Bruxelas: Decorre hoje a Mesa Redonda com os parceiros internacionais 

Bruxelas (Gbissau, 25 de Março de 2015) – A mesa redonda entre a Guiné-Bissau e os seus parceiros internacionais decorre hoje, quarta-feira, em Bruxelas.

Na sessão de abertura, a Comissária para a cooperação Internacional e Desenvolvimento da União Europeia, Neven Mimiça, dará as “boas vindas” às delegações presentes na mesa redonda de Bruxelas. 

A delegação da Guiné-Bissau é chefiada pelo Presidente da República, José Mário Vaz que, entretanto, irá discursar durante a cerimónia de abertura da mesa redonda.

A intervenção do Chefe de Estado guineense será seguida do discurso do Presidente senegalês Macky Sall que fez a questão de estar neste fórum internacional em jeito de apoio às autoridades nacionais guineenses.

Por sua vez, em representação do Secretário-Geral das Nações Unidas, Jefferey Felman, o actual Sub-Secretário-Geral e Chefe para o Departamento da Política Externa das Nações Unidas fará a leitura de uma mensagem de Ban Ki-moon.

Para além do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, estarão também presentes na cerimónia, o líder do Partido da Renovação Social (PRS), Alberto Nambeia, na sua qualidade do Vice-presidente da ANP. E Cipriano Cassamá, Presidente da ANP, não fará parte da delegação, ao contrário daquilo que tinha sido inicialmente noticiado pelos órgãos de comunicação.

De acordo com a agenda dos trabalhos, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Gana (em representação da CEDEAO) e de Timor-Leste, Hanna Serwaa Tetteh e Hernâni Coelho, respectivamente, marcarão as suas presenças nesta mesa redonda. Também contrariamente às informações iniciais, o Presidente ganês, John Dramani Mahama, será representado pelo seu MNE.

Para além da União Europeia que acolhe esta mesa redonda, dezenas de organizações regionais e internacionais estão presentes em Bruxelas, tais como: a ONU, a CEDEAO, a UEMOA, a CPLP, a União Africana, o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), entre outras.

Ainda durante a cerimónia de abertura, far-se-á a projecção de um filme de curta-metragem produzido somente para a ocasião: “Uma Nova Cara da Guiné-Bissau” do cineasta guineense Flora Gomes. O ambiente será ainda animado com as presenças dos cantores Karyna Gomes e Binham Quimor.

Mas, no tocante ao principal objectivo deste encontro, a apresentação do documento o PLANO ESTRATÉGICO DA GUINÉ-BISSAU, 2015-2020 “TERRA RANKA” e a VISÃO 2025 estará encarregue ao Ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins. E a intervenção de Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro guineense, reforçará essa mesma “visão” que se pretende transmitir aos parceiros internacionais da Guiné-Bissau.

Outras intervenções doutros delegados irão sublinhar a necessidade do país em ver materializados os programas de desenvolvimento que as autoridades nacionais querem ver implementadas no país.

Durante o período da tarde, um segundo documento será apresentado aos parceiros internacionais. O Secretário de Estado do Plano e da Integração Regional, Degol Mendes, apresentará o PLANO DE ACÇÕES PLURIANUAIS E PROGRAMA DE INVESTIMENTOS, uma alocução que será seguida de outras duas intervenções consideradas de “chave”. A primeira será feita por parte da Deputada Assistente e Directora Administrador do PNUD do Departamento Regional para África, Ruby Sandhu-Rojon, em nome de Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas. A segunda virá da Directora do Banco Mundial para a Guiné-Bissau, Vera Songwe.

Antes das conclusões finais, Mário Lopes da Rosa, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, apresentará o comunicado final desta mesa redonda.

Mesmo depois do comunicado final, são ainda esperadas as intervenções dos representantes da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Africana (UA).

E para encerrar a mesa redonda, os delegados irão ouvir a alocução do Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, Miguel Trovoada. E Antes do final, um dos representantes da União Europeia irá usar de palavra.

O primeiro-ministro e Chefe do Governo da República da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira será o último a intervir. Simões Pereira irá certamente sublinhar, mais uma vez, a necessidade do país em ver materializada a sua visão estratégica lá para além do ano 2025.

De facto, as duas grandes visões do primeiro-ministro guineense (“Terra Ranka” e “Sol na Iardi”) muito dependerão daquilo que irá sair do fórum de Bruxelas.

No entanto, a Guiné-Bissau aguarda com muita ânsia, expectativa e esperança.

3 Responses to Bruxelas: Decorre hoje a Mesa Redonda com os parceiros internacionais 

  1. Ivandro Isail Carlos Pedreira diz:

    A mesa redonda de Bruxelas não é a primeira mesa que realizarmos mais não precisarmos de recordar a falia dos anteriores mesas redonda, bem sabemos que esta actual vai servir de pulmão para para ajudar as floresta, rios, mar e as 88 maravilhosos ilhas da GUINE-BISSAU a fornecer o oxigeno (O2) para qualquer ser animado que se encontra no território nacional oferecendo-lhe: saúde,educação, justiça, ambiente turístico, igualdade de género, segurança ect… PÁTRIA OU MORTE VENCEREMOS, ATE A VITORIA SEMPRE, SABER HOJE MAIS DO QUE ONTEM AMANHA MAIS DO QUE HOJE. VIA REPUBLICA DA GUINÉ-BISSAU.
    AMÍLCAR LOPES CABRAL gloria eterna que a sua alma descansa em paz entre os esplendores da luz Perpétua.

  2. ISNABA diz:

    Humilde opinião de um patriota:

    Na verdade sou homem de muito falar ou criticar os outros porque penso primeiro que eu também sou igual e posso cometer o mesmo erro que os outros cometem. Dito isto, queria aqui fazer um pequena observação. TODOS NOS sonhamos com uma GUINÉ-BISSAU melhor e prospera, por isso a importância desta mesa redonda não só pelos fundos a serem adquiridos, por meio de contração de dividas que, como disse o Presidente da República ainda serão as gerações mais novas a pagar por elas, portanto a necessidade uma utilização bem racional e orientada a resultados concretos que realça a situação do Pais no seu todo e criam condições para futuros avanços e desenvolvimento sustentável de todo o povo guineense. Não obstante as chamadas de atenção, é preciso que os governantes e começando pelo chefe do governo, que são pessoas e seres humanos como nós e com certa reserva a falhas, saibam bem administrar com rigor os recursos que serão disponibilizados pelos parceiros da Guiné-Bissau. A minha grande inquietude, que partilho aqui com os meus irmãos e amigos da Guiné-Bissau, é virada a importância dada pelos nossos governantes e lideres quanto a educação da massa, que outrora fazia parte do grande programa visionada pelo nosso PAI DA NAÇÃO: a EDUCAÇÃO. Para mim não se pode esperar muito que um pais se desenvolva sem um investimento integral nesta área social que, para muitos tem poucos rendimentos mas que na verdade é o motor de brilhantes conquistas, existem exemplos concretos e palpáveis onde quer que seja lugar, pais ou povo. Exemplo número 1: como eu estaria a escrever aqui e fazer análise critica ou então a tentar dar a minha contribuição se não fosse pela escola ou educação recebida? Como as pessoas que foram hoje a apresentar o programa a mesa redonda em Bruxelas se não tivessem tido a preparação necessária para tal, através da educação? Enfim, como um pode desenvolver se a maioria das pessoas (a grande população do pais) não está sendo oferecida a oportunidade de uma educação que lhes permite amanhã contribuir por esta terra de todos nós? Não podemos então falar de saúde sem educação, economia sem educação, boa política e governação sem educação, enfim, tudo está a volta dela. Mas então acham que podemos alcançar o grande DESENVOLVIMENTO com o alto nível de analfabetismo que temos, vê-se claramente isto visitando as regiões, sectores, sessões e comunidades do interior do pais, com excepção limitada de Bissau onde mais ou menos as pessoas vão a escola.
    Meus caros irmãos e amigos, a Guiné-Bissau precisa de um investimento sério na restruturação da Educação e ver formas como eliminar o analfabetismo no nosso pais e, ainda aumentar o nível acesso, participação e preparação das pessoas ao ensino no pais. Este é um investimento que se faz para no horizonte de 20 a 30 anos ter alto nível de profissionais capazes de contribuir ativamente no desenvolvimento do pais. E ainda tem outras vantagens que para descreve-los passaríamos dias aqui a escrever… Procure-se exemplos de pais emergentes e até dos chamados hoje desenvolvidos para ver como eles estavam antes de investir fortemente na educação, condição que não serão tão diferente do nosso atual. Portanto, meus irmãos e amigos embora a visão e plano deste governo seja bom, ainda falta bem que a Educação e formação de homem novo seja priorizados para então possamos falar realmente do DESENVOLVIMENTO DA GUINÉ-BISSAU.
    Obrigado e bem haja a todos.

    ES

  3. Domingos Francisco Jaura VIEIRA diz:

    Como cidadãos que sou, acho que essa Mesa Redonda e o Oxigénio para a nossa Guine. E, espero que Deus abençoe a nossa Guine porque a população esta cansada, já la vão 42 anos de independência, ate então o povo não encontrou ainda com o rumo certo. Desta vez, o Presidente Dr. José Mário VAZ e o Primeiro-Ministro Eng. Domingos Simões PEREIRA, saberão seguir o sonho do nosso Saudoso Líder Imortal, Amílcar Lopes CABRAL. Faco apelo a todos cidadãos que faz a Guiné-Bissau como a sua Pátria, que rase e pedindo a Deus que nos de a sua bênção.

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