Opinião: No Palácio Assombrado, ninguém morre sem deixar sua “Foto”

Filomeno Pina

Na casa onde nenhum inquilino, ao longo de quarenta anos, tendo sido Chefe de Estado, terminou o seu mandado, pois, inquilino a inquilino foram sucessivamente travados por golpes de Estado consecutivos e, até o assassinato de um dos Presidentes aconteceu em pleno mandato no País.

Realmente, isto deixa no ar a ideia de “maldição” associada ao período pós-independência na Guiné-Bissau, falando de mortes suspeitosas, de conspirações ou de mortes configuradas em doenças esquisitas, estranhas, que também aconteceram e puseram fim à vida de todos os antigos Presidentes da Republica da Guiné-Bissau.

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Interrogamo-nos hoje em silêncio, sobre esta estranha forma de partir desta vida, para o mundo dos anjos? Diria que no mínimo é cruel, para um Povo desde a sua independência, não ficar com um único ex-Presidente vivo, para contar a história aos mais novos Presidentes ou políticos.

Dá que pensar seriamente em tudo isto, pois, hoje na prática política, o nosso Povo é dirigido sem os nossos “mais-velhos” por perto, hoje estes morreram quase todos! A contar com o nosso Intelectual Revolucionário, Amílcar Lopes Cabral, seguido de muitos outros líderes carismáticos, também desaparecidos precocemente.

Deus queira que a Guiné-Bissau, nunca chegue à “Republica di Mininos”, como no filme do nosso Realizador, Flora Gomes?

Espiritualmente os Guineenses ficaram apanhados no obscurantismo das mortes, num ambiente espiritual complexo, muitos de nós trás na memória histórias macabras de lutas pelo poder com final infeliz e triste, entre amigos de longa data.

Palácio da República antes da renovação

Palácio da República antes da renovação

Alguns deles, desde os tempos das bolas de meias, cozidas à mão, trazidas de casa para partilharem um joguito de futebol, entre amigos. São outros tempos camaradas, mas bons tempos, um tempo em que éramos felizes sem saber porquê, no melhor que nos aconteceu até hoje na Terra que guarda o nosso umbigo!

Hoje não somos felizes e sabemos bem porquê, sabemos que a Guiné-Bissau não está a ombrear com os outros Países em desenvolvimento progressivo, porque os homens do poder não se entendem, por desonestidades cometidas, ignorância e exploração do tesouro do Estado.

Mas na Diáspora, estamos de “pedra e cal” profissionalmente engajados no sistema de trabalho, desde os andaimes da construção civil, passando por quadros técnicos e superiores especializados, e também como docentes Universitários, para terminar, nos calabouços (poucos, com problemas na justiça) a cumprirem pena, enfim, estamos fora de Casa, nos quatro cantos do mundo, onde há pessoas de bem, sociedades organizadas, num Estado de Direito! Precisamente o que falta no nosso País – UM ESTADO, onde as leis são para se cumprir, e sistema político social que seja sustentável, para arrancar de vez com o nosso País, acredite!

Num tempo antigo, tempo fazedor de amigos verdadeiros, alguns tornaram-se depois inimigos de estimação, já com “barbas-brancas”, deviam ter juízo, mas têm contas por ajustar entre uns e outros, com altas somas milionárias, imóveis disputados na praça pública, mas, muitos de proveniência duvidosa.

Riqueza reunida em curto espaço de anos, hoje é milionária. Gente que conviveu na traição, que com ponta de sorte, conseguiu sair da categoria de “testa de ferro”, para o lugar de “donos” legítimos, de tudo um pouco,arrecadados à revelia do ex-amigo, o menos esperto talvez!

Os há com este perfil repetitivo, algumas histórias de “amizades” com contornos semelhantes no meio ambiente Bissau Guineense, infelizmente. Falaram de “amigos” que viraram inimigos, assumindo o seu verdadeiro rosto, finalmente, mudando por causa do dinheiro e de outros bens materiais em disputa!?

Com todo este mistério no segredo dos Deuses (histórias com finais infelizes), as mortes por desvendar na justiça, a impunidade, os Tribunais sem tempo certo, parece não haver motivação na justiça, e a desigualdade social cresce diferencialmente como as cores do arco-íris, que podiam ser cores do dinheiro o motivo principal desta descriminação implícita na justiça. Dá ideia haver dois pesos e duas medidas, sem transparência, absolutamente nenhuma, em matéria de luta contra o crime organizado. Com os tribunais a adiar o “som do estoiro” do martelo do Sr. Dr. Juiz! Haja coragem meus senhores, e olhai meus caros, acreditai numa única Justiça – a Cega!

Faz-se um silêncio sepulcral e assiste-se ao “ENTERRO” da verdade dos factos, com a distância que crescem dos prazos rumo a aspiração dos mesmos prazos perante a lei. Cada vez mais assistimos a uma utilização pública acrescida do uso de – coletes à prova de justiça – por impunidade da justiça ou por outras manobras criminosas, que não permitem certos casos avançar, chegarem à barra dos tribunais, para serem julgados?

Levantam-se questões de ordem Jurídica, Social, Politica e Moral, num Estado de Direito, perante julgamentos “congelados” que se acumulam, e não se houve falar em nada, parecendo haver telhados de vidro, espalhados entre os principais arguidos nos processos mediáticos.

É triste! Porque o crime na Guiné-Bissau já tem uma apresentação do tipo de acção criminosa (tipologia do crime)  praticada noutros Países ditos desenvolvidos. Só que com proporções quantitativas mínimas até agora no País, convém lembrar que é mais fácil dobrar o ferro quente, do que frio!

Travar o crime organizado, a corrupção no País, é no fundo travar “fantasmas” que assombram a legitimidade do Povo e o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Aqui pretendo realçar a travagem necessária fazer, aos criminosos, no “oculto” de guerras políticas mafiosas e corruptas. Guerras mafiosas que disputam o poder institucional no País, com o principal objectivo de mover influências no terreno, colocando “seus” lideres nos lugares públicos de destaque, param manipular e desviar atenções sobre o tesouro público.

Pensar na cadeira do Presidente da Nação num Palácio assombrado, mais parece a imaginação de uma “cruz” colocada no fundo do túnel, do que, lembra uma cadeira real doirada numa poltrona dum Chefe de Estado, como símbolo de respeito pelo Povo que representa em qualquer parte do mundo e também pelo poder institucional, como árbitro da Nação, portador do reconhecimento das aspirações do Povo.

Muitos que por lá passaram (na cadeira do presidente), não tiveram tempo de aquecer o lugar sentado, estruturar sequer o vínculo político institucional, para colocar o punho em cima da secretária a fazer de “pisa-papel” a sua inteligência, experiencia política, e durante o mandato completo,  assegurando o sucesso desejado nos projectos sustentados para o País. Nenhum teve tempo de servir o País, em pleno gozo da sua sapiência, gestão política e institucional do Estado.

Por isso o princípio de Estado de Direito Democrático, a cidadania activa, a igualdade de direito, etc. fracassaram e bateu no fundo, a Guiné-Bissau.

Ao invés do Estado servir o Povo, muitos operacionais/líderes serviram-se do tesouro do Estado, criando um fosso e uma separação profunda, entre o Povo e o seu Líder.

Uma desconfiança instalada, pelo descrédito de várias décadas de governação falhada, no território nacional no seu todo. Estes fantasmas palacianos que assombraram o poder no País, deixaram descalço o Estado, mas fugiram, alguns estão aí de novo.

Para eles o bom tempo “voltou”, pensam invadir de novo o mesmo Estado, são uma praga para novas colheitas, porque são “camaradas” desonestos e reaccionários.

Pois querem retomar as velhas posições de outros “campeonatos”, para continuar a desgraça do País se nada for feito. Mas o Povo acordou! Seria bom não permitir os mesmos, para governar mal, sem moral, como sempre fizeram a maioria deles.

Este sentimento perverso de passar sentado uma eternidade na “cadeira do poder”, que alguns políticos mantêm, custe o que custar, – faz lembrar um paraplégico numa cadeira de rodas – tem sempre lugar sentado…, preferiria o inverso, com certeza, o mesmo que abandonar a sua condição de deficiência física/motora!

Cito este exemplo importante, sem ofensa para os que apresentam este quadro clínico grave (paraplégico). Lembrando que eles nos enchem de exemplos corajosos de luta pela qualidade de vida, através do esforço pessoal, que muitas vezes são obrigados em desigualdade de condições e de circunstâncias, ao tentarem viver sem limites impostos à sua natureza física/motora.

Daqui um enorme abraço do tamanho do mundo para todos, do fundo do coração, para estes heróis corajosos da sociedade sem fronteiras…

Será que alguns camaradas do “costume”, que lutam pelo poder sem olhar aos meios utilizados, pensam que serão novamente os mesmos convocados para ocupar lugares sentados na política activa ou fazer disso eterna profissão?

Pensamos nós que já basta de ver o País parado, há que formar uma Equipa Selectiva séria e transparente para as “quatro-linhas” deste mandato de 2014. Devemos colocar no banco de suplentes profissionais igualmente bem preparados, para provável substituição, caso seja necessário, e mais, quem sabe até, termos uma “equipa-sombra” com olheiros espalhados pelo território nacional e Diáspora.

Lembrando ainda o percurso político presidencial, sabemos que todos os Chefes de Estado receberam “medalha” de mérito e reconhecimento, entraram na casa assombrada, sorridentes da sua escolha, mas, paradoxalmente, como que, marcado para morrer, será?

Imaginando este Palácio assombrado onde entravam e saiam rostos conhecidos, era tradição ver as fotos de todos por ordem de chegada, como residente/Presidente, os retratos a rigor, com faixas de Presidente da República. Assistimos do lado de fora à entrada de todos eles para a nova casa. Seguíamos os acontecimentos também do lado de fora, no entanto próximos dos factos, porque no fundo acabávamos por cruzar como família na Guinendade. O Povo foi achando pouco tempo para mandar e, pior ainda, para viver, porque todos de lá saíram para nunca mais ficarem entre nós. Um azar que continua a matar Chefes de Estado e levanta suspeitas e dúvidas de todas as formas e imaginação (politica, espiritual e, o crime) possível.

Gente com intenções pouco claras acerca da vida e conceito político de sobrevivência dum País, como um Estado de Direito. Faziam parte da convivência prazerosa de fantasmas deste palácio secular, misturados uns nos outros, mas todos diferentes, “mortos” e vivos, pareciam amigos e o engraçado disto, é o facto de só serem identificados pelos dentes, enquanto sorriam. Com risos e gargalhadas, acerca da vida dos seus inimigos do lado de fora deste convívio, que por ironia do destino, seriam os mesmos a denunciá-los ao Povo. Atentos aos acontecimentos deste palácio assombrado, fizeram finca-pé, algumas vezes até se ouviram tiros vindos do interior da casa grande, dizem que foram tiros disparados por fantasmas, vejam só, como alguns quiseram fazer crer ao Zé-povinho, uma mentira nada inteligente, que não pegou!

Nas vésperas da grande festa com misturas sociais de gente nova nestas andanças, desconfiados dos velhos fantasmas à sua volta e debaixo do mesmo tecto, vão aproveitando como podem, o que há de melhor no ambiente de festa, que paradoxalmente, todo o charme desta inocência foi notório nas posturas dos líderes novatos, aprendizes de feiticeiro, talvez por chegarem só agora, ainda são caloiros.

Muitos trabalham empurrados pelas costas, só quando é preciso, fala-se em provocar parto prematuro no fundo do mar, que custará o peso de ouro bruto, sem dúvida, isso dizem todos o mesmo. Até parece que nada mais será mais forte, para chamar a atenção sobre a Guiné-Bissau, do que o seu “sangue” negro, em forma de crude, mais e mais crude, ainda mais importante do que o próprio País e o seu Povo, SERÁ? Com certeza que não!

Convém não esquecer que os espíritos, também “bebem” pelos olhos e ouvidos, estão atentos, vão estando encarnados nos vivos (nós), são testemunhas audazes que passaram por aqui e por outros lugares, filhos valentes do Povo, que sucumbiram mas estão dentro de cada um de nós, através dos conhecimentos que temos das suas vidas passadas, com exemplos de honestidade, de luta, de patriotismo, de nacionalismo, tudo pelo Povo e para o Povo, enquanto viveram no nosso País.

Cuidado camaradas, os que trazem o lápis e o papel nas mãos! Vejam bem o que assinam ou escrevem, documentos oficiais ao serviço da Nação, etc. Este chão sagrado é de todos nós. A Terra é nossa, de Guineenses, queremos mais transparência na sua gestão, mais frontalidade na comunicação ao País sobre o Estado da Nação. Sempre que justificar falar do Parlamento, para os ouvidos do Povo Soberano, fale alto e sem medo.

Sejam eles os interessados no País, de olhos azuis, verdes, castanhos ou pretos, não convém esquecer que este chão – o sagrado- É nosso – a Guiné-Bissau!

Depois dum cumprimento com aperto de mãos vazias, convém que na despedida, não estejam sujas (untadas) de corrupção activa ou passiva, com descuidos e ignorância em relação aos dossiers de serviço da Nação!?

Devemos evitar o beija-mão serviçal, o pacto entre o explorador e o explorado, com inspiração neocolonial que ainda paira no ar, na memória de alguns estrangeiros que chegam ao nosso País com delírios de grandeza. Há que preparar, estudar bem os dossiers, com sabedoria, inteligência na ponta da língua e, negociar só depois, para ficarmos sempre bem colocados, como líder responsável e agir como um Dum dy Terra!

Lembrando ainda o palácio assombrado, quem entrou falante, convém lembrar que saiu morto, ou a morrer aos poucos. Deixou o seu retrato pendurado na parede, típico dos imortais, deixar fotos para culto de personalidade no mesmo local, uma tentativa de permanência da história, através do aqui jaz social, diante dos olhos do Povo, que cuidadosamente os reconhece a todos, antes de saírem pela porta do fundo da linha, já mortos.

Era este o recado escorrido em tintas esquisitas, escrito em tom de vermelho escuro nas paredes da casa assombrada, frases sem sentido, que justificaram tantas e tantas batalhas para perdermos quase tudo no fim? Neste palácio sempre o destino trocou as voltas aos inquilinos, pensando que a casa é outra por apresentar roupagem nova, embora as ossadas sejam da mesma lama do Guineense-secular, tristes, revoltados, mas lutadores que nunca desistem duma guerra, levando-a até ao fim, dando a vida pela causa do Povo, pela honra e por justiça.

Alguns sabiam duma ocorrência estranha no interior desta casa assombrada, o facto de haver fantasmas vingativos, mas ninguém falava dos que lá entraram e não saíram, senão depois de mortos, apareceram os recados de forma estranha, nos conteúdos escritos, falados ou imaginados, sublinhando que afinal há fantasmas e mortes em cerimónias de sangue, na presença de humanos.

De hoje em diante poderá ser diferente, chegou a vez de lá pernoitar um novo inquilino no palácio. Mas este tem tido insónias por ansiedade, ligadas a acontecimentos do passado próximo. Tem o seu primeiro sono comprometido com os caça-fantasmas, pediu ajuda aos murúz e djambakussys, que se saiba ainda não há nada, mas mesmo assim, este novo inquilino não consegue sequer pensar em fechar os olhos e dormir tranquilamente. Com medo do diabo sanguinário à solta, vagueando pelos tectos da casa e pelos cantos húmidos do palácio, perdeu a sua tranquilidade pessoal de sempre. Mas o diabo costuma aparecer durante o sono, para avisar o novo inquilino a não confiar nas armas do senhorio, porque este tem as mãos sujas de sangue, sangue de alguns, que já dormiram no palácio, mas que “acordaram” sem voz e hoje fazem parte do passado, só.

Tudo dito durante sonos recentes  neste palácio assombrado, no sonho sentiu que foi entrando num corredor longo, sem portas laterais, viu fotos obsessivamente colocados na parede do lado esquerdo, com algumas caras de gente conhecida, também mulheres e homens com o rosto “fechado”, sérios, sem um sinal de sorriso sequer, que pareciam todos muito assustados nas suas fotos, os próprios com medo estampado no rosto. Metia pena só de se olhar fixamente para o olhar de cada um deles! Era um pesadelo de cortar a respiração durante o sono, um cenário tenebroso que antevia o horror e existência de mortes por encomenda neste palácio, assassinatos cometidos contra visitantes e convidados vipes, tudo isto, fez parte dos recados deixados ao novo inquilino durante o sonho.

Por último, foi pedido ao novo inquilino um ambiente de culto sagrado dentro do Palácio renovado, um futuro com poucas festas para adultos, mas indiferente, haver festas com as crianças sempre que possível, festas com os mais desfavorecidos no jardim do palácio. Cultivar alegria infantil no território nacional, dando mais atenção às flores da nossa luta. As crianças que deverão ser lembradas dentro e fora do Palácio.

Foram tantos os recados deixados no primeiro sono ao novo inquilino, tudo era sinal de estarmos vivos no palácio assombrado, ainda, num sonho durante a festa medonha, em que se viu morrer muita gente adulta, que “ressuscitou” logo a seguir, para acordarem assustadíssimos sem saber se valeu a pena ter passado por este sonho, ter tido o contacto com uma realidade que desconheciam, e mais um pesadelo para lembrar. Tudo valerá a pena, dependendo do ângulo da análise, respondeu o fantasma aos sobreviventes no sonho.

Pois, chegou a vez de alguém muito importante visitar esta casa e, avançou “para dentro dela”, mal entrou, tirou do bolso uma foto que supunha ser dele, viu que lhe apareceu a cara do último inquilino do palácio, mas ainda vivo. Parecia uma foto de séculos, suja e gasta, só de roçar com os dedos, mas ainda assim e com cuspo, lá conseguiu colar essa foto em substituição da dele, e pô-la no último lugar da fila, olhou e esboçou um sorriso, dizendo baixinho, foi pena mais velho, merecias continuar entre os vivos, mas peço-te, cuida de mim enquanto viver neste mandato aqui dentro, na foto, o “chefe” acenou com a cabeça em sinal afirmativo!

O inquilino escondendo-se,  de seguida, atrás da porta de saída dos fundos, muito assustado com tudo, ganhou coragem e avançou para uma porta que conducente a um enorme Jardim, de perder de vista, uma beleza ímpar em Bissau, e aí, ouviu geladíssimo, qualquer coisa como isto: “afinal ele já morreu”, puseram a sua foto no último lugar, mas, não vai ser o último desta fila, já que gostam de dinheiro, vamos continuar a usar o dinheiro como isca e, pacientemente, caçar um por um, e todos, por isso não acreditem no senhorio desta casa, ele tem as mãos sujas de sangue!

Um sonho horrível que teima em fazer justiça através do sono! Enquanto for assim, tudo ficará pelo sonho mesmo, penso que não haverá problemas com mais ninguém, seja novato ou um antigo, bom será, trocarmos experiências de vida e não a vida por outras coisas menos boas e que não lembram o diabo. Disse o fantasma na sua última intervenção.

No Palácio assombrado, a partir de hoje, haverá morte, sim, mas se Deus quiser será sempre uma morte santa, sem tormentos ou fantasmas a ajudar, será?

Caros compatriotas, desta vez escrevo um artigo de opinião que ganhou vidas duplas, entre o sonho e a realidade, uma aparência ficcional fez o resto do tempero, ora crua e de difícil mastigação e digestão, ora, provavelmente, provocando congestão nos mais sensíveis. Sabemos que sonhar nunca é premeditado, então, este foi apenas uma transcrição em jeito de partilha, só.

O Povo Guineense merece tudo do bom e do melhor! É um cumpridor de longos séculos de história na relação humana. Sempre demonstrou ter coragem como defensor de causas nacionais, está e esteve sempre presente em tudo o que diz respeito à sua vida política, social e cultural.

Sabe tudo o que se passa no seio das suas populações, este Povo é Sábio e Soberano, precisa dos seus melhores filhos,  numa constante dedicação em defesa da sua vida social e desenvolvimento humano e material como Nação Guineense.

Queremos a Paz real e verdadeira entre Guineenses, os seus líderes que entendam definitivamente a sua linguagem e exigência feita nas urnas, neste Ano de 2014.

Está patente para todos nós, um desejo sagrado dos guineenses expresso em votos, que devemos respeitar, na Guinendade Democrática e liderança responsável!

Devemos unir esforços à volta do País, como forma de resistência política, cultural e social, rumo ao desenvolvimento sustentado.

A vitória da Guiné-Bissau está para além dos partidos políticos e da organização da sociedade civil, abrange a totalidade do Povo, com ou sem registo de identificação no território nacional, com ou sem cartão de eleitor e tendo exercido ou não o voto nas urnas, pense nisto camarada!

Porque basta ser Guineense, lucramos com este novo arranque do comboio gigante nesta fase de vida política ímpar, a partir de 2014. Não existem derrotados, mas, só há eleitos, acredite!

Vale a pena o grito de vitória do Povo, da Liberdade e da Democracia no nosso País.

Faço votos de um bom trabalho e feliz mandato aos eleitos. Viva a Guiné-Bissau!

 

Djarama. Filomeno Pina.

 

Nota do Editor: Este artigo de opinião não reflecte necessariamente a linha editorial da Gbissau.com

 

 

 

One Response to Opinião: No Palácio Assombrado, ninguém morre sem deixar sua “Foto”

  1. Dauda André Embaló diz:

    Deus i garandi!Meno não tenho palavras na lingua para te agradecer a forma,a postura,a frontalidade e a honestidade que tem tido a utilizar para ajudar mentalizar os Guineenses sobre aquilo que eu considero de mente esclarecida meu caro conterrâneo valeu peço Deus que nos conceda mais dias de sobrivivencia que um dia nos encontremos,nós por cá neste País que abortamos Cabo-verde estamos estudando estamos pelo caminho irmão para possivelmente ajudar na consrução do nosso querido País.

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