Pedro Pires recomenda paciência e fé aos dirigentes guineenses

O antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, recomendou esta quarta-feira aos dirigentes guineenses que tenham “fé e paciência” na resolução de quaisquer divergências

Praia (Jornal A Nação / Lusa, 5 de Agosto de 2015) – O antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, recomendou esta quarta-feira aos dirigentes guineenses que tenham “fé e paciência” na resolução de quaisquer divergências que possam existir entre eles na condução dos assuntos do Estado.

Na qualidade de único membro ainda vivo do Conselho Superior da Luta armada que conduziu a independência da Guiné e Cabo Verde, Pedro Pires encontra-se em Bissau a convite da Câmara Municipal para assistir as comemorações dos 56 anos do Massacre de Pindjiguiti, que desencadeou a luta de libertação.

O massacre de Pindjiguiti foi como ficou conhecido o movimento que acabou no assassínio de marinheiros guineenses pela tropa colonial portuguesa, quando reclamavam por melhorias de condições laborais e salariais.

Nesta estada em Bissau, Pedro Pires aproveitou para se encontrar com o presidente guineense, José Mário Vaz e com o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, dirigentes que têm assumido publicamente divergências na condução dos assuntos do Estado.

“Reuni-me separadamente com os dois e a minha mensagem é essa: Há duas coisas que nós não podemos perder: A fé, não no sentido religioso, mas a fé confiança, a fé de que tudo isso irá correr bem, a fé de que podemos ultrapassar todas as dificuldades. Uma outra qualidade que não podemos deixar de ter é a paciência”, disse Pedro Pires.

Para o antigo Presidente cabo-verdiano, um dirigente tem que ter sempre a fé e ser paciente de que “tarde ou cedo” irá encontrar as soluções que se lhe fazem frente bem como os mecanismos para resolver “eventuais conflitos” com os demais elementos do Estado.

Questionado sobre se sentiu o “clima de tensão” entre José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira, o antigo dirigente cabo-verdiano disse que não lhe ficaria bem estar a revelar o teor das conversas que manteve com os responsáveis guineenses.

Pedro Pires disse ser seu dever acompanhar a vida política da Guiné-Bissau por ter dado parte da sua vida pela independência pelo que se sente na obrigação de saber o que se passa com o povo guineense.

Disse, contudo, estar na Guiné-Bissau por dever de solidariedade.

O antigo Presidente cabo-verdiano exortou “a nova geração que está no poder” na Guiné-Bissau a tudo fazer para que o país “vire a página, ultrapasse os conflitos” do passado.

 

 

5 Responses to Pedro Pires recomenda paciência e fé aos dirigentes guineenses

  1. miro cassama diz:

    Obrigado.
    Uma vez mais Obrigado pelo conselho.
    Porque em Bissau aqueles dirigentes tontos intelectuais da primeira grão, eles estão manejar aquilo como se fose deles ou de pais deles.
    Um dia isso tudo vai acabar, vocês vai aprender a lição…

  2. Muito Obrigado Pedro Pires
    Borgonha pa tudo qui kina pensamal pa G.bissau.

  3. Vensam Gomes diz:

    Mentrosos éticos, mesquiteiros, mole bocas, destruidores do pais. O tal Cipriano é um dos mais corruptos que ali anda! Quer chegar ao poder por lacaissimo! Se o presidente da republica, abandonar o cargo de presidente, o tal tipo vai chegar o poder como o presidente interino! por isso que este tipo anda à meter as àguas nas fervuras! Mas como o Senhor PM convidou-lhe a esse cargo de presidente ANP?

  4. AMARA CAMARA diz:

    bem haja senhor comandante sr Pedro pires ,

  5. AMARA CAMARA diz:

    Bem Haja senhor comandante ,saúde ,longa vida são os meus maiores desejos para senhor.

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