Reforma da Defesa guineense exige mudanças no poder civil

Bissau (Lusa, 20 de Novembro de 2013) –  O candidato à presidência da Guiné-Bissau, Paulo Gomes, defendeu terça-feira que a reforma da defesa e segurança requer uma mudança do poder civil porque a “relação incestuosa entre políticos e militares foi criada por políticos”.

Em entrevista à Agência Lusa, em Lisboa, o candidato afirmou que os militares guineenses “estão prontos” para a reforma do sector da Defesa e Segurança, um projecto antigo que se considera essencial para a estabilidade política no país.

No entanto, sublinhou que esse processo passa também por uma reforma do poder civil.

“É muito fácil apontar o dedo à esfera militar. Houve uma prática longa e antiga de os políticos jogarem pingue-pongue com os militares. Nessa reforma há um papel importante dos civis”, disse.

Além de Paulo Gomes, perfilam-se como candidatos à presidência o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, o ex-director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Hélder Vaz, e o antigo ministro da Educação da Guiné-Bissau Tcherno Djaló.

One Response to Reforma da Defesa guineense exige mudanças no poder civil

  1. Para um observador atento da evolucao da vida poltica e social da Guine-Bissau,esta afitmacao do candidato a presidencia da Republica,tem uma logica e deve ser avaliada por todos quanto querem o bem-estar da nacso Guineense,porque se vejamos,ja decorreram varios golpes militares desde 1980,mas foi uma so vez que os militares assumiram poder,(1980-Nino.

    Golpe-1998-99-Presidente da Republica Malam Bacai Sanha.

    Golpe-2003-Presidente da Republica Henrique Rosa.

    Golpe-2009-Presidente da Republica Raimundo pereira.

    Golpe-2012-presidente da Republica Serifo Nhamadjo.

    Estes tracos indicam claramente que os politicos estao atars de golpes .

    Obrigado,
    Sirajo

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