Ramos-Horta continua a defender a formação de um governo inclusivo 

Bissau (PNN, 22 de Abril de 2014) – O Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas para o país,  disse no domingo, 20 de abril, que doravante, a responsabilidade dos guineenses é trabalhar para constituir o governo mais inclusivo possível.

«Da minha parte, enquanto Representante do Secretário-geral ao serviço da ONU, e ainda enquanto cidadão, vou fazer tudo para não trair a esperança e a confiança do povo, isso é a minha responsabilidade. A vossa responsabilidade é que haja o governo mais inclusivo possível, embora saibamos que não é fácil. Vai ser difícil para o Primeiro-ministro negociar a formação de um Governo que seja o melhor possível para este país», afirmou Ramos-Horta durante a cerimónia de encerramento de uma jornada de reflexão sobre a identidade guineense.

José Ramos-Horta elogiou o comportamento exemplar do povo guineense durante o dia da votação, a 13 de abril: «O povo guineense, os partidos e os seus líderes fizeram a sua quota-parte, um comportamento exemplar.

Uma lição para todos nós. Eu sou timorense e oxalá que, no meu país, tenhamos nas eleições a exemplaridade de comportamento, quer por parte de líderes quer por parte da população, como presenciei aqui», reconheceu ele na presença de líderes políticos, académicos e jovens.

13 Responses to Ramos-Horta continua a defender a formação de um governo inclusivo 

  1. zosky diz:

    Espero que nunca sera assim, porque se nao houver oposiçoes o partido que sera eleito nao vai-se contrabalançar. Timor leste nao tem partidos da oposiçao mas na Guiné Bissau devemos ter partidos da oposiçao para o bom funcionamento da democracia. Epero que os nossos politicos vao abrindo bem os olhos e nao aceitarem esta proposiçao do senhor Ramos Horta!!!! A seguir.

  2. Bardade pa Conta diz:

    Plenamente de acordo, PAIGC que Govene e PRS faça opsição para o bem do Pais e não aceitem entrar na camaradagem com PAIGC e todos nos sabemos que num futuro proximo não vai dar certo e depois vão querer vos metir no balanço final da situação, se o PAIGC quer na verdade o Governo de inclussão e podem ir buscar as pessoas singulares de capacidade reconhecida para govenar;

  3. D34 diz:

    Um governo inclusivo não significa acabar com oposição, existem vários partido em Guiné. E nem todos os membros dum partido é que podem integrar num governo inclusivo. Os outros ficam d fora como fiscais.

  4. taharqa diz:

    O povo elegeu o PAIGC para governar durante 4 anos ,então só este partido tem legitimidade para governar porque tem confiança popular e não venham agora fazer jogadas para para manter no poder
    Quem perdeu que vá para oposição,neste caso o PRS e faça a necessária reflexão no sentido de mudar o seu programa e comportamento para merecer a confiança do povo e assim ser alternativa
    PAIGC pode fazer aliança com outros partidos minoritarios e até pode escolher independentes com perfil tecnico para formar governo

  5. taharqa diz:

    O PAIGC eventual poderá obter consensos e acordos com o PRS em matérias de interesse nacional como reforma dos sectores de defesa e segurança

  6. O Ramos Horta fez muito para além do que é possível. Como Guineense não tenho palavras para agradecer-lhe o empenho, o amor a dedicação que teve para com o nosso país.
    Reconheço que o Domingos quer virar a página política na Guiné, tem uma tarefa dificílima pela frente. Aquele Partido em que é militante, já não é o PAIGC que ele idealizava. Escapar dos tentáculos da máfia que o enfesta é uma obra titánica.

  7. zosky diz:

    O PAIGC ainda nao ganhou senao nao haveria a nescecidade a segunda volta,a ultima voz é o povo claro se foi permitido pelos nossos politicos e sobretudo os nossos militares.

  8. mariA diz:

    Para me o unico Partido de confianca a estabilidade e PAIGC,mais Para governor. O presidente deveria ser do outro partido .opisicao no governo faz muita deferenca em termos de contra attaque politicalmente.sem arms de guerra

  9. Peter lopes diz:

    A democracia se constroi com convergências, estratégias e visões de futuro.
    Nas nossas análises é preciso colocar sempre elementos da história. A proposta do Sr Ramos Horta nao é uma proposta gratuíta. Ela deriva sim de uma constataçao no nosso país: a dependência dos políticos a viver a custa dos recursos do Estado. Ou seja todos esses ditos políticos, raros conseguiram ter uma autonomia fora dos benefícios gerados pelo Estado. Daí, tendo em conta a fragilidade desta democracia que uns vêm com óculos, é preciso mecanismos que permitam ao nosso país criar condições de uma governaçao partilhada com vista a consolidar a estabilidade política no país. Para isso, é preciso uma visao estratégica comum nacional e evitar argumentos mesquinhos. A democracia é um ideal que deriva da vontade popular e se constroi com a inteligência e a vontade política de todos os actores. O sistema de “Eu ganhei e levo tudo” sempre prejudicou este nosso país. Devemos repensar a nossa forma de encarrar a democracia. E uma coisa importante a ter em conta: a democracia nao se constroi unicamente pelos partidos; a oposiçao nao é só os partidos; todas as organizações que militam em prol da cidadania e bem estar colectivo fazem o papel da oposiçao.
    Quero com isso dizer a entrada do PRS ou de qualquer outra formaçao política no governo de consenso liderado pelo PAIGC nao significa o fim da oposiçao.

  10. Quintino diz:

    Acho muito ideal a proposta do Sr Ramos Horta; no mundo de hoje nos países que concorrem para um desenvolvimento rápido e com bons homens para dirigir o destino do país juntam – se os maiores partidos para acelerarem excelentes ideais afim de trabalharem com muita eficácia. Por isso é que o povo lhes escolheu como sendo os dois maiores grandes partidos. Ex: Luxemburgo pelos dois maiores partidos há mais de três mandatos. Força Domingos!

  11. zosky diz:

    Em todo o caso espero que o PRS nao caia nesta armadilha,cada qual tem a sua opiniao e muitos pensam que com a formaçao de um governo inclusivo é para acabar ou evitar golpes militares,o Dr Ramos Horta talvez tem razao porque na Guiné todos querem mandar e todos querem ser presidentes da republica. A seguir……

  12. SR. Ramos Horta,
    desculpa-me discordar da sua proposta pois, em lugar de um governo de inclusão, prefiro um governo de responsabilidade nacional, que integre figuras independentes com créditos reconhecidos na sociedade guineense e não figuras militantes dos partidos, só para acomodar os insatisfeitos que procuram a todo custo ser ministro, para apenas retirar as vantagens de estarem no poder.

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