União Africana pressiona Guiné-Bissau para fixar data de eleições gerais

Bissau (PANA, 7 de Março de 2013) –  O representante especial da União Africana (UA) na Guiné-Bissau, Ovido M.B Pequeno, exortou esta quinta-feira em Paris as autoridades de transição deste país a fixarem a data das eleições gerais prometendo-lhes um apoio da comunidade internacional para a organização das mesmas.

Até ao momento, não há nenhuma data exata para a realização destas eleições. Ouve-se aqui e acolá que existem problemas para a sua organização. É preciso anunciarem-nos estas dificuldades”, afirmou o responsável da UA durante uma entrevista à PANA.

O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Manuel Serifo Nhamadjo, declarou recentemente que “é impossível realizar as eleições grais em maio próximo, como o prevê o calendário da transição”.

«Para nós, o mais importante é encontrar uma data consensual. Um prazo aceite  pela classe política e pela sociedade civil. Tratar-se-á depois de informar a comunidade internacional que vai financiar estas eleições”, indicou o representante especial da UA na Guiné-Bissau.

«O essencial continua a ser, para nós, encontrar um verdadeiro consenso para que o país possa progredir e enfrentar os desafios de segurança e de desenvolvimento », insistiu.

Uma transição de 12 meses foi instaurada na Guiné-Bissau em maio de 2012 pouco após o golpe de Estado militar perpetrado um mês antes, entre a primeira e a segunda voltas das eleições presidenciais, organizadas após a morte em Paris do então Presidente da República, Malam Bacai Sanha, lembre-se.

2 Responses to União Africana pressiona Guiné-Bissau para fixar data de eleições gerais

  1. alquesan diz:

    claro que devem informar a dificuldade que Têm para realizá-las

  2. Mininu djiru diz:

    Boa tarde a todos,

    Acho que o problema da Guiné-Bissau não se resolvera somente com a realização das eleições. Quantas eleições foram realizadas desde a abertura democratica até hoje? N eleições e o que tudo isso deu para a Guiné-Bissau em termos do respeito das regras democraticas mundialmente aceite pela comunidade internacional?

    O mais importante neste momento é promover o dialogo e a reconciliação nacional e sobretudo estabelecer um roteiro para o retorno a normalidade que culminara certo com a realização das eleições. Mas, a realização das eleições so não resolve nada na Guiné-Bissau.

    Gostaria de acrescentar que enquanto não reformamos as nossas forças armadas e a administração publica que temos e sobretudo promover a cultura do merito, evitar promover os analfabetos ao detrimento dos homens cultos, acabar com a exclusão, acabar com a promoção de crises identidarias (conflitos e clivagens etnicas) etc.

    Infelizmente, enquanto houver comportamentos similares assistiremos mais e mais cenas de golpes de estado como o de 12 de Abril de 2012.

    Esperemos que seja o ultimo golpe que a Guiné-Bissau tem assistido e que avancemos rumo ao desenvolvimento.

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