PM Simões Pereira promove uma conferência sobre Um Ano de Governação

Pedimos na altura que nos deixassem governar. E que fossemos os únicos a fazê-lo… Se não formos os únicos a fazê-lo, nós não podemos ser os únicos a apresentar as contas?” afirmou Domingos Simões Pereira, no quadro do primeiro aniversário da sua governação

 Bissau (Gabinete do primeiro-ministro, 4 de Julho de 2015) – Sábado, dia 04 de julho, numa iniciativa inédita do Gabinete do Primeiro-Ministro, em colaboração com o INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, promoveu-se uma “Conferência Um Ano de Governação”, que foi radiodifundida em direto.

O seu objecto era reunir no Anfiteatro Manuel Nassum do INEP, o elenco do Governo liderado por Domingos Simões Pereira, como acontecera, para debater com os Analistas Políticos, a imprensa nacional e estrangeira de forma metodológica, pedagógica, aberta e transparente, a opinião pública sobre as ações de governação. Este ato fora testemunhado pelo Corpo Diplomático acreditado no país, de investigadores, docentes universitários, académicos, cidadãos e cidadãs.

Durante a abordagem, o Chefe do Governo fez questão de frisar, que “não é um balanço!” e que este “será feita há seu tempo de forma mais rigorosa”. Em sua opinião, quem tem o privilégio de efetuar um balanço qualitativo do empenho do Governo é o povo. Contudo, enfatizou “Foi um ano de muito trabalho e enorme sofrimento… Preenchidos de muita imaginação, muito empenho e enorme dedicação” Ao agradecer à Direção do INEP pela cedência de espaço, disse permitiu “uma sessão política, não necessariamente partidária, possa beneficiar da inspiração deste espaço de vocação académica. Para mim não existe melhor espaço para o propósito que hoje nos reúne. ”

Na sua intervenção reconhecendo que se impõe uma avaliação, a fim de saber se se está na “direção escolhida… no caminho certo ou não” e se “os ajustes… são necessários”, tomo como referências, dois marcos importantes, o seu Discurso do Ato de Empossamento e o Programa aprovado pela ANP.

Começa por caracterizar o Estado de caos que herdou, aquando das eleições Legislativas 2014, aonde “os funcionários públicos já vão em média com sete meses de vencimento em atraso; o ano lectivo continua indefinido; os hospitais estão quase paralisados; e o fornecimento de energia atingiu o seu mais baixo nível.” Falou da “necessidade de uma reforma efetiva da administração publica e especialmente do sector da defesa e segurança…”.

Exorta que para o país ascender a estabilidade e o desenvolvimento, credibilizar a sua imagem no mundo, necessita de todos. Mas, para isso é necessário “evitar distrações. Concentrar-se “no essencial e ser capaz de escolher prioridades.” Sendo possível só trabalhando “como um corpo, como uma Unidade coesa e indivisível, que seja realmente capaz projetar o nosso futuro, colher as nossas prioridade e centrar as nossas energias na concretização desses objectivos”, evitando os “obstáculos inventados ou fictícios.” Remata, “nós já temos desafios suficientes não precisamos de inventar desafios”, realçando que “se ganharmos é porque fomos capazes de criar a Unidade e a Coesão.

Em breves considerações esboçou as três etapas do Programa do Governo: Programa de Emergência (estabelecido para 6 a 12 meses); Programa de Contingência (que visa esclarecer todos os contratos que envolvia o Estado) e o Programa de Desenvolvimento. Explicou que em consonância  com o mesmo,  delineou-se uma Visão Estratégica e Operacional 20-25, cujo início foi em 2015, com o Programa “Terra Ranka”, que preconiza atingir a meta “Sol na Iardi”, apresentado na Mesa Redonda de Bruxelas, que foi um sucesso em alta, devido a credibilidade e a confiança conquistada no mundo pelo Chefe do Governo.

Seguindo a orgânica, procurando não ser exaustivo, citou de seguida, alguns exemplos de ações implementadas, entre 4 de julho de 2014 a 4 de julho de 2015, em cada sector pelo Governo, cujos sinais, hoje são muito visíveis para o povo.

Termina a exposição, considerando que decorrido um ano a “Guiné-Bissau rapidamente irá entrar na moda e ser o grande destino desta região africana.” Defendendo no entanto que para isso será preciso “concentrar-se no essencial e não permitir qualquer tipo de distração… Qualquer pronunciamento ….tem que ser capaz de cautelar o essencial: a unidade, a coesão nacional e visar a implementação dos Programas que nós definimos.”

Numa próxima nota tratarei da interpelação da imprensa e dos comentários dos Analistas Políticos, bem as considerações finais tecidas pelo Primeiro-ministro e como ficaram dissipadas todas as dúvidas.

 

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