Opinião: Afinal José Mário Vaz quer um governo da iniciativa presidencial

Começo este meu artigo com uma palavra de apreço às autoridades governamentais da Guiné-Bissau pelo trabalho feito durante um ano. Um guineense, atento ou não, sabe que há sinais positivos nesta gestão, que marca uma nova fase na história da jovem democracia guineense. Ao mesmo tempo, torno públicas minhas lamentações: estou triste pelo filme que está a passar na tela de Bissau. Nesse sentido, este artigo veio a se associar a tantas vozes que já se pronunciaram sobre atual situação política no país.

Por Neemias António Nanque | Email: neemiasoficial@gmail.com

Guineenses foram emudecidos pelo Presidente da Republica José Mário Vaz, com o tão esperado pronunciamento de que nunca irá dissolver o governo. A frase bem conhecida é “em nenhum momento, o Presidente da República pronunciou-se sobre a queda ou não do Governo”. Este pronunciamento não é suficiente e tampouco abranda as manobras do Presidente e sua equipa de conselheiros. Porque o problema não é a queda do governo. É sabido que este governo nunca irá cair. Qualquer queda ou falta de confiança em qualquer órgão de soberania deve ser demonstrada na urna, através da vontade expressa pelo povo. Neste sentido, minha maior preocupação está na competitividade do Presidente da República para com o Primeiro-Ministro.

Durante as campanhas eleitorais que elegeram os dois titulares aos mais altos cargos da Nação, o José Mário Vaz enquanto candidato à presidência prometeu ao povo guineense fazer dupla com Domingos Simões Pereira. Hoje, enquanto Presidente da Republica, abdicou de se pronunciar sobre a duplicidade prometida e o que nós temos constatado é que não existe duplicidade entre os dois.

Concernente ao discurso importa salientar que o Chefe de Estado nunca falou em dissolver o governo, mas enquanto árbitro já deu cartão vermelho a este executivo liderado por Domingos Simões Pereira. O tal, enquanto último guineense a se pronunciar, já criticou publicamente a corrupção na nossa querida e arcaica administração pública. José Mário Vaz já se pronunciou publicamente pela falta de produtividade da nossa administração, fato motivado pela chegada tardia dos funcionários públicos e pela saída dos mesmos antes da hora.

É dever do Presidente se pronunciar sobre qualquer atividade não abonatória no exercício do governo, enquanto árbitro, mas não escolhendo a imprensa como única via para endireitar o executivo, porque declarações públicas podem pôr em causa o normal funcionamento do executivo. Todas as questões levantadas no último discurso proferido na ANP podem ser colocadas num momento propício e num lugar exato. Neste sentido, segundo o plasmado na nossa caducada constituição, o Presidente tem o direito de presidir o conselho dos ministros quando quiser. Parece que nunca o fez. Outrossim, como o Primeiro-Ministro faz parte do Conselho de Estado, por que é que estes assuntos não devem ser abordados nestas instâncias onde o JOMAV tem o direito de conduzir?

A nossa constituição pode não ser justa por um Presidente com espirito executivo, mas, é uma das melhores constituições do mundo. É nossa revida desde 1996 até hoje, reservando lugares sobre as diferentes atuações dos órgãos da soberania. Cabe ao senhor Presidente saber se posicionar nos limites que a constituição lhe atribui; se assim for haverá choque com qualquer órgão. Porque a sua frase de “MITI MON NA LAMA”   ka misti fala pa labra nundé ku utru labra nel.

Voltado sobre o discurso, sublinhei o ponto de vista do Presidente da Republica sobre a moção de confiança. Parece-me que o Chefe de Estado não apoiou a tal referida iniciativa do governo e tampouco a forma em que a moção foi acolhida pelos Deputados. Entendo que se Simões Pereira o solicitar antes, a moção seria depois da remodelação governamental. Tudo indica que o chefe da Nação não se contenta com essa ação do executivo por não ter solicitado antes. Mas o Presidente esquece que a remodelação governamental não é dissolução e nem a entrada de um novo governo. A moção garante a continuidade deste governo até final da legislatura, não importa se haverá remodelação ou não.

A famosa moção de confiança veio confirmar a aspiração do povo guineense para com o governo. Tudo indica que cada vez mais a população e a sociedade guineense em geral estão solidárias com a execução das atividades do governo. José Mário Vaz e sua equipa de conselheiros não vêm com bons olhos a referida moção de confiança. A esse respeito recupero a publicação que tenho acesso no facebook do Jornalista e Diretor da Rádio Jovem Braima Darame. “O Conselheiro do Presidente da República para Assuntos da Defesa e Segurança, António Avelino Cabral, em entrevista a uma rádio privada da capital, minimizou a importância da moção de confiança a favor do governo, aprovada pela ANP e pelo Comité Central do PAIGC.
António Avelino Cabral, convidou o Chefe do Governo a apresentar a sua demissão esperando, no entanto, a sua recondução, com confiança reforçada do Presidente da República.”

Esta declaração não foi um ato isolado; simplesmente o conselheiro faz dele as conversas já tidas nos bastidores da presidência, ou mesmo se quer, já abordaram essa possibilidade com o Presidente. Alegada recondução do Presidente da Republica demonstra uma clara alusão do Chefe de Estado sobre um governo da iniciativa presidencial.

Quero recordar que o Chefe de Estado tornou pública a sua insatisfação sobre o pronunciamento do Presidente da Assembleia Nacional Popular quando da sua visita a Angola. Alegando que “não é aceitável que alguém, ainda que titular de órgão de soberania, decida pronunciar-se em todas as autoridades guineenses, dos partidos políticos, ou do povo, sem mandato para o efeito e sem consulta ou articulação prévia com os órgãos normalmente competentes para tal”, (conosaba.blogspot.pt. Acesso em 12 de junho de 2015).

Faz-me perceber que o Presidente da Republica defende antes de tudo uma concertação antes de qualquer posicionamento que pode pôr em causa o normal funcionamento das instituições da soberania. Pergunto-me: a declaração do conselheiro António Avelino Cabral é de consentimento do Presidente?

Sobrescrevo aqui a opinião de um colega que perguntou, por que é que o tal António Avelino Cabral não se pronunciou sobre o problema que envolveu ex-ministro da Administração Interna Botche Candé com os elementos do Movimento para Independência de Casamance enquanto Conselheiro para área?

Em suma, reservo-me o pronunciamento público do Chefe de Estado sobre o assunto, e caso contrário, é de extrema urgência demitir esse tal conselheiro para Assunto de Segurança e Defesa. Eu pessoalmente convido o senhor António Avelino Cabral que ponha o cargo à disposição.

 

Neemias António Nanque está graduando em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira-UNILAB.

São Francisco do Conde, Bahia, Brasil- 05|07|2015.

 

 

 

17 Responses to Opinião: Afinal José Mário Vaz quer um governo da iniciativa presidencial

  1. Demar José Gomes da silva diz:

    Deixo o seguinte: é muito bom ter um presidente que saiba o que lei lhe permite e o que não ,este tipo de presidente e o presidente que olha no que povo ta olhando ,é o presidente que quer chegar onde seu povo quer chegar é o presidente que retribuí a sua confia ao povo, é o presidente que leva o seu povo a olhar sempre no bem comum como guineenses ,é o presidente que guia o seu povo ao bom caminho, é o presidente que é o mais alta magistade do país.
    José Mário Vaz pronunciou publicamente sobre administração pública garanto que tem que ter um controle nessa “administração ” nessa poucas horas ,não entra na hora inicial do serviço, não fazem trabalhos adequado, as produções é fruto dos que ganham menos e, porque os que ganham mais chega chega na hora que quer e volta na hora que quiser .
    Garonto senhor PM. E o senhor presidente é falta de “traca de controle administrativa”

    07:0 início de expediente
    11:30 Hara de almoço
    13:00 início de expediente
    15:00 tomar café, chá, biscoitos,fumar
    15:15 inicio de expediente
    17:00 saída.

  2. The Warrior diz:

    Gostei desse exercício, mas queria, com muita sinceridade, informar que Sua Excelência Senhor Presidente da Republica, José Mario Vaz, não é nenhum analfabeto político para saber que não pode demitir um governo, sem condições objetivas e formar um governo de iniciativa presidencial. Esse pronunciamento é mais uma prova de que há manifesta intenção de provocar o Chefe do Estado para, caso não se acautelar, cair na ratoeira, com o inconfesso propósito de aniquila-lo politicamente, sem hipótese de se candidatar a um segundo mandato, nas próximas presidenciais em 2020. Aliás, é essa a razão porque não foi o candidato preferido da direção do PAIGC, aquando das primárias, na reunião do CC, realizada na Sede do Partido no ano passado.
    O Presidente da Republica sabe o que deve fazer e conhece muito bem quais os limites constitucionais as suas competências. Por isso, deixemo-lo trabalhar e, por favor, não procurem interpretar ou veicular falsamente ideias que não são dele. Isso é provocação, apesar do direito que cada cidadão tem de expressar a sua opinião, porque estamos em democracia, democracia essa que no contexto da Guiné-Bissau às vezes toma a forma de “MALCRIACIA”.
    O povo votou no PAIGC e no então candidato José Mario Vaz, hoje Presidente da Republica, por isso é bom não esquecer que as responsabilidades e a legitimidade do PR são diferentes das do PM. O Presidente da Republica não pode ficar de braços cruzados a ver o barco afundar-se, sem aconselhar para a tomada de medidas corretivas, para salvar a tripulação.
    Articulistas como o Senhor Nanque estão a prestar um mau serviço à Nação, só porque defendem cegamente A ou B. O Senhor articulista devia pensar duas vezes antes de interpretar o que o Presidente pensa fazer ou não. Fique sabendo de que O Presidente da Republica vai terminar os seus cinco anos de mandato e o PAIGC, com o Domingos Simões Pereira ou não, também vai terminar os seus quatro anos de mandato.
    Mas quem e que estaria interessado em ver um quadro como o Domingos Simões Pereira, que foi eleito Presidente do PAIGC no Congresso de Cacheu, da forma como foi eleito, e posteriormente nomeado por Decreto Presidencial Primeiro-ministro da Republica da Guiné-Bissau, afastado do governo? Por que motivos? Porque o PR de forma alguma poderia refugiar-se na incompatibilidade ou problema pessoal, por que não seria um argumento de peso e seria susceptível infalivelmente de ser atacado judicialmente, por inconstitucionalidade. Uma coisa e certa, já e tempo do Primeiro-ministro propor a remodelação do seu governo, porque alguns membros já não têm condições morais para ali continuarem, apesar de ainda se estar na fase de suspeição da comissão de crimes.E uma questão de dignidade.
    O PAIGC não tem falta de excelentes quadros como o Domingos Simões Pereira, para quem nutro um grande respeito, mas é bom deixarem o rapaz trabalhar. Nos seus pronunciamentos, quando o DSP diz “que nos deixem trabalhar”, está referir-se precisamente a pessoas como o Senhor articulista, que pensam estar a prestar um bom serviço ao governo, quando na realidade estão a contribuir para especulações destinadas intencionalmente a denegrir a imagem do Primeiro Magistrado da Nação.
    Se o Presidente José Mario Vaz não queria o Domingos Simões Pereira como Primeiro-ministro, podia, de forma maquiavélica, recorrer ao rigor da lei, aplicando a alínea g) do Artigo 68 da Constituição da Republica, solicitando ao PAIGC uma lista de candidatos a Primeiro-ministro. Os Estatutos do partido, em termos de hierarquia de leis, não são superiores a Lei Magna, porque o nosso ordenamento Jurídico não se baseia no “commom Law”. São os Estatutos do PAIGC que rezam que, em caso de vitória às eleições legislativas, o Presidente do Partido na sua qualidade de cabeça de lista é candidato a Primeiro-ministro. Mas essa disposição vem chocar com a alínea g) do Art. 68 que reza o seguinte: “O PR nomeia em função dos resultados eleitorais,….”, o que não significa que seja obrigado a nomear o Presidente do Partido a esse cargo. Isso de nomear os chefes dos partidos ao cargo de Primeiro-ministro tornou-se prática, mas não é imperativo ao PR. Se o PR quisesse, podia ter optado por outra forma e, dentre os nomes que o PAIGC lhe fornecia, escolher um e proferir o Decreto Presidencial de nomeação do Primeiro-ministro. Nada cana sai ba la, e nem podia ser atacado na Justiça.
    No ndianta, como nos tem aconselhado sempre le “doyen”, Manuel Saturnino, e deixemos os homens trabalhar, pabia keku djuntanu ma tchiu di ki keku separanu, pabia keku djuntanu ma tchiu di ki keku separanu.
    Deus ou Allah abençoe a Guiné-Bissau, neste Sagrado mês do Ramadao Mubarak!

  3. Huco Monteiro diz:

    Congratulation pela qualidade da analise e da propria exposição.

  4. Anonymus diz:

    Li e reli o discurso pronunciado no dia 3 do corrente. Um discurso bem delineado, coerente, responsável e, acima de tudo, com profundo sentido de Estado, porquanto elaborado com inegável sensatez e portador da insígnia da responsabilidade que lhe cabe como Primeiro Magistrado da Nação. JOMAV felizmente, contrariamente ao que muitos esperavam, soube estar acima das querelas mundanas auto-propagandeadas nos ultimos dias na sociedade e nos espaços virtuais do complot político nacional, salvo a honrosa excepção da Ditadura do Consenso que soube manter-se a margem desse jogo de paus mandados.

    O discurso do PR, sendo dirigido à Nação pelos canais da Assembleia Nacional Popular (ANP), órgão que legitima o Governo, é de lhe louvar o elevado sentido de oportunidade, coragem e alcance político que quis conseguir com esse discurso à Nação, principalmente pelo conteúdo da mensagem que endereçou aos actores políticos institucionais.

    Se existissem duvidas sobre a teoria da conspiração e do “contra-poder” instalado na Presidência, com esse discurso, o PR “ilibou-se” desse complot no que toca à sua parte, pois conseguiu desmistificar um credo que se criou e se propagou levianamente em Bissau nos últimos tempos. Pergunta-se com que objectivos e a favor de quem ?

    Será que esses rumores foram deliberadamente criadas para culpabilizar o PR pela instabilidade, pela eventual queda do Governo, de contra-poder ou de intromissão na esfera governativa ? Será que, elas foram criadas com o fito de escamotear os podres e os falhanços de uma governação à deriva, desacreditada pela incompetência reinante, pela corrupção que se evidencia escandalosamente no quotidiano governativo e nos círculos do poder?

    Não tenho nenhumas certezas, nem tomo nenhum partido, mas as evidencias e os factos estão indesmentivelmente no jogo dessa informação e contra-informação de política encomendada.

    Mas, o que fica registado para avaliação dos passos seguintes, é que, o PR “desembaraçou-se” e bem da teia da teoria da conspiração tão propalada da Presidência contra o Governo, pois no seu discurso, de forma solene se descarta de quaisquer intenção ou movimento tendente a obstaculizar a acção governativa. Longe dele tais propósitos, defendeu-se e bem, ao longo de todo o seu discurso.

    O PR, muitas vezes com emoção à mistura, disse de forma frontal o que lhe vai na alma e, deixou entender de que, não se deixara intimidar, nem se conformara, caso as coisas não sigam pelo bom caminho. Deixou bem claro de que, caso seja necessário intervirá, tomando as medidas necessárias para que o pais siga pelo bom rumo e para que a demanda das nossas populações sejam realizadas.

    O PR deixou recados e deu conselhos bem direccionados, com carapuças à medida dos respectivos destinatários. Um a um, a uns e a outros, o PR disse as suas verdades, prodigou conselhos e, mais do que isso, com legitimidade, indicou-lhes o caminho a seguir para servir o povo e alcançar o bem comum, bens esses, que assume advogar a sua defesa intransigente à que preço e custo for da sua parte. Salientou que, foi para isso que foi eleito por sufrágio universal directo.

    Num ambiente sensível, adensado por uma atmosfera de deliberada hostilidade, o PR, soube ser firme, não recuando nos seus princípios anteriormente enunciados e, aprestou-se a uma lição de sapiência política, concedendo nas entrelinhas mais uma oportunidade à quem, teimosamente teima por enveredar por comportamentos de duvidosa idoneidade, quer pessoal, quer de membros da equipa que dirige.

    Não foi de animo leve que o PR escolheu o Hemiciclo da ANP como palco para endereçar a sua mensagem ao pais. Fe-lo por um lado, com o propósito de se dirigir aos governados (o povo) que é o principal destinatário das acções do governo, mas também, quis endereçar-se aos Deputados na sua própria sede, onde bem recentemente, quiça guiados por impulsos de primitivismo político, foram manipulados a votar uma insólita “moção de confiança” ao Governo de Domingos Simões Pereira (DSP). Pergunta-se à favor de quem, ou contra quem foi votada essa moção. Não será uma moção Quixotiana?

    Hoje finalmente percebe-se mais claramente de que, tal se tratava de uma bem delineada jogada de antecipação fruto da mitomania do auto-criado complot da Presidência da República para derrubar o governo de DSP. Hoje se confirma de que, a moção de confiança, não era mais do que um “escudo anti-presidente” e um selo demagógico de caucionamento de um governo fortemente sacudido por escândalos de corrupção, irresponsabilidade governativa, desvios de bens públicos e contas com a justiça (meio governo esta indiciado ou constituído arguido).

    Em suma, o recado do PR, foi dado e ouvido por toda a Nação, Diáspora guineense incluída, mas principalmente, o PM e o seu Governo. O PM, esse disse, em tom meio desprezível, ter “tomada nota” e “ir tirar as ilações necessárias”.
    Para nos que seguimos com inquietude crescente os malabarismos duma governação sem rumo certo, esperamos muito mais do PM, muito mais do que simples tomada de notas e promessas de correcção de rumo por razões de circunstância.

    Esperamos da sua parte, uma postural de humildade, uma resposta adequada a lição e aos recados que lhe foram endereçados pelo Primeiro Magistrado da Nação. Esperamos dele, saber aproveitar a lição de altruísmo político que lhe foi dado, para com ela se orientar na sua liderança governativa, começando por se desembaraçar das personas non gratas do seu desastroso governo, assim como, ele mesmo como chefe do executivo começar à assumir atitudes e comportamentos mais responsáveis, consentâneas com os princípios e parâmetros de um gestor publico que se exige impoluto e longe de quaisquer suspeições ou de condutas duvidosas.

    Infelizmente, pelo que nos é dado a constatar actualmente, o PM anda longe desses padrões de exigência governativa e, caso persistente nesse caminho da vulgaridade, acompanhado de governantes cadastrados e de colarinho branco, parece certo de que, a médio prazo nem a sua arrogada legitimidade das urnas lhe poderá valer, quando decisões de interesse nacional se imporem ao PR.

    No dia 3 de Julho o PR deu-lhe sensatamente, a bem do país, uma segunda oportunidade. O PM, parece não ter entendido a mensagem e, responde no dia seguinte pela petulância de uma manifestação carnavalesca denominado “Comemoração de um ano de Governo”. Uma manifestação em forca e com desbarato do erário público em mais um folclore de n’gana povo.
    Uma coisa é certa, depois do discurso do PR, nada será como dantes na Guiné-Bissau. Os dias que se seguirão farão as contas do rosário, sendo certo que, amanha poderá ser tarde para quem não quis entender à mensagem que lhe foi endereçada e, assim seguira a história o seu curso, sem vagas, na certeza de que, os maus exemplos não deixam saudades.

    Fernando L.

  5. Alassana diz:

    Neemias António Nanque a sua opinião é pior de todas que já li, não sei que tipo de analise vc fez? antes de fazer uma opinião dessa, é bom saber que muita gente vai ter acesso a sua opinião. contestar o discurso bem elaborado, um discurso de alto grau de responsabilidade e bem transparente. O Presidente JOMAV, pode não gostar dele, mas baixar o discurso dele só pode ser um graduando que falta ainda para aprender.

  6. ticlos diz:

    e o senhor Alassana, tu achas mesmo que o discurso ponposo do senhor presidente, reflete toda verdade do que se passa dentro da presidencia? por mais que somos maioria dos analfabetos, não é preciso ser tão inteligente para perceber da boca do senhor conselheiro do presidente, para entender as boas intenções que pairava dentro da presidencia.O descurso do senhor conselheiro explica tudo ponto final parágrafo.
    O POVO ESTÁ COM O PRIMEIRO MINISTRO.

  7. Antonio VAZ diz:

    Cora irmão Antonio NANQUE, o Primeiro Ministro sabe sem sombra de duvidas o que esta em causa neste governo e o povo da Guiné tambem, não adianta dar voltas. Contava com este Primeiro Ministro no leme pelo menos durante 16 anos, mas se vos considerar com os seus estrategas de comunicação e seus grandes defensores então estou muito preocupado com o seu futuro politico. E um homem brilhante mas, mais de que nunca, esta mal acompanhado por ter como amigo inimigo e considerar os seus inimigos naturais como o meu irmão NANQUE como amigo.
    Continuem com a vossa propaganda inutil sem fazer o que deve ser feito e veremos mais tarde se estão ou não no bom caminho. Agindo assim é o PAIGC que estão a destruir pouco a pouco não a Guiné-Bissau.

    Que Deus vos ilumine e abençoe a Guiné-Bissau,

  8. Ndji Assanan diz:

    Parabéns Neemias pelo artigo!
    Em que pese a minha discordância em alguns pontos, por ti abordados, reconheço que foi uma reflexão genuína, uma expressão do que verdadeiramente pensas e que não tiveste medo de as expor, mesmo contrariando ao que pareceu o senso comum, de aplaudir sem reservas ao presidente pelo gesto e pelo discurso. Encorajo-te, enquanto jovem estudante da nossa jovem UNILAB, a continuares assim, e as críticas só devem servir para melhorar. Acho que tens razão quando dizes que o Presidente tem fóruns apropriados, não que a imprensa não o seja, mas digamos, preferenciais, para debater certos problemas com o PM, em vez de os deixar acumular, chegando ao ponto de gerar especulações como as que vimos até a semana passada. Outra grande verdade é o nível de conselheiros que o PR tem, a considerar as intervenções do tal Adelino Cabral, um verdadeiros incendiário, tchutchidur di bati governo pa otcha curu, como vimos em outros tempos. No mais estou inteiramente com o presidente e um pouco decepcionado com o DSP que insiste em manter certos arguidos (de actos graves como vender passaporte diplomático)no governo, sabe-se lá a troco de quê!…

  9. Timenty diz:

    Sr. Nanque, estou confuncdido
    Quem utiliza a imprensa para o populismo, festas, etc…
    JOMAV ou DSP?
    Eu sou da opiniao de que este governo tem que ser dimitido
    Guiné-Bissau merece otro tipo de primeiro ministro. que é humilde,que fala menos e trabalhar mais.
    Porqué ate entao, nao resolveu o problema das embaixadas? que é uma autentica vergonha para os Guineenses.

  10. Ari diz:

    Sr António Nanque, não conheço a sua formação mas lamento muito, o seu texto é vergonhoso…. por lado tenha cuidado com o seu julgamento porque será julgado também. Assim que se falou na altura de desacordo entre Nino e o Mane e que deu o resultado que nós temos. Aliás ainda temos muito à aprender. Faça a sua graduação com calma

  11. Mário Henrique diz:

    Apenas foi opinião de um simples cidadão como vocês, o nosso irmão António Nanque, tem direito de opinar e dar o seu ponto de vista. Realçou alguns pontos muito importante com respeito a actitude do senhor PR, a falta de cultura de diálogo do senhor PR, o PR Jomav, pode ter motivos de sobra para fazer cair o governo, mas por ter conselheiros com ânsia de derrubar o governo do DSP. O PR acabou por usar mecanismo totalmente inadequado, para fazer chegar sua mensagem a DSP, desta forma surgiu a clima de hostilidade entre os dois.É verdade que o DSP cometeu um pecado capital, ao entregar no seu governo, algumas figuras que vieram da transição, se calhar foi por causa da aliança do cacheu, daí o motivo de desgaste do seu governo, o DSP tem que ter a coragem de separar alhos de bugalhos “SI I KA KILA TERRA NUNCA KANA RANKA”.

  12. Samuca diz:

    Kada fidju do Guine tene diritu, (manga di bias~obrigason) di da si opinion acerca di asuntus di si tera, grandi pontu di vista di camarada Neemias. Pontus talves bem elaboradas suma do nhu Presidenti di Republica, mas sera que opinion di tudu jintis i suficienti pa convinsi tudu? Nao. Alias si constituison di no tera i yera ba do minjoris ninca i ka na tem complos na no tera, Constituison di Guine i baseadu na minjor draft ku existi mas i ka balinu nada papia i ka toma en konta poder popular. Minjoris Constituison di mundu i kilis ku ta rispitadu. Jintis ta manda boka tchiu dimas, ora ku ora tchiga pa tarbaja tudu da baraka, sera ki no ka pudi governa no tera? No pudi I tchiga ora pa no fassi un revison radikal na no Constituison.

    Sam

  13. Subscrevo este artigo na sua totalidade e aproveito para parabenizar esse menino pela observação e tanta coragem que ele tem para participar nessa senda de construção de uma nova Guiné-Bissau. Não o conhece, mas depois da publicação deste artigo comecei a procurar saber quem é Neemias. Descobri que ele já deu sua contribuição no país e hoje está se formar. Mais uma vez você está de parabéns.
    É dever de cada cidadão participar no que ele pode, para contribuir por uma sociedade justa e democrática. Alias, é o sistema democrático que nos dá o direito de opinar sobre a situação sócio-político, econômico, cultural e histórico. É aceitável num estado de direito e democrático este tipo procedimento.
    Sou um dos primeiros que leram a publicação, logo gostei do trabalho. Ao voltar para ler de novo fui confrontado com certos comentários maquiavélicos contra opinião de um simples cidadão que está ansioso em ver o seu país a desenvolver. Ainda bem que alguns não estão identificados, lamento estas manobras dessas pessoas sem capacidade de fazer o mesmo pronunciamento e ficam a espera para emitir seus imbecis juízos de valor.
    É hora de sairmos do conformismo e pautarmos pela nossa participação ativa no jogo democrático por meio de palavras e responsabilidades. São vocês que nunca fazem e não querem que o outro faça.
    Aproveito para dizer ao Nanque que não desanime e continue a procurar informações sobre o país e contribuir na medida possível.
    FIDJUS DI MAL FALAM MAL, N´DJUBI ELIS PA RUSPUNDI, N´DISKONTA ELIS DISKONTO DI MAL, MA KI DISKONTU DI MAL BALI ELIS MAL.
    YUL YALA, YUL YALA, KUMA ABÓS I YUL YALA, PA KILA BÓ BAY.

    • N'tori Palan diz:

      Oh nho João Gomes, afinal em que que ficamos? Defende a liberdade de opiniao mas, ao mesmo tempo diz: “Ao voltar para ler de novo fui confrontado com certos comentários maquiavélicos contra opinião de um simples cidadão…”! Como que, ao opinarem contra, nao estao a exercer a liberdade (que tambem lhe assiste) neste “…dever de cada cidadão participar no que ele pode, para contribuir por uma sociedade justa e democrática.”?

      A Democracia, tambem se faz com opinioes contrarias, em conformidade com o julgamento de cada um. Quem nao se sujeita a isso, pode sempre usar do seu direito de se permanecer em silencio.

      Este governo e’ uma decepcao total, a comecar pelo seu primeiro-ministro que se tem pautado pelo amadorismo e se fez redear de dos coruptos do governo de transicao. Qto ao PR, se o seu posicionamento for no sentido de fazer funcionar a justice, e romper com a impunidade reinante, tera todo o opoio do povo guineense. Pode escolher o meio, local ou o momento a seu criterio para comunicar a nacao, nao estara a cometer nenhum pecado!

  14. Neidelenio Baltazar Soares diz:

    Parabenizo pelo comentário que acho muito salutar para o desenvolvimento de uma sociedade ´Democrática`.
    Mas é bom sublinhar que este é o problema dos lideres Africanos, eu não sou da Guine-Bissau e não tenho nada a dizer sobre o Executivo, mas eu sou de angola, e acho que o padrão de governação é o mesmo.

    porem digo o seguinte, não basta lutar para a retirada de um governo corrupto, é preciso lutar para saída do sistema que este presidente é a cabeça. E sinceramente os lideres de África deixam muito a desejar.

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