Presidente de transição vai consultar partidos sobre modelo do registo eleitoral

Bissau (AngolaPress, 16 de Julho de 2013)  – O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, afirmou ontem, terça-feira que vai convocar os partidos políticos para discutirem o modelo que deve ser adoptado para o recenseamento tendente ao escrutínio de 24 de Novembro.

De partida para uma cimeira de chefes de Estado da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), na Nigéria, e em declarações aos jornalistas, Nhamadjo comentou o debate que acontece no país sobre que modelo deve ser adoptado para o registo eleitoral, biométrico ou manual.

“Como Presidente tenho funções de árbitro. Aquilo que está instituído é o que tenho que gerir, ou seja, se não houver alterações de todas as forças eu vou defender o recenseamento biométrico, embora reconheça que há muitos custos com esse sistema”, disse o Presidente de transição guineense.

Serifo Nhamadjo deve regressar a Bissau no sábado e já na segunda-feira, disse, vai convidar os partidos políticos para, em conjunto, analisarem qual o melhor modelo para o registo eleitoral.

O chefe de Estado guineense disse ter abordado o modelo do registo dos eleitores com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Bissau, José Ramos-Horta, tendo este mostrado que seria difícil cumprir com o calendário em caso de um recenseamento biométrico.

“Fazer um recenseamento biométrico a quatro meses das eleições seria muito moroso e custoso”, defende José Ramos-Horta. Serifo Nhamdjo, por sua vez, afirma que mantém a sua coerência por tudo aquilo que defendeu no passado.

“Cada um de nós deve de ser coerente. Fui crítico do sistema manual (nas eleições presidenciais interrompidas com o golpe de Estado), agora todas as forças reunidas, propuseram isso no Pacto de Transição, disseram que querem eleições com um recenseamento biométrico”, observou Nhamadjo ao sustentar a sua posição de defesa ao registo biométrico.

A própria Comissão Nacional de Eleições (CNE) teria dado garantias ao Presidente guineense em como o registo eleitoral podia ser feito de forma biométrica mediante certas condições.

“A informação técnica que eu tive quando recebi a CNE. De que se houver condições e com o aumento de equipas do recenseamento poderia ser feito um recenseamento biométrico em dois meses. Havendo cinco meses na altura, achei que era possível”, acrescentou o chefe de Estado guineense.

E acrescentou: “Já dei instruções ao meu gabinete para convidar todas as forças políticas a partir de segunda-feira para reexaminarmos essa situação e ver o que se pode sugerir em termos gerais. Desde que não haja bloqueio para que as eleições deixem de ter lugar em Novembro nós vamos defender”.

Sobre as eleições gerais, o Presidente de transição afirmou que existe “uma determinação nacional” para que tenha lugar no dia 24 de Novembro, pelo que, enquanto chefe de Estado vai tudo fazer para “remover os obstáculos” que possam inviabilizar a data.

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