“Porto de Bissau não é viável “, diz  João Bernardo Vieira

Bissau (ANG, 28 de Julho de 2015) – O Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações afirmou  que o Porto de Bissau não é viável porque acarreta mais despesas do que gerar lucros, e corre o risco de ir a bancarrota.

João Bernardo Vieira que falava segunda-feira no parlamento disse que é necessário tornar o Porto de Bissau mais competitivo, acrescentando que é necessário uma parceria público-privada capaz de tornar o Porto mais rentável para se poder fazer a dragagem e outros arranjos indispensáveis.

Segundo o governante, actualmente a empresa Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) conta com 575 trabalhadores dos quais  300 têm o nível de produção inferior à 50 por cento.

Bernardo Vieira  revelou que a  empresa gasta  203 milhões de francos CFA em salários mensalmente.

O Deputado do PRS, Daniel Suleimane Embaló disse que, a explicação do Secretario de Estado dos Transportes não lhe convence.

Este deputado afirma, sem mais explicações,  que o Porto é rentável, razão pela qual não concorda com a intensão de passar a gerência  do Porto à uma parceria público-privada.

ANG/AALS/SG

12 Responses to  “Porto de Bissau não é viável “, diz  João Bernardo Vieira

  1. Nandassi Mendes diz:

    Uma direção que gasta 203 milhões em salários num contexto como da Guiné-Bissau é altamente rentável. Agora ! a gestão é que é danosa e criminosa e nada se faz por conivência política dos Ministros , Secretários de Estados , directores gerais e Presidentes de conselho de administração da empresa. Todos a facturarem para seus bolsos. Lá só existe *cume cume*, por isso todos os dias tem novos funcionários enviados pela linha partidária . O ministério publico devia chama-los por tantas denuncias feitas e casos não resolvidos.

  2. Melo fernandes da costai diz:

    Se queiram privatizar, se pode, mas sempre quando o Estado conserva a maior parte das perçentagens, i com a condição de sereem primeiro em ser consultado, em caso de venda por parte de accionista minoritario.

  3. O Porto foi rentável em tempos, até que deixou de capitalizar, ser sustentável e assim não poder pagar, para gerar riqueza/lucros para o Estado! Falta uma cultura de “utilizador-pagador” no País, sobretudo em Bissau, e quem perde é o País (Ministério das Finanças). Portanto, presumo que concluíram com “certezas” este “problema” do ponto de vista técnico/profissional, de gestão e administração do Porto de Bissau, então julgo poder-se avançar, para uma solução viável – MAS DO ESTADO PARA O ESTADO SEM “TERCEIROS” – Criar uma equipa de gestão económica e administrativa, com conselheiros de países com experiência de gestão de Portos, que podem a curto prazo, ultrapassarmos este obstáculo e com sucesso, penso!
    Posto isto, o objectivo seria não “partilhar” a nossa – Galinha d’ouro – com os anónimos privados neste momento, vejo que JÁ estamos rodeado de pretendentes, que querem transferir parte de futuros lucros, para outra capoeira (dentro e fora do País), mas não concordo! UM PORTO COMO O NOSSO, GERA LUCRO PARA O ESTADO COM UMA GESTÃO CAPAZ NUM FUTURO A CURTO PRAZO – basta vermos os projectos sustentados no País daqui para o futuro, tudo isto em grande medida há-de “entrar” através do Porto de Bissau (é dinheiro a vista para o Estado)… Portanto!!!, vamos gerir o pessoal com critério formal/selectivo mais justo possível, e aproveitar para aplicarmos a “engenharia financeira” necessária neste momento (penso que há dinheiro), para sair deste impasse.
    Porque se não acabamos por vender/dar a outros – uma das melhores áreas geradora de riqueza a curtíssimo prazo – e ficamos (Estado) sem retirar lucros a 100% para o Estado da Guiné-Bissau!!! Penso que é cedo demais, para concluirmos a favor de privatizar o Porto de Bissau! Pense nisto, Sr Secretário Estado de Transportes… Abraços. Djarama. Filomeno Pina.

  4. Udé Fati diz:

    Quem será este parceiro, com que capital vai entrar e em que condições será assegurada a gestão. Qual é o ganho do povo (governo).

  5. VOZ DO POVO diz:

    Subscrevo o ponto de vista do mais velho: Filomeno Pina. O que deve acontecer “i ossa pui dedu na ferida, pa limpa kilis ku ka mereci sta na kil kau, ku sta son an sobrecarrega cofris di APGB (Estado), pabia – qualquer privatização ku na fassidu, ou Parceria Público Privada, na acto di gestão – filtragem ku tem ku fassidu (e tem pineriadu)… pa dispensa tantu tarbadjaduris ku se contratasons ka obedici lei ku kilis ku identficadu ku baixo nível di produção i mais.

    Utru kussa, kin ku ka sibi kuma dirigentis di APGB i maioris ostentaduris di riqueza na Guiné-Bissau? Mindjoris kassas ku cumpudu na últimus anu i di ba kin? Fidjus di ba kin ku mas ta ronka dinheru ou famílias di ba kin ku mas na studa fora ku custu próprio? Nundeh ke ta sai ku tanto dinheru?…

    “Só precisamos duam boa gestão, só isso i mais nada,” BO CONTRATA SON QUATRO TÉCNICOS ESTRAGEIROS KU EXPERIÊNCIA (Portugueses – pabia di língua) BO PUI NA KIL KAU, pa tene plenos poderes i tambi controlo mútuo, envolvendo Ministério Público, Tribunal de Contas no djubi resultados.

  6. Max diz:

    kkkk Deixe-nos em paz, seu secretário de estado de negócios milionários obscuros e sujos!!!

  7. Júlio Có diz:

    Parabéns Sr. Filomeno Pina. Felizmente no tene inda garandis vivos i ku visão. Um grande conselho. Um grande abraço.

  8. ROBERTO PINTO diz:

    Mas como é que pode um PORTO ser rentável quando o próprio SET nomeia para sua gestão pessoas sem o minimo conhecimento e expériência em controle de gestão? Como é que pode o PORTO ser rentável se os seus administradores passam a vida a rodar a cidade em carrões carrissimos e de alto consumo? Como pode ser rentavel quando para os seus responsáveis, viajar de Bissau para os Estados Unidos é feita num estalar dos dedos? O Sr SET está sendo muito fertil em fazer “grandes negócios” à começar pela gorda subvenção à EUROATLANTIC; passando pela companhia de AVIAÇÃO constituída com o Sr OVIDIU TENDER preso em Junho 2015 e agora este novo plano de criação duma companhia PORTUÁRIA. Se se parar de gastar abusivamente o dinheiro dos portos em alimentação de contas bancárias pessoais, financiamentos de partidos, compra de carrões, construção de mansões, etc, certeza que será rentável… ESQUEÇAM POR FAVOR ESSA IMAGINAÇÃO FERTILIZADA E SEJAM SÉRIOS.

  9. frankilen gomes diz:

    so tenho a dizer um seguinte o que passa no nosso pais e pura vergonha,em todos sectores de administracao publica, e como gastam o dinheiro publico e como fazem os contratos aos seus bonaficios emfim etc, agora para fazer um pequeno comentario sobre o porto de Bissau pela qual o sr secretario se referiu, quando diz que o porto nao e viavel o ministerio dos transportes tem que presenter um parcer tecnico orsamental que mostra esta realidade,agora qualquer empresa do estado que so apresenta presuiso, o estado so tem um caminho, e fazer restrutracao do porto, agora um sr BERNARDO VIEIRA que vergonha na cara e deixar falar as bobagem, como e possivel a dizer que gasta 203 milhoes franco cfa nos salaries mensalmente!!!!! e ganta gastam em caros lusus? quantos gastam nas viagens ? quantos gastam nos mansoes lusus? sabemos nos desemvolvidos quando uma do estado esta apresentar presuiso o estado tem que apresenta um plano da restrutracao ou apresentar um plano para o caminho privatizacao para recuperar a crebilidade da empresa e a capacidade de sucentabilidade,,,, agora que e inaceitavel e estado ingetar o dinheiro publico numa empresa que nao tem lucro. isso e pura demagogia, o PAIS nao pode continuar com este caminho assim noa podemos dezer em TON ALTO GUINE RANKA…MELHORES COMPRIMENTOS OS AMIGOS ATE BREVE,,,

  10. Wilman Silva diz:

    É verdade que no contexto sócioeconomico que o nosso país se encontra, é sem dúvida pagar este valor (203milhoes de fcfa), salários dentro desse universo é exagerado. Visto que quase 65% dos seus funcionários não conseguem dar mais a empresa para além de nada, segundo SETC. Também não podemos deduzir que a empresa é rentável, se a mesma não consegue libertar-se da fantasma de corrupção.
    Se me lembro desde a guerra de 7/06/1998, a empresa não consegue afirmar-se na região e nem voltar à normalidade que vinha da administração portuguesa. Se formos comparar dos períodos que antecederam a guerra maldita ou eja, quando a empresa era gerida pela GUIPORT Import Export S.A., a mesma tinha mais rentabilidade e sustentabilidade para criar ou gerir um bom emprego e serviços.
    Quando falamos da privatização dos bens públicos não significa na sua essência acabar com elas, mas sim criando maior dinâmica e estratégia. Eu acho que a parceria público-privado, é só um adiar das desgraças para empresa porque a mesma nunca sairá nas mãos dos políticos. Então para que esta situação não venha acontecer, penso que a sua privatização total ( com os cadernos de encargos bem definidos) é a melhor solução. Esta acção não poderá ficar na APGB, como também outras empresas estatais que não conseguem dinamizar política/ ou economicamente.
    Actualmente a APGB, não tem condições para ficar na mãos de estado, temos que despartedirizar as instituições do estado e só assim que podemos ter alguma coisa para o país.
    Bem haja o bom senso dos nossos deputados e viabilizem os projectos da parcerias público privado.
    “KIL KI DI NÓS TEN BALUR”

  11. danfa diz:

    o problema é a gestao,

  12. SR. SECRETÁRIO DE ESTADO DOS TRANSPORTES!
    .
    O Porto foi rentável em tempos, até que deixou de capitalizar, ser sustentável e assim não poder pagar, para gerar riqueza/lucros para o Estado! Falta uma cultura de “utilizador-pagador” no País, sobretudo em Bissau, e quem perde é o País (Ministério das Finanças). Portanto, presumo que concluíram com “certezas” este “problema” do ponto de vista técnico/profissional, de gestão e administração do Porto de Bissau, então julgo poder-se avançar, para uma solução viável – MAS DO ESTADO PARA O ESTADO SEM “TERCEIROS” – Criar uma equipa de gestão económica e administrativa, com conselheiros de países com experiência de gestão de Portos, que podem a curto prazo, ultrapassarmos este obstáculo e com sucesso, penso!
    Posto isto, o objectivo seria não “partilhar” a nossa – Galinha d’ouro – com os anónimos privados neste momento, vejo que JÁ estamos rodeado de pretendentes, que querem transferir parte de futuros lucros, para outra capoeira (dentro e fora do País), mas não concordo! UM PORTO COMO O NOSSO, GERA LUCRO PARA O ESTADO COM UMA GESTÃO CAPAZ NUM FUTURO A CURTO PRAZO – basta vermos os projectos sustentados no País daqui para o futuro, tudo isto em grande medida há-de “entrar” através do Porto de Bissau (é dinheiro a vista para o Estado)… Portanto!!!, vamos gerir o pessoal com critério formal/selectivo mais justo possível, e aproveitar para aplicarmos a “engenharia financeira” necessária neste momento (penso que há dinheiro), para sair deste impasse.
    Porque se não acabamos por vender/dar a outros – uma das melhores áreas geradora de riqueza a curtíssimo prazo – e ficamos (Estado) sem retirar lucros a 100% para o Estado da Guiné-Bissau!!! Penso que é cedo demais, para concluirmos a favor de privatizar o Porto de Bissau! Pense nisto, Sr Secretário Estado de Transportes… Abraços.

    Djarama. Filomeno Pina.

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