Opinião: Políticos formatados para um teatro de rua!

Filomeno Pina

Tenho dúvidas se  políticos desta natureza chegam a bom porto, alguns não têm amor à coisa pública, há muito que deixaram de ter voz própria, carisma, ostentam alma emprestada, sem sangue na guelra, transportam um coração que bate fora do peito, formatados para registar ordens vindas do exterior para dentro do País, são estas vozes os ecos das decisões vindas de fora que ouvimos dentro do País para cumprir (temos um País que ouve vozes, dentro e fora da cabeça), uma realidade que leva certos políticos a perderem-se em contradições irracionais em política, porque afinal são só intermediários de “ordens” cruzadas, com origens e objectivos diferentes, no entanto difíceis de conciliar na mesma cabeça (terreno/Pais), tudo isto tem provocado desentendimentos, incompatibilidades de carácter e de personalidade, que fugiram ao autocontrolo de cada um dos dirigentes (PR-PA e PM), desvios esses que afectam o interesse nacional e o Povo, desvios de comportamento, que infelizmente pesam negativamente na balança das decisões do Estado, obrigam a que não nos entendamos entre os lideres Guineenses, mas obedeçamos a “patrões” como um pau-mandado, enquanto estamos num puxa-puxa para vender a mesma Mãe resistente, a Guiné-Bissau!

 

por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Um político não é uma figura descartável dando lugar à perversão, exploração do País, por gente mascarada que simula incompatibilidade falsa, porque no fundo entende-se bem, embora finja aos olhos do Povo para não remar contra a maré nos interesses obscuros do exterior, que são mandados representar com contrapartidas e comissões milionárias para certos líderes na terra, sabemos e notamos alguns deles na praça, sempre foi assim ao longo de décadas, são sempre os meninos bonitos com recados na memória, espiões atentos para contar aos patrões o andamento das coisas, todos tentam a sua sorte no próprio país, de se venderem bem…

 

Antes fossem todos inimputáveis por défice intelectual ou diagnóstico psiquiátrico, seria mais fácil de “engolir”, que vê-los líderes políticos e com poder, algumas figuras com notoriedade  no meio social Guineense, quando o que merecem é serem vigiados a tempo inteiro, para não cometerem mais crimes de corrupção a que nos habituaram desde há décadas!

 

Perdoados por não saberem o que fazem, não é o caso, porque estes são malandros de ADN refinado, pelos vistos, só usando a força do Povo talvez travemos os mesmos viciados do costume no lugar do crime (País), e serão mais uma vez travados, porque reincidentes, desta vez arrancados pela raiz e de vez, para não se repetir nas próximas décadas no nosso País a mesma doença, o mesmo desgoverno e comportamento histérico de políticos hábeis a agirem por baixo sabendo o que fazem, mas dum comportamento doentio, as suas loucuras prejudicam e têm prejudicado gravemente os interesses do Povo!

 

Políticos que não pensam racionalizando, mas  obedecem ao juízo abstracto de carácter emocional, os que ainda pensam, estão marginalizados na sua maioria, continuam atentos e desconfiados, tentando com algum esforço esconder a sua real compreensão deste fenómeno político, deste falso-desespero, vendido na opinião pública como um conflito real, emanado duma dificuldade aparentemente real, quando na realidade se trata de uma representação de sofrimento e dor, daqueles que estão enganando o Povo, sobre isto os bons estão cientes.

 

Os que ainda pensam têm receios de sobrevivência material no País, por isso movem-se com cuidados acrescidos, comungam dum realismo mais objectivo acerca do País que partilhamos, peço mais uma vez que Deus proteja a Guiné-Bissau eternamente, e para os bons filhos da Terra toda a sorte do mundo…

 

Os políticos autómatos lembram um funcionamento do aparelho mental sem liberdade de pensamento, de expressão ou de acção política, porque na realidade funcionam de forma esquisita,  parecendo que no lugar do cérebro, têm um sistema automático implantado para o efeito tipo “chip”, percebem tudo quando é uma ordem, mas duvidam de tudo, quando devem pensar pela própria cabeça, só.

 

E mais, obedecem cegamente e, na maior parte das vezes, não pensam pela própria cabeça! Afinal já está tudo pensado por anónimos, no terreno presenciamos a reprodução dum filme encomendado em que  o Povo é figurante! Mas enganam-se, acreditem que será a última colheita vossa, a “revolução come os seus próprios filhos” e a história repete-se, em ciclos de renovação até atingirmos melhor qualidade com gente de bem, para defensores do Povo, pense Camarada.

 

Vejamos, o País acabou de se comprometer com os parceiros internacionais, deu a Cara/Rosto com elevado sentido de seriedade Institucional e de Estado, quem sabe o que é isto percebe que – não podemos brincar com o fogo – e, justamente quando tudo foi assinado em Bruxelas, estamos num período de aplicação gradual e progressiva dum projecto de desenvolvimento sustentado para o País. Alguns aparecem só agora para o culto de “empatas” para fazer de vela, os que não fazem e não saem de cima, peço por favor – DEIXEM PASSAR O PROGRESSO DO PAÍS E CHEGAR A BOM PORTO – haverá quem pretenda o retrocesso deste avanço conseguido até hoje em pouco mais de doze meses, são todos eles, os que costumam beneficiar com a desordem e corrupção no País, eles estão aí à espera de ver o leite derramado para lamber, mas uma coisa é certa, se pensam que mudando o piloto no leme se pode mexer na “carga” do barco ou fazer o que bem entenderem com o bolo de milhões, podem tirar o cavalinho da chuva!

 

Desta vez o “bolo” regressa à base de onde saiu, se o primeiro objectivo for mudado, penso que a comunidade internacional por uma questão de desconfiança da gestão do País e défice Democrático, retira o apoio negociado para o desenvolvimento, acredite se quiser!

 

Portanto vamos parar com brincadeiras de “faz de conta que estamos zangados”, mas sim, zangarmo-nos a sério com os impostores da praça, os cínicos e corruptos, que ainda resistem e procuram ganhar novo fôlego no terreno.

 

Pensais o melhor que sabeis, tendes uma oportunidade de ouro para fazer História, mãos à obra camaradas, se houver a mudar por questões de Meritocracia, honestidade e justiça, então avante camaradas, mas o País não pode parar mais, há que avaliar perdas e ganhos a tirar sobre qualquer decisão de Estado neste momento e esgotar as dúvidas num diálogo constante e continuado, é para isso que foram eleitos!

 

Cuidado Camaradas, tendes o destino do Povo nas v/mãos, façam o melhor para o País, o mundo agradece. Se não pararmos com guerras “interpessoal”, se vamos continuar a mudar de governo como quem vira o disco e toca o mesmo, haverá sempre quem ache que merece sempre melhor que o seu rival ou parceiro partidário, tudo isso até quando Camaradas?

 

Mais um conflito que está para além do que possa parecer racional, um fenómeno psicológico complexo que assenta no carácter insaciável do desejo invejoso, poucas vezes consciente, e daí poucas vezes controlado na relação humana, por isso propomos a partilha de ideias e decisões colectivas encima da mesa ou estamos sujeitos a assistir mais tarde o mesmo impasse do género (golpes por baixo da mesa), o surgimento de “obstáculo” humano, este murro de nacionais Guineenses prontos a fazer frente quando se sentem afastados do poder “de grupos” ou na família politica…

 

“Quem tudo quer, tudo perde” e por falta de tolerância à frustração – GUINEENSES UNI-VOS! Vamos a tempo de vencer este impasse irracional, acreditem (…)

 

Djarama. Filomeno Pina.