Governo de Cabo Verde proíbe viagens oficiais à Guiné-Bissau

Praia (PNN, 20 de Agosto de 2013) –  Durante uma conferência que realizou na presença de Pascal Lamy, Director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Primeiro-ministro José Maria Neves desmentiu qualquer instrução governativa no sentido de proibir deslocações de funcionários do Estado à Guiné-Bissau.

No entanto, Fontes da PNN garantiram que o Governo aprovou, esta segunda-feira, 19 de Agosto, um despacho em que proíbe deslocações à Guiné-Bissau, de todos os funcionários e agentes do Estado em missão oficial de serviço. A medida foi confirmada por fontes governamentais cabo-verdianas que não quiseram avançar pormenores.

A PNN constatou também que a decisão surgiu na sequência do agravamento da tensão entre a Praia e Bissau, que já levou à detenção pelas autoridades guineenses de dois agentes da Polícia Nacional de Cabo Verde.

As relações seculares entre os dois países «gelaram» desde o golpe de Estado de 12 de Abril, protagonizado pelo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, contra o então Primeiro-ministro e candidato Presidencial, Carlos Gomes Júnior. Cabo Verde não reconheceu as autoridades saídas do golpe de Estado e cortou o diálogo «frequente» com a Guiné-Bissau.

Em Abril de 2013 o departamento anti-droga dos EUA (DEA) deteve em águas internacionais o contra-almirante guineense José Américo Bubo Na Tchuto, juntamente com outros quatro oficiais, sob a acusação de conspiração para fornecer armas à guerrilha colombiana FARC, armazenar cocaína da mesma organização terrorista, vender armas para serem utilizadas contra as forças norte-americanas e tentativa de colocar cocaína no mercado americano.

Bubo Na Tchuto e os quatro oficiais foram levados de barco para Cabo Verde, de onde seguiram minutos depois para os EUA, num avião da
DEA. A colaboração de Cabo Verde «irritou» as autoridades de transição da Guiné-Bissau, que acusaram a Cidade de Praia de ser «mau vizinho».

A 12 de Julho, quando encetavam em viagem de regresso a Cabo Verde, dois polícias cabo-verdianos da Direcção de Migração e Fronteiras foram detidos pelos Serviços de Informação e Segurança da Guiné-Bissau, na sala de embarque do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau. Júlio Centeio Gomes e Mário Brito foram libertados a 30 de Julho, depois de 18 dias de detenção sem acusação formulada.

Na semana passada, o Chefe de Estado Maior das Forças da Guiné-Bissau, António Indjai, acusou Cabo Verde de ter assassinado a cidadã guineense Enide Tavares Soares da Gama, que recebeu pena acessória de expulsão do país depois de cumprir parte da pena a que foi condenada por tráfico ilegal de droga em Cabo Verde.

Segundo António Indjai, a «senhora que foi acusada de tráfico de droga em Cabo Verde, que dizem que deportaram para Bissau, na verdade foi assassinada», afirmou, acrescentando que «ninguém das nossas autoridades quis perguntar os verdadeiros contornos deste caso».

A referida cidadã guineense foi deportada para o seu país de origem na companhia dos dois agentes da Direcção de Migração e Fronteira.

«Os agentes cabo-verdianos deviam ser levados à justiça para serem julgados mas, mais uma vez, deixámos escapar Cabo Verde. Não gostei nada disso. Não só violaram as nossas fronteiras como a rapariga que disseram que trouxeram não foi vista. Ela foi morta», acusou.

6 Responses to Governo de Cabo Verde proíbe viagens oficiais à Guiné-Bissau

  1. Alberto Seninho Mané diz:

    Caros e Camaradas, o Governo de transição da Guiné – Bissau, devem acautelar se, em muitas outras medidas a tomar; segundo eles não estão autoridade moral e política de porem em causa as nossas relações populares e seculares com o nossos irmãos de Cabo – Verde e nem com qualquer outro País, ´só por seus entre ses mesquinhos e pessoas, o Povo da Guiné – Bissau, nunca optariam pela rotura com o seu Povo irmão, todos os que estão implicados nesse incidente, vai que ter, ser julgado pela geração futura.
    A Guiné de hoje esta a ser guiada pelos surdos, mudos e cegos, mas o futuro o dirá.

  2. sukuro diz:

    cidadão Antonio indjai não digas que ja voltaste fazer das suas mataste a menina para encriminar os dois agentes C.Verdiana como fizeste com os flupes na .

  3. Vamos continuar a ser irmaos do Caboverdianos como nascemos e até ao fim dos nossos dias.
    Viva Cabo verde, Viva Guiné Bissau, juntos venceremos e unidos ninguem pode nada contra nos.

  4. agostinho diz:

    os cegos vao continuar a serem irmaos dos caboverdianos, pois eu vivi em cabo verde 5 anos, nao dejejo ficar ai porq vi que os cabovedianos a muitos anos nao se pensam que existe um pais irmao chamado a guine bissao, pois existe uma discriminaçao ai como nao se fosse um pais africano, peleo que saiba os nossos irmaos estao la forontado com o racismo, toda gente ve nos jornais, deixem de fingir que nao sabem o que esta passando.

  5. Queta Bacar diz:

    Eb´bo boicotam nam………..

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