CPLP vai indicar representante permanente para acompanhar situação na Guiné-Bissau

Maputo (AngolaPress, de Julho de 2013) – O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)  anunciou quinta-feira que vai designar um representante permanente na Guiné-Bissau, para “conferir outra capacidade de acompanhamento” da situação sociopolítica no país.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi, disse aos jornalistas que a CPLP sempre esteve envolvida no processo de restauração da ordem constitucional da Guiné-Bissau, após o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, mas lembrou que a organização “não tinha um representante permanente”.

CPLP - XVIII reunião do Conselho de Ministros da CPLP, que decorre em Maputo

CPLP – XVIII reunião do Conselho de Ministros da CPLP, que decorre em Maputo

Esta figura vai “conferir outra capacidade de acompanhamento [por parte da CPLP] pelo fato de ser uma entidade presente no terreno e, portanto, atenta à evolução quotidiana do dossiê da Guiné-Bisssau”, destacou Oldemiro Baloi no final da 8.ª  reunião ordinária do Conselho de Ministros da organização lusófona, que quinta-feira se realizou na capital moçambicana, Maputo.

“Este é um grande passo em frente. Alguns segmentos envolvidos no processo tinham a perceção de que a CPLP não se estava a envolver o suficiente, mas, neste aspecto, é preciso ter-se a visão global do fenómeno. A CPLP sempre esteve envolvida, simplesmente não tinha presença física na Guiné-Bissau”, afirmou Oldemiro Baloi.

O chefe da diplomacia moçambicana assinalou “progressos importantes” na Guiné-Bissau, com a criação do Governo inclusivo, implementação do roteiro e a marcação das eleições para 24 de Novembro deste ano, pelo que, considerou, “o ambiente envolvente em relação à Guiné-Bissau está cada vez melhor”.

One Response to CPLP vai indicar representante permanente para acompanhar situação na Guiné-Bissau

  1. carimo baldé diz:

    Já não era sem tempo e vale mais tarde do que nunca e esperemos que a CPLP ainda apanhe o barco e aprenda a lição em como deve portar se nessas situações, pois tomar partido numa guerra entre irmãos pode significar lançar a fogueira e não apagar o fogo.
    Somos de opinião de que esta organização deve aperfeiçoar a sua forma de actuação no quadro diplomático que ainda é algo tímido e pouco transparente. BOA SORTE A CPLP E AO FUTURO ENVIADO PARA O NOSSO PAIS SAGRADO…

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