: ele veio dos nossos anciãos que dirigem agora o PAIGC. Eles é que originaram o golpe de estado”.

“Depois da chegada dos angolanos, eles vieram com o caráter de nos ajudarem a reabilitar os quartéis e nos ajudarem na formação e na reforma no tempo do falecido Malam Bacai. Com a morte de Malam Bacai Sanhá eles mudaram de caráter e naquilo que foi acordado. Em vez de eles reabilitarem os quartéis e ajudarem na reforma, eles nos trazeram armas em quantidade superior à nossa”, adiantou.

Como se quisésse provar suas afirmações, António Indjai apontou: “Talvez as pessoas vão ter a oportunidade de ver essas armas hoje. Nós nunca tivemos as armas que vamos poder ver a sair hoje (do país). Algumas delas foram embarcadas no navio, mas ainda não é tudo”.

“Então, eram armas que nós haviamos pedido ou era a ajuda para o setor da reforma? Esta é que é a origem do golpe de estado”, contou.

António Indjai foi ainda mais longe acusando os atuais responsáveis do PAIGC de se terem vendido a Portugal e que ele-mesmo pertence a esse partido.

“Esta Pátria é nossa, o PAIGC de Cabral é nosso. è possível que haja quem duvide que nós não queremos o PAIGC; o PAIGC é nosso, porque, se fugirmos dele não teremos história nós todos aqui sentados”.

“Mas o PAIGC atual é um PAIGC de portugueses, ele foi comprado através dos combatentes que estão aqui presentes. É a fome que levou à compra do partido pelo CADOGO, ele o comprou em conluio com portugueses. Então, nós dissemos basta, não queremos isso”, acusou ele.

“Ei-los, eles estão muitos aqui nesta sala. É chegada a hora para sejam chamados macaquinhos, macacos. Denominar macacos, matemática de Boé, matemática de mata, mas, se o Manel (Manuel Saturnino da Costa, primeiro vice-presidente do PAIGC) chama as pessoas de macacos e milícias, a quem ele está a ofender?  Eu pergunto. Se ele chama as pessoas sabendo que ainda colegas seus nos quartéis, que ele saiba que há pessoas que o haviam protegido. Ora, se ele chama a esses de macacos, milícias, a quem ele está a ofender? É a ele próprio”, vincou António Indjai.

O CEMGFA anunciou, por outro lado, que daqui a três anos, ele irá para a reforma, após o que integrará o PAIGC – partido de Cabral, para fazer a política.

Fonte: Bombolom-FM

11 Responses to Gen. António Indjai: “O PAIGC actual é dos portugueses”

  1. Adamawa diz:

    “Bardadi i malgueta” mas as vezes e’ preciso dize-lo, fira a quem ferir…..

  2. Nada diz:

    Talves seria melhor mesmo ir para a reserva ainda hoje mesmo seu General , não somento o Sr mais juntamente com algums membro destal tal dita governo da transicão

  3. djogos diz:

    este homem é um TABANQUERO 100% estamos no outro mundo diferente dele, quém é este homem para tomar decisão na guiné.Só porque tem as armas baixo o seu poder e militar cegos que lhe é fiel, em situação normal este senhor não pasava de un guarda de horta,3 anos mas para estar com este personagem , espero que não chega mas un dia.seu bastardo obstaclo para Guiné Bissau. Estamos fartos e cansados de TABANQUIS KU CUSUNDÉ NA TERRA . VIVA GUINÉ ABAIXO MILITARES OPURTUNISTAS E MAFIOSOS ANTI -PATRIOTICOS.

  4. marcelino gomes diz:

    è lamentavel as palavras do antonio njai.è pena,vergonhoso um alto chefe da naçao falar disparates para o povo da guine-bissau como se fosse contar historia das crianças de treis anos.que desapareça na vista das forças armada da guine-bissau.

  5. Martins diz:

    Gente pequena, cara de pau, sem vergonha!

  6. mb diz:

    Antonio um grande macaco bai tira foli na mato…kuma politica?

  7. Paula diz:

    Com que então uns venderam-se a Portugal?! Mesmo assim sendo, não é melhor do que ser vendido a máfia da droga? Que figura triste 🙁

  8. Munditica diz:

    Este indivíduo é estúpido, mais valia estar calado.

  9. Ndji Assanam diz:

    Os analfabetos perderam a modestia na Guiné-Bissau e este N’toni N’djai é uma prova viva disto. Daqui a 3 anos ele vai se reformar para se dedicar a politica, quiçá, candidatar-se a presidencia da república e conduzir o PAIGC de volta ao encontro com as linhas mestras traçadas por Amilcar Cabral!… SAFRAI NA MANHA!… Quanta pretensão para um analfabeto!… Só na Guiné mesmo!…
    Mas, por outro lado, até que é bom ele e o seu narco-comando militar entrarem de vez na política, porque o que estão fazendo é política, só que de armas na mão. (A mesma coisa que traição ao povo e covardia). Tirem as fardas, depositem as armas e venham para o campo da política, jogar o jogo limpo da política que vai ser bom. Assim vão conseguir conquistar o poder e o reconhecimento do povo. Porque com as armas, vocês e os seus lacaios políticos, vão ter o poder, mas nunca o respeito e o reconhecimento do povo. Precisarão manter para sempre a repressão, a proibição da expressão e das manifestãções, para não ouvir o que o povo tem a dizer. Mas… “cada cussa cu si cumsada, i ta tem si fim!…”

  10. Maria Graça diz:

    Irmãos e Irmãs, não se preocupem com o Ntoni Barriga. Preocupem-se com os miseráveis, execráveis e sacripantes que se afunilam para arrebatar cargos públicos e os decadentes intelectualoides conhecidos da nossa praça que, na busca de um prémio nobel de literatura fantástica se prontificam a defender os intermináveis golpes de estado na nossa terra.

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