Novo Encontro sobre a crise guineense em Abidjan

Vista parcial da cidade de Abidjan, Costa do Marfim

Vista parcial da cidade de Abidjan, Costa do Marfim

Abidjan – Os parceiros internacionais que tentam solucionar a crise político-militar na Guiné-Bissau vão voltar a reunir-se na quinta-feira, em Abidjan, na Costa do Marfim, disse à Lusa o secretário executivo da Comunidade dos Países em Língua Portuguesa (CPLP).

Domingos Simões Pereira já está na capital marfinense e informou que a reunião vai realizar-se às 16:00 locais [17:00 em Bissau], sem adiantar, porém, mais detalhes sobre a discussão.

A GBissau.com soube de que estarão presentes para além da CEDEAO e a CPLP, também os representantes da União Africana, da União Europeia e assim como os das Nações Unidas.

Desde o golpe de Estado de 12 de Abril, têm-se sucedido reuniões das principais organizações internacionais e manifestado a diferença dos pontos de vista da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), que defende autoridades de transição, e a CPLP, que sustenta a reposição do Governo deposto e realização das eleições presidenciais, interrompidas pela acção militar.

O encontro de Abidjan acontece dois dias depois de o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior ter-se deslocado à Nova Iorque para um encontro “informal” com alguns membros do Conselho de Segurança. A reunião “interactiva” na ONU foi, todavia, considerada de frutífera entre os países que apoiam o retorno de Carlos Gomes Júnior ao poder, nomeadamente a Angola e o Portugal.

Recorde-se que recentemente o representante do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas em Bissau, Joseph Mutaboba, promoveu um encontro semelhante que, entretanto, não surtiu quaisquer efeitos favoráveis às pretensões da ala apoiante do governo deposto.

O encontro de cerca de três horas — descrito como “inconclusivo” por alguns participantes e políticos guineenses – surgiu à luz da resolução 2048 da ONU de 18 de Maio sobre a Guiné-Bissau, na qual esta instância internacional encorajava encontros bilaterais dos parceiros interessados em encontrar soluções para a crise guineense.

 

Fontes: GBissau.com | LUSA

 

 

 

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