PAIGC, AD, PND, PUSD e CD assinam a adenda ao Pacto e Acordo Político de Transição na Guiné-Bissau

Bandeira da Guiné-Bissau

Bissau (Rádio Bombolom-FM, 17 de Janeiro de 2013) –  O Presidente da República de Transição (PRT) presenciou quinta-feira a cerimónia de assinatura de uma adenda ao Pacto e Acordo Político de Transição por parte do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Ação para a Democracia (AD), Partido da Nova Democracia (PND), Partido Unido Social-Democrata (PUSD) e Centro Democrático (CD).

A cerimónia aconteceu no palácio Colinas de Boé na presença do presidente do Supremo Tribunal da Justiça, de deputados da nação, das chefias militares, representantes do Corpo diplomático e membros do governo.

O Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamajo usou da palavra e disse, entre outros:

“Eu assumi a gestão do país para que hoje esta segunda fase fosse possível. Por isso, o tal ditado que tem mais valor ainda – vale mais tarde do que nunca. O tempo, o espírito patriótico falou mais alto. Estamos aqui reunidos hoje para testemunhar a adesão de mais partidos, porque, afinal, como alguém disse, aquilo que nos une é mais importante do que aquilo que nos divide”.

“…Permitam-se dizer que é uma vergonha para todos os guineenses estarmos durante muitos anos nesses cíclicos conflitos. Não conseguimos em nenhum momento terminar um mandato nem legislativo nem presidencial”.

“…a inclusão nunca significou trazer alguém e tirar outro. Isso não pode continuar. A inclusão é todos juntos refletirmos e respeitarmos o princípio de consenso muito sagrado nesta fase de transição. Não há maioria nem minoria, tem que ser o debate de ideias para que, juntos, possamos assumir um determinado programa, um plano de ação para que possamos fazer chegar essa transição à tranquilidade”.

 

Na mesma diapasão, o porta-voz do PAIGC, Óscar “Cancan” Barbosa afirmou que o seu partido vai tudo fazer para ajudar o país a alcançar melhores soluções para a saida da crise. Aqui vai uma parte do discurso de  Óscar Barbosa:

“Com esta nossa adesão aos instrumentos jurídicos da transição, tudo faremos para alcançar conjunta e responsavelmente as melhores soluções que permitam tirar a Guiné Bissau desta situação de crise ditada por razões que todos nós conhecemos procurando, na base de um diálogo construtivo, com todos os partidos políticos legalmente constituídos, com a Sociedade Civil e com a Comunidade Internacional obter as melhores e mais consistentes soluções para ultrapassarmos os vários problemas com os quais nos confrontamos”.

“Estamos determinados, com o vosso apoio e compreensão, a trabalhar com todos os partidos políticos com e sem assento parlamentar e com os demais atores da Sociedade Civil para o aprofundamento do nosso processo democrático, tornando-o inclusivo”.

Na visão do líder da AD, Victor Mandinga, para a erradicação da instabilidade cíclica no país é preciso reformar a lei básica das organizações políticas.

“Os setores da administração pública, central e autárquica, o setor da defesa e segurança, os setores da justiça e da educação para só citar alguns setores mais cruciais, temos que ousar reformar para ousar vencer as causas da instabilidade cíclica, para realizar as eleições autárquicas, legislativas e presidenciais, dotando o país dum rumo certo”.

O presidente do PND, Iaia Djaló, por seu lado, defendeu que o ato irá contribuir para a unificação do país e dos partidos politicos:

“O ato acontece num momento dominado por grandes desafios, mas também, por receios e esperanças. Este é o momento de mudarmos todos radicalmente de atitudes. Há-que se iniciar uma nova fase na nossa relação com o país coma s instituições e com a República. Necessitamos de mais perspetivas e menos de clivagens políticas, de mais exigências, de menos patriotismos, de mais rigor e de menos desperdícios”.

“Não podemos ignorar os sintomas que têm se intensificado no nosso país, que são muito preocupantes. A indiferença cívica, a descrença nas instituições, a desconfiança política,. o distanciamento dos partidos, as tendências regionalistas e étnicas. Ao fazermos tudo isso, compete sobretudo aos responsáveis políticos encarar estes desafios com serenidade e dar-lhes prioridade, porque são questões muito sérias, que põem em causa o nosso modelo político e social”.

De acordo com o primeiro vice-presidente da ANP, Augusto Olivais:

“Os dois instrumentos reguladores da transição representam mais um passo significativo nessa direção”.

“Excelência, caros concidadãos, a defesa da democracia e dos princípios básicos que a informam devem ser a nossa prioridade. Pois, elas são a âncora para nossa estabilidade e sustentáculo para a construção do bem-estar social. A Guiné Bissau deve poder encontrar, em cada um dos seus filhos, obreiros da promoção da sua grandeza e guardiões da sua existência como país respeitável e inserto no concerto das nações”.

One Response to PAIGC, AD, PND, PUSD e CD assinam a adenda ao Pacto e Acordo Político de Transição na Guiné-Bissau

  1. Ndji Assanam diz:

    A assinatura, só agora, do pacto de transição, mostra que este PAIGC é dirigido por pessoas sem VISÃO ESTRATÉGICA. Deixou de assinar no momento certo, como partido maioritário e vencedor das eleições, o que lhe garantiria tomar as rédeas do processo e conduzir o país até as próximas eleições, para assinar agora, na condição de coadjuvante secundário e apenas mais um partido, com um discurso pobre e subalterno. Se alguma VISÃO ESTRATÉGICA houvesse,ou assinasse logo, ou não assinasse nunca, mas sabendo o que estava fazendo. Por isso não podem continuar a liderar ESTE PARTIDO DE CABRAL, pessoas despreparadas politica, cultura e cientificamente. NEM CADOGO, NEM BÁ QUECUTO! A hora é de DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, o DSP-MATCHU.
    E me admira ler o discurso do Serifo Nhamadjo a condenar interupções ciclicas do processo democrático se, pelo menos este último, tem a sua participação direta. Kumbá Yalá falou em nome dos 5 ao anunciar que não ia ter segunda nem terceira volta!… Será que o discurso não precisa refletir a prárica?!…

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