José Ramos-Horta recebe candidato presidencial Tcherno Djaló

Bissau (Rádio Difusão Nacional-RDN, 21 de Novembro de 2013) –  O Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau (RESG) recebeu quarta-feira Tcherno Djaló, candidato as eleições presidenciais de Março de 2014.

“O processo de recenseamento está a começar, portanto, existe a necessidade de acertarmos e pedirmos informações sobre o avanço do processo. Sabemos que dentro de dez dias em princípio o recenseamento vai iniciar e não temos nenhumas informações sobre os procedimentos prévios”, revelou Tcherno Djaló.

“Por enquanto não sabemos se os presidentes das Comissões Regionais de Eleições já estão selecionados, a cartografia eleitoral, há uma série de informações que já deveriam estar disponíveis neste momento, para sabermos efectivamente que o recenseamento está para iniciar como deve ser na data indicada. Isso é importante e da responsabilidade do governo”, observou.

“Ele me forneceu algumas informações sobre a participação do Timor-Leste, a vontade que tem o Timor-Leste, as dificuldades com que está a defrontar, alguma certa inércia da nossa parte que pode de facto dificultar o processo e os limites da intervenção do sistema das Nações Unidas neste processo. Para que o sistema possa ir muito mais longe é preciso de facto um pedido formal por parte das nossas autoridades para que possam se pronunciar sobre esta questão”, explicou o candidato presidencial Tcherno Djaló.

“Porque, senão, existem limites. É uma questão de soberania, ele só pode ser aconselhador  que tem limites na sua intervenção”, sublinhou Tcherno Djaló, adiantando, citamos: “que deve haver efectivamente ações concretas que possam falicitar a concretização das eleições na data prevista porque a comunidade internacional não vai permitir mais uma vez o adiamento do escrutínio”.

“Está mais do que certo que a comunidade internacional não vai de forma alguma aceitar que haja uma nova alteração do 16 (de Março). De qualquer forma que seja, as eleições terão de ser feitas no dia 16. Agora, só a vontade também não é suficiente da nossa parte, é preciso de facto que haja ações concretas das autoridades que estão encarregues de organizar o processo, designadamente o governo. Esta é a grande preocupação a que estamos confrontados”, concluiu.

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