ANP: Ministro das pescas responde a deputados sobre o impasse nas negociações com a UE

Sede da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau

Bissau (Rádio Difusão Nacional-RDN | PNN, 27 & 28 de Novembro de 2013) – O ministro das Pescas, Mário Lopes da Rosa,  esteve no parlamento quarta-feira para responder aos deputados sobre o impasse registado nas negociações com a União Europeia (UE) referentes à concessão de licenças de pesca nas águas territoriais do país.

“Abordámos a questão das licenças ilegais, levantada pela União Europeia, o que é um pouco surpreendente. Se a UE diz ter avisado a Guiné-Bissau há um ano, nos vários encontros que tivemos com o seu representante nunca falamos desta questão”, lembrou.

“Eles puseram o seu problema e nós pusemos o nosso. Temos um acordo de pesca com a UE que está suspenso há um ano. O que lhes pedimos é para que nos dêem o nosso dinheiro, 2.5 milhões de euros que detêm há mais de um ano”, concluiu Mário Lopes de Rosa.

União Europeia acusa Guiné-Bissau de autorizar pesca ilícita

Entretanto, de acordo com a agência noticiosa PANA, a Guiné-Bissau foi identificada pela União Europeia (UE) como que autoriza a pesca ilícita nas suas águas territoriais, apesar de uma advertência oficial lançada há um ano às autoridades nacionais, soube-se de fonte oficial em Bruxelas.

Num comunicado transmitido terça-feira à imprensa em Bruxelas, a UE constata que, embora tendo trabalhado em estreita colaboração com o governo de Bissau para criar medidas de gestão e controlo efetivo das atividades de pesca, o país ainda não remediou os problemas estruturais e não demonstrou real vontade de lutar contra a pesca ilícita.

A Comissão Europeia exortou o Conselho dos Estados-membros a proibir as importações nos países da UE de peixe capturado nas águas territoriais da Guiné-Bissau.

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Ministro do Interior na ANP

PNN –   O ministro do Interior, António Suca Ntchama, devia ser interpelado  quarta-feira, pelos deputados da ANP sobre o espancamento a que foi alvo o ministro de Estado dos Transportes, Orlando Viegas, em Outubro, na sua residência em Bissau.

No mesmo quadro, também o ministro da Defesa, Celestino de Carvalho, devia ser interpelado pelos deputados sobre as mortes de militares e polícias ocorridos no Centro de Instrução Militar de Cumere. Ao todo foram sete vítimas mortais.

No total, 11 ministros constam da lista de governantes interpelados pela ANP sobre assuntos que respeitam suas áreas de jurisdição.

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