Gâmbia nega qualquer apoio à desestabilização do país

Bissau (AngolaPress, 14 de Novembro de 2012)  –  O embaixador da Gâmbia na Guiné-Bissau, Abdu Djedju, negou ontem, quarta–feira, que o seu país possa servir de base ou de apoio a quem queira desestabilizar a Guiné-Bissau, como tem sido sugerido pelas autoridades civis e militares guineenses.

O embaixador da Gâmbia falava aos jornalistas após uma audiência com o Presidente de transição guineense, Serifo Nhamadjo, a quem, disse, apresentou cumprimentos pela última festa muçulmana, o Tabasky, no mês passado.

Adbu Djedju começou por dizer aos jornalistas que a sua audiência com Serifo Nhamadjo não se destinava a falar dos assuntos políticos entre os dois países mas, após insistência, acabou por comentar as acusações dos militares e elementos do Governo de Transição de que a Gâmbia estava a dar abrigo aos desestabilizadores da Guiné-Bissau.

“Sempre disse que o Governo da Gâmbia está sempre ao lado da Guiné-Bissau em diferentes situações difíceis, pelo que em nenhuma situação a Gâmbia poderá ser parceira de alguém que queira desestabilizar a Guiné-Bissau”, defendeu Abdu Djedju.

As chefias militares e elementos do Governo de transição guineense, nomeadamente o porta-voz do executivo e o ministro dos Negócios Estrangeiros, acusaram a Gâmbia de servir de base de elementos ligados ao governo deposto, designadamente o ex-chefe das Forças Armadas, Zamora Induta, para acções desestabilizadoras na Guiné-Bissau.

No passado dia 21 de Outubro um comando militar alegadamente liderado pelo capitão Pansau N’Tchamá, atacou, segundo o executivo, o quartel dos pára-comandos (uma força de elite do exército guineense), tendo morrido seis pessoas.

As autoridades civis e militares guineenses dizem que Pansau N’Tchamá partiu da Gâmbia para a Guiné-Bissau.

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