Guiné-Bissau e Cabo Verde reforçam laços históricos e de cooperação

  • José Maria Neves manteve também um encontro com o Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz

Bissau (Gabinete do primeiro-ministro, 17 de Julho de 2015) – O Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, continua em visita oficial ao país, à frente de uma delegação, constituída pela Ministra do Turismo, Investimento e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes; Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Maria de Jesus Miranda; Ministro Plenipotenciário do MRE, Conselheiras e Assessor de Imprensa do seu Gabinete; Deputados, Diretores-gerais; Presidentes, do Cabo Verde Investimentos, do Conselho de Administração do Instituto de Emprego e Formação Profissional e da Agência de Desenvolvimento Empresarial e Inovação; Gestores, da Casa do Cidadão e do MOSI.

No dia, 16 julho, durante a cerimónia da deposição de coroas de flores no Mausoléu Amílcar Cabral, Neves relembrou o ensinamento do fundador das nacionalidades da Guiné e de Cabo-Verde, de que a independência é muito mais que  o hino e  uma bandeira nacional. No encontro entre as duas delegações guineense e  cabo-verdiana, no Salão Nobre do Conselho de Ministros, “Francisco Mendes”, agradeceu o seu homologo pelo convite endereçado, dizendo: “é com grande emoção e orgulho, que visitamos novamente a Guiné-Bissau, neste momento que se abrem novos caminhos, em que todos esperançamos pelo futuro”.

O Chefe do Governo, Domingos Simões Pereira, durante a declaração conjunta, enalteceu as relações históricas entre os dois países, fundamentadas na luta pelas suas libertações nacionais, que contou com a orientação comum, de um único líder, Amílcar Cabral e reconheceu como muito vantajosa a cooperação com o país irmão. Pois, representa oportunidades em diversas áreas: público e privado. Foi ocasião, para  anunciar a cedência de 500 hectares de terreno para a Associação de Filhos de Descendentes de Cabo-verdianos. José Maria depois de agradecer ao Governo e povo guineense por tudo que fizeram, pelos sacrifícios consentidos, para que hoje Cabo Verde estivesse livre a comemorar os 40 anos de independência, anunciou a disponibilidade das escolas do seu país receber os estudantes guineenses.

À tarde a delegação cabo-verdiana acompanhada do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Mário Lopes da Rosa, percorreu as instalações da Agri-Safim, capacitada para a produção de sumos de frutas e compotas de tomate. Na presença do Secretário de Estado das Pescas, Ilfefonso de Barros, no Centro de Comando de FISCAP, recebeu a explicação dos técnicos sobre como controlar a frota marítima nas águas da Guiné-Bissau.

Na sexta-feira, dia 17, o Primeiro-ministro cabo-verdiano avistou-se com o Presidente da República, José Mário Vaz, com o Presidente da Assembleia Nacional Popular,  Cipriano Cassamá e teve encontro na sua residência oficial com os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, da sociedade civil e chefes religiosos.

No INASA (Escola Nacional de Saúde) aonde teve lugar a palestra “Agenda de Transformação de Cabo Verde”, proferida por Maria Neves, foi rubricado um acordo entre as autoridades hospitalares guineenses e a fabrica cabo-verdiana INPHARMA para fornecimentos de medicamentos.  Posteriormente, o orador numa longa e interessante intervenção caracterizou o país, como era nos primeiros aos da independência; falou da experiência dos 15 anos do regime do partido único (que classificou por um sistema moderado); da abertura democrática; dos 10 anos que o PAICV esteve na oposição, do seu regresso ao poder através das eleições livres, dos respeitos pelos direitos democráticos e humanos, garantindo que hoje o sistema democrático cabo-verdiano funciona sem atropelos. Citou Cabral, várias vezes, dizendo que a independência só tem sentido quando se trabalha para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e que para isso os dirigentes devem cultivar a ética e estarem comprometidos a servir o povo. Nesse sentido, anteriormente em outras declarações, referiu-se de que era necessidade de tirar maior ilação dos ganhos obtidos após, a realização da Mesa Redonda de Bruxelas.

Interrogado pela audiência, disse que vem acompanhado os esforços das autoridades do país no sentido de assegurarem a confiança e a credibilidade no plano internacional, quão necessárias para o processo do desenvolvimento e que a melhor forma de homenagear Amílcar Cabral é trabalhar-se conjuntamente para o reforço de uma nova cooperação, alicerçada para a área de formação profissional, agricultura, em energias renováveis, governação electrónica, providencia social, reforma de Estado e modernização da função pública, em investimentos de empresários cabo-verdianos, por forma a apoiar o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Advertiu que é fundamental investir-se na educação, dando o exemplo de Cabo Verde, cujo 29% do seu orçamento reveste para a educação.

Este sábado, dia 18, a delegação visitante, acompanhado de Primeiro-ministro Simões Pereira deslocará a ilha de Bubaque e Rubane para ir constatar in loco as potencialidades turísticas naturais que a Guiné-Bissau oferece.

No domingo, dia 19, no Salão Nobre do Conselho de Ministros do Palácio do Governo, serão rubricados três acordos, a saber: Acordo Fitossanitário, Acordo Zoosanitário e a Convenção Evitar Dupla Tributação e Prevenir Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre Rendimentos, que culminarão com uma Conferência de Imprensa Conjunta.

 

Bissau, 17 de julho de 2015

Gabinete de Comunicação e Informação

Carlos Vaz

 

 

 

One Response to Guiné-Bissau e Cabo Verde reforçam laços históricos e de cooperação

  1. sherkarer diz:

    cuidado com os informadores dos imperialistas! Como CV já não dá nada,virarram para GB

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