Opinião: Nem tudo que parece, é…

Filomeno Pina

P; P; P. os três “P’s”, todos eles situados no primeiro lugar do pódio do desafio a que se propuseram na corrida eleitoral e venceram! Cada um na sua respectiva Casa (Presidência, Governo e Parlamento) é reconhecido no papel que desempenha, no entanto hoje qualquer um anda de olho-gordo a espiolhar o vizinho. É normal acontecer em Democracia, mas convém não esquecer, que a tarefe de “árbitro” da Nação, bem vista as coisas, é na figura do Presidente da República que recai o peso maior da responsabilidade de árbitro da Nação, perante o Povo e Internacionalmente!

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Um triângulo “narcisista” fez pontas em bicos dos pés para se ver ao longe, todos juntos, somam três cabeças! Não se podem medir no tamanho de cada um e, não é importante, porque aqui outras belezas serão apreciadas: a maturidade politica e a inteligência, “mai-Nada”, só.

P; P; P. os três “P’s”, todos eles situados no primeiro lugar do pódio do desafio a que se propuseram na corrida eleitoral e venceram! Cada um na sua respectiva Casa (Presidência, Governo, Parlamento) é reconhecido no papel que desempenha, no entanto hoje qualquer um anda de olho-gordo a espiolhar o vizinho. É normal acontecer em Democracia, mas convém não esquecer, que a tarefe de “árbitro” da Nação, bem vista as coisas, é na figura do Presidente da República que recai o peso maior da responsabilidade de árbitro da Nação, perante o Povo e Internacionalmente!

José Mário Vaz, Presidente da Republica da Guiné-Bissau

José Mário Vaz, Presidente da Republica da Guiné-Bissau

O que tem sido uma constante entre os três líderes, desde o início deste mandato, não se confundem na beleza ou na atitude politica, mas também sabemos bem como são, por um lado “querem-se” feios e sobretudo activos na acção politica, e por outro lado, também preferimos vê-los sérios e convincentes no cumprimento do dever para que tomaram posse sob juramento diante do Povo!

Domingos Simões Pereira, Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, no acto do empossamento

Domingos Simões Pereira, Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, no acto do empossamento

Os três, receosos uns dos outros, parece, que transportam o ansioso miudinho, vigiam-se constantemente, ciumentos, apreciam-se mutuamente e até de olhos fechados, longe uns dos outros ou lado a lado, “tocam” em pensamento, toda a vida politica de cada um no terreno, usando o espelho do diz-que-diz, do ouvi-dizer,  como quem olha num retrovisor e parece admitir com toda a “in/certeza“, qualquer coisa em que não acredita ao mesmo tempo, mas, acreditando no fundo ao mesmo tempo, que não há razão para dar ouvidos ao vento que passa sem rosto!

Meus amigos, não há espaço para certas desconfianças sem fundamento, nem há razão para dúvidas fantasmagóricas neste momento do campeonato, ok?

Resolvam tudo olhos nos olhos sem recadinhos ou indirectas através dos media, é pior para todos.

Não havendo problemas objectivos, não se reúne nunca muito mais gente, para “resolver” uma hipotética questão, supostamente pessoal! Aí estaremos a invadir e a complicar ainda mais, a esfera da vivência pessoal de cada um. Pois convém não confundirmos problemas políticos, opção política ou outros, como se fossem “zangas” de comadres (sem ofensa).

Não tenho dúvidas aqui, pois os três Camaradas têm sido cautelosos, e mais, também não são uns inimigos que se dão ao luxo de parecerem amigos, aos olhos dos menos atentos. Não, são Lideres Guineenses preocupados com o País!

Cipriano Cassamá, presidente da ANP da Guiné-Bissau

Cipriano Cassamá, presidente da ANP da Guiné-Bissau

Os três não querem medir forças numa altura destas, tenho a certeza. Embora muitos cá fora (público) acreditem já nessa possibilidade vinculada na opinião pública ultimamente que a meu ver, só incita à desconfiança na relação institucional ou pessoal entre líderes, e a ser verdade é menos bom estar a acontecer um “boato” desta natureza sem controlo sobre seu conteúdo, pense nisto.

Lê-se, de há algum tempo para cá na “escrita-tchutchydur“, que eles estão zangados e com raiva uns dos outros, será? Compreendo, mas não aceito, seria mesquinho, surreal, quando o problema a resolver é o País e não questões de foro pessoal…

Penso sinceramente que não se passa nada de grave, para quê, não haverá razão, se cada um governar no seu campo de acção, com funções atribuídas e apoiadas na Constituição da Republica, tem mais é que trabalhar e contribuir para levar a bom Porto todo o País.

Camarada, um ambiente político com críticas apontadas com frontalidade à cabeça/cara, julgo que é saudável em Democracia. Problema os há em todo o lado, também os nossos têm solução positiva, acredite e avance mais optimista, mas cauteloso, só.

Não são necessariamente vistas como conflitos interinstitucionais tudo que aparece como problema, pois aqui, não parece justo afirmar, que estamos perante existência de nova crise institucional ou politica (como se diz por aí), e a crescer progressivamente para o pior no País!?

É falso, jamais haverá réplica do passado recente negativo na nossa Terra, na presente conjuntura politica, social e cultural, acredito.

Não acredito sim no contrário Camaradas, haja bom senso e humildade na análise politica em relação ao andamento deste Comboio Gigante, que mal arrancou. Vamos ter calma, o caminho é longo, lá chegaremos e a vitória é certa.

Pois nem tudo que parece, é!

Djarama. Filomeno Pina.

 

 

 

 

3 Responses to Opinião: Nem tudo que parece, é…

  1. Carlos Uissa Correia diz:

    Ampusss!

  2. NUNCA É TARDE, PARA PENSAR MAIS DO QUE UMA VEZ !!!

    Camaradas, penso que por vezes construirmos hipóteses concentrados nas nossas ansiedades, perspectivas ou visão do objecto analisado como “problema”, mas, que de facto verdadeiramente não se passa nada, comparado/em relação à autenticidade aparente do nosso julgamento, que relevamos tudo dentro da nossa cabeça, dando sentido como certos aos nossos olhos, e no entanto, por vezes diferente do que se passa cá fora de nós (é outra realidade). Pense nisto!

    A identificação projectiva negativa lançada sobre os outros, muitas vezes revelam – APENAS – a nossa ansiedade, receio, escutas deturpadas ou falta de “cultura” de racionalidade dos factos com isenção e tolerância necessária, só.

    “Hum’ulydura dy lagartu, Numka n’bórka kanua” – (Nem tudo que parece, é) – Abaixo bókassynhos, abaixo literatura-tchutchydur, abaixo a mentira e intriga maldoso, mumtrumdady, Basta, Viva Guiné-Bissau!!!

    Há que compreender a diferença entre pontos de vista e as divergências de carácter ou personalidade. Compreendo que podemos não estar de acordo e, não confundo mais do que isso, ao ponto de julgar que o País está dividido!
    Não aceito semelhante perfil mesquinho, surreal, perante problemas sérios a resolver a curto, médio e longo prazo… Vamos manter espírito positivo, mais tolerantes, ainda há poucos dias arrancamos, deixem o motor aquecer e, só depois, avançarmos para um ritmo mais lesto, penso.

    VALE A PENA LER ESTE ARTIGO, É ACTUAL (06 DE MARÇO DE 2015)!

    Djarama. Filomeno Pina.

  3. NEM TUDO QUE PARECE, É.
    (Março de 2015 – Actual)

    .
    Sem dúvida que o Comboio Gigante arrancou de vez. Na casa das máquinas, temos operacionais de várias especialidades que apuram o estado do andamento dos trabalhos, procurando manter o ritmo das operações sob controle (…)

    Uns querem galopar sem dar satisfação, mas, os menos apressados preferem um compasso previamente estudado, com auto-controle racional, tendo em conta a distancia provável das metas traçadas para atingir/cumprir até a chegada ao “Bom-Porto”!?

    Há-que ter calma portanto, acertar o passo em combinação necessária e transparente, i. é, dentro do Triângulo Institucional (Presidência – Governo – Assembleia).

    O bom trabalho aqui no que concerne a comportamentos individuais, dependerá da cultura democrática de cada um em prol do seu desempenho no terreno.
    Um sentido pedagógico da relação de partilha de experiência e de conhecimentos entre os lideres, dentro e fora das Instituições do Estado que chefiam, respeitando “religiosamente” a esfera do – poder/direito/dever – diferenciados, é urgente a sua reparação dentro deste triângulo …

    Neste capitulo tudo indica (nesta altura do campeonato), que há muito a melhorar na comunicação entre lideres. Centrado no cumprimento do dever, respeitando a área e fronteiras, sem bulir no campo alheio, fora da sua representação Institucional e de compromisso constitucional assegurado pós-eleições.

    Pois só assim podemos evitar os excessos de “zelo”, que extravasam, sem contudo significar “premeditação”, e seja qual for a razão, sabemos que é sempre menos bem conotado na praça pública!

    O facto de discutirmos áreas de legitimidade do poder Institucional e de Estado de cada um dos lideres, por via de incumprimento do outro na relação (entre os três Lideres) Democrática.

    Quando e, se cada um auto-gerir dentro do pressuposto Constitucional a sua responsabilidade, não haverá à partida “encontrões” e cegueira tendencioso, a perturbar o bom relacionamento esperado entre todos para o bem do Pais!

    Daí que, para evitarmos o crescimento descuidado do que vai mal, penso que, mais vale a partilha de ideias cara a cara e, “pensar primeiro e agir depois”, porque o contrário é sempre mau. só.

    .
    Djarama. Filomeno Pina.

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