ONU: Consultas sobre Guiné-Bissau em Nova Iorque

  • O Conselho de Segurança da ONU vai pedir o reforço da força da ECOMIB

Nova Iorque (GBissau.com, 26 de Novembro de 2013) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas espera receber esta tarde, terça-feira, dois relatórios do Representante Especial do Secretário-Geral da ONU na Guiné-Bissau.

José Ramos Horta falará sobre a restauração da ordem constitucional e sobre as actividades do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

Na reunião estarão presentes para além do Embaixador António de Aguiar Patriota (Brasil ), na sua qualidade do presidente da Comissão de Consolidação da Paz para a Guiné-Bissau , também possivelmente, os representantes da CEDEAO e os da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau também poderá presenciar o encontro. Delfim da Silva já se encontra na cidade de Nova Iorque.

A apresentação de Ramos-Horta será seguida de consultas que terão como pano de fundo os preparativos para as eleições gerais de 16 de Março do próximo ano. O aspecto mais importante estará à volta da discussão de opções possíveis para reforçar a força militar e policial da CEDEAO na Guiné-Bissau (ECOMIB).

A ideia é de reforçar a força da ECOMIB com duas unidades policiais adicionais (cerca de 300 policiais), com a finalidade de enviar um sinal forte aos potenciais “estragadores” do processo sobre a importância de realização de eleições livres e credíveis num ambiente livre de intimidação . Uma eventual adoção de uma tal medida provavelmente não ocorreria antes do final desta semana ou no início da próxima.

O reforço da ECOMIB seria consistente com o anúncio no último mês de Maio pelos chefes de Forças Armadas da CEDEAO para ampliar a ECOMIB.

Por outro lado, o Conselho de Segurança estará particularmente interessado nos acontecimentos destacados no relatório trimestral do Secretário-Geral, Ban ki-Moon, sobre a restauração da ordem constitucional, mandatada pela resolução de 2048, após o golpe 12 de Abril de 2012 .

Este último relatório poderá ser visto pelos membros do Conselho de Segurança como sendo uma avaliação muito menos positiva de Ramos-Horta sobre a Guiné-Bissau, desde que o antigo Presidente timorense assumiu o papel do Representante Especial da ONU, em Janeiro de 2013 .

O relatório que foi publicado a 19 de Novembro retrata um ambiente de segurança cada vez mais “volátil ” e uma “deterioração” da situação dos direitos humanos , advertindo que isso ameaça a realização de eleições credíveis.

O mesmo relatorio fala de intimidação dos meios de comunicação e organizações não-governamentais ao longo dos últimos três meses pelas forças de segurança, bem como dos casos de espancamentos e agressões, incluindo de um membro da UNIOGBIS. O relatório também sugere que as tensões sociais — devido à uma situação humanitária frágil e atrasos no pagamento de funcionários do governo — também podem prejudicar a realização de eleições credíveis .

Por estas razões, o relatório do Secretário-Geral desafia a CEDEAO para fortalecer a ECOMIB, no sentido de garantir a segurança e monitorizar a realização da reforma no sector de defesa e segurança. O Secretário-Geral irá apelar os membros do Conselho de Segurança “para considerarem a possibilidade de apoio à uma força reforçada da ECOMIB”, tanto para garantir a segurança durante o processo eleitoral, como para ajudar um futuro governo eleito. Assim, a ECOMIB poderá receber um pacote de suporte logístico.

Depois do golpe de estado de 12 de Abril de 2012, a CEDEAO colocou na Guiné-Bissau, um contingente de 700 homens denominado de ECOMIB, integrado por militares e polícias de Burkina-Faso, Nigéria, Togo e Senegal, com a missão específica de proteger os titulares de cargos públicos e as instituições da República.

Finalmente, o relatório da ONU confirma que o financiamento para a realização das eleições ficou num valor de 19 milhoes e 300 mil dólares, uma soma já garantida pela comunidade internacional e alguns países amigos da Guiné-Bissau, nomeadamente a Nigéria e o Timor Leste.

 

 

2 Responses to ONU: Consultas sobre Guiné-Bissau em Nova Iorque

  1. a g-bissau percisa de se remover,ainda nada valeu

  2. marcos antónio diz:

    e muito triste o que acontece na G.Bissau o país tem potencial natural e humano, por favor organizam-se o país tem rumo

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