Opinião: De Actos a Factos

Por Augusto Tchuda | tchudaugusto@hotmail.com.br

De facto, a experiência nos ensinou a aceitar que a vida de qualquer homem é marcada de Altos e baixos, bem e mal, que acaba por fechar com a morte. Mas também aprender a aceitar que só trabalhando é que se erra, sem pensar que é possível haver proteção especial que o iliba de críticas ou até mesmo a justiça, por recorrentes erros graves cometidos em exercício das suas funções. É isso que nos motiva as afirmações segundo as quais, nenhum cidadão está sobre a Lei.

Muitos atos tornaram-se em factos tristonhos e até lastimáveis, conducentes de rolar cabeças quando de facto um dia houver que funcionar a Lei com todos os ʺisʺ levando os seus pontinhos e não em condições de 8 ou 80.

O Consagrado Jornalista Guineense e Editor desta página, a quem muito respeito reservei, escreveu recentemente um artigo que muito me marcou [O Cinismo e as Ambiguidades dos “futuros arrependidos”], referia obras, dando ênfase a obras da estrada Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, e outras obras, fruto de realizações do governo deposto. Sim, está feita visivelmente a obra, aceito, resta saber se na realidade só era isso, se houve respeito escrupuloso a verdadeira intenção da infraestrutura.

Se me perguntarem, eu respondia que não, suportando a minha negação em seguintes factos que os atos fizeram transparecer:

Fomos confrontados em plena rua, com uma imensa maqueta da infraestrutura antes do início das obras. Sinceramente, aquilo era uma maravilha, encantava a todos, uma estrada comportando pistas laterais especificamente para os TOCA-TOCA circularem, sumiu depois aquela componente, não só isso, um observador atento consegue constatar que os passeios nem refletem a obra moderna construída no Séc. XXI, na Capital dum País, não só isso, também é fácil notar que a derradeira oportunidade não foi aproveitada devidamente, estrada de Ex-QG – Antula, é fotocópia da estrada de Bor, em termos de largura e onde está a razão para tantos elogios? Uma magna oportunidade ganhada para dar outra carra a entrada principal da nossa humilde Capital, desperdiçada, que apesar de tudo isso alguns vangloriam-se. Obras mal feitas.

Todavia são obras, nossas obras, frutos de dívidas que os nossos filhos depois assumirão, numa altura em que haverá necessidade de mais fundos para desfazer a presente obra em nome de modernismo, porque isso é uma brincadeira de mau gosto. Até não valia pena meter semáforos que ficam ai sem a corrente.

Não estou a dar resposta as preocupações do Sr. Jornalista, mas, para quem me compreende, estou a lamentar a situação da minha terra, onde os governantes fazem-se de astutos, iludem e ludibriam o povo, no intento de tornarem-se em única panaceia. No entanto, gostamos da estrada, particularmente eu gostei, gostava mais se a obra fosse executada tal como projetada, infelizmente não foi assim, por isso, deixem-nos chorar a dor de estarmos a ser enganados por pessoas que nem pelo povo sentem.

**Nota do Editor: as opiniões aqui expressas são da inteira responsabilidade de cada autor e não reflectem necessariamente a linha editorial da GBissau.com.

 

 

5 Responses to Opinião: De Actos a Factos

  1. Oi gente. para o que ja aconteceu na Guiné é mais um nada. O senhor Tchuda esta cheio de razões. As estradas enchem-se de agua quando chove e muito mais. Outros tiveram a oportunidade de o fazerem e passaram ao lado, onze meses decsalario não pago aos servidores de Estado, muita fome a mistura sem nenhuma razão a não mal governar. Pena é estarmos a lamentar por leite derramado, levantemos a cabeça de vez e construamos estradas melhores. Viva a Guiné Bissau livre e independente.

  2. I. SANI diz:

    A intenção não é defender, mas tentar esclarece na medida de possível, a razão de não colocação da divisão da faixa de rodagem para transportes públicos (táxi e toca-tocas).
    maqueta apresentada é resultado apresentada de gabinete de estudo, mas….
    1- pelo menos, logo que tenho oportunidade de pagar a planta chamei logo atenção, aquela faixa ERA TOTALMENTE NÃO FUNCIONAL (afirmo)porque, era uma faixa para passagem de uma só viatura, devido a estados de serviço dos nossos transportes públicos (que não tem hora de avariar), devido a falta de cultura cívica dos utentes rodoviária (condutores), devido a falta de reboque das empresas de seguros para retirar com urgência o carro avariado, e mais motivos, qualquer avaria de uma viatura nesta faixa, condicionaria totalmente a circulação nesta faixa, porque esta faixa não permitiria a passagem de lado da outra viatura, solução poderia ser alargar a faixa, o que seria alteração da planta, aumento de custo das obras, etc…
    2- Questão da agua, foi assunto que merece a discussão, mas é bom entender que problema urbanístico da cidade de Bissau é um assunto herdado da colonização, as aguas pluviais que saiam dos bairros não tem um unido curso (caminho), por isso seria e será muito difícil, elaborar com eficácia sistema de drenagem na avenida principal da capital sem tocar nos bairros, e também as valas não são projectadas para evacuar lixos mas sim aguas pluviais, alias ainda não foi introduzida o coeficiente “lixo´´ na formula de calculo da quantidade de agua a evacuar. Solução passa por iniciar encaminhar as aguas pluviais a uma direcção orientada desde profundezas de bairro, vias segundarias, vias principais, e destino final, sensibilizar os munícipes como utilizar as valas de drenagem, o que mais uma vez tem os seus custos, tempo e consequências.
    Enfim, a razão principal que levou a execução da obra, ignorando alguns problemas técnicos, é a questão da segurança, queremos ou não esta obra diminuiu consideravelmente acidentes rodoviários na avenida principal, de uma forma, a vida de cada cidadão não tem preso…

  3. I. SANI diz:

    Desculpem pelos erros, escrevi e publiquei sem rever o texto mas espero a compreensão, ainda gostaria de ressalvar, a obra pode ter objectivos políticos (o que não confirmo) o meu esclarecimento e simplesmente de conhecimento técnico.

  4. MS diz:

    Vale o Sr. Tchuda, hoje em dia o Sr. virou o critíco na materia das obas né ……, pois diga pra gentes como é que tu falhas-te na obra da remoção dos cajueiros pagos pelos funcionários do M.A.D.R. na altura da divisão dos terrenos para construção das habitações nas parcelas de Graja de Bór e, pois ja terminou a reembolsar o tacu que se tinha fugido kkkkkkkkk? Sr. Tchuda fazer obras é dificil, fará cuidar dos bocados para a execução das mesmas né … Não te chateas, mas é bom que antes de se fazer criícas, revizemos os nossos passados. A obra kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

    • duno di si distino diz:

      Ola Sr. MS, estas quase no assunto do Sr Tchuda, mas apenas transviaste um pouco parece que andavas com cabeça de ticu-ticu, ele não faz obras, simplesmente isso, não estou a defender mas é a historia que conheço, por seres mais um Cadoguista é bem provável que parta em defesa da obra mal feita

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