Crises na Guiné-Bissau e no Mali afectam negativamente a UEMOA

Tiemoko Meyliet Koné, Governador do BCEAO

Tiemoko Meyliet Koné, Governador do BCEAO

Dacar – (Le Soleil & Gbissau.com, 8 de Setembro de 2012) – A actividade económica na União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) é negativamente afectada pelas crises sócio-políticas na Guiné-Bissau e no Mali. Estas crises e assim como a desaceleração econômica e outros tumultos globais têm suscitado preocupações sobre as perspectivas macroeconómicas da União, de acordo com o governador do BCEAO

Tiemoko Meyliet Koné discursando durante a abertura da terceira reunião do Comitê de Política Monetária (CMP) do Banco Central, disse no entanto, estar satisfeito com o nível de inflação que permanece moderada na sub-região “graças às medidas tomadas pelos Estados para reduzir os preços dos produtos essenciais”.

Segundo Meyliet Koné, que é também o Presidente do Comitê de Política Monetária na sessão anterior, o Comitê de Política Monetária tinha decidido baixar para 25 pontos a base das taxas de juros do BCEAO para criar as condições para uma retomada das atividades na União Económica.

“As primeiras avaliações sobre o impacto desta medida indicam que já reduziu as taxas de juros no mercado interbancário e no mercado de dívida pública”, reconheceu o governador do BCEAO.

Durante esta sessão vigente, o do Comitê de Política Monetária irá fazer uma nova avaliação dos riscos internos e externos voltados para as perspectivas económicas da União e, consequentemente, tomar quaisquer medidas preventivas necessárias.

O presente trabalho concentra-se no relatório do BCEAO sobre os recentes desenvolvimentos internos e externos da União Monetária. O documento ora em debate é uma avaliação do balanço dos riscos para a inflação e crescimento.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.