Ramos-Horta considera não haver razões para demitir PM da Guiné-Bissau

Bissau & Díli (Lusa, 6 de Agosto de 2015) – O ex-Presidente da República timorense José Ramos-Horta considerou hoje que “não há razão nenhuma” para o primeiro-ministro da Guiné-Bissau ser demitido, apelando ao chefe de Estado guineense para que seja uma força “conciliadora e de estabilidade” no país.

“Das informações que me chegam, e conheço intimamente a situação na Guiné-Bissau, não há razão nenhuma para que o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira possa ser substituído”, afirmou, em entrevista à Lusa, o enviado especial do presidente da República de Timor-Leste para a Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.

A possibilidade de o chefe de Estado demitir o executivo é admitida por fontes partidárias e diplomáticas ouvidas pela Lusa em Bissau, na sequência de dificuldades de relacionamento entre o Presidente, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro.

O chefe de Estado iniciou na quarta-feira, como previsto na Constituição, uma série de audições, que continuam hoje, antes de uma prevista declaração à nação.

Ramos-Horta considera “natural” que o primeiro-ministro possa querer levar a cabo uma remodelação no elenco governativo, “porque é sua competência constitucional” mas não que “venha do PR uma iniciativa do género quando não há a mais pequena razão para tal”.

Para o Nobel da Paz, o papel do chefe de Estado é promover o diálogo e a estabilidade, “não é interferir constantemente na governação”.

 

  • União Africana preocupada com dificuldades de relacionamento entre líderes da Guiné-Bissau

A União Africana (UA) está preocupada com as dificuldades de relacionamento entre primeiro-ministro, Presidente da República e presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, disse à agência Lusa o representante da UA, Ovídio Pequeno.

“Acreditamos que a Guiné-Bissau está no bom caminho, mas é preciso chamar a atenção para a necessidade de harmonização e coordenação”, referiu a propósito do balanço do primeiro ano de atividade das autoridades eleitas.

 

4 Responses to Ramos-Horta considera não haver razões para demitir PM da Guiné-Bissau

  1. Ola boa noite pessoais, estou simplesmente e falar como um cidadão e tenho direito de opinar sobre o referido situação se encontra o meu País e a minha querida patría, é de relembrar o senhor Presidente de república da Guiné-bissau na pessoa José Mario Vaz (JOMAV) de ser um lider tem que saber díalogar, tem que saber refletir para futura conseguência e não basear na na raiva com uma justificação menos convincente para povo guineense. Guiné ja perderam dois anos de transição qual é benefico desse, atrazo, fome, doença e elevada indice de corrupção.
    Por isso, mas uma véz não sou teu inimigo senhor Presidente contodo respeito o senhor é presidente da república da Guiné-Bissau não é presidente da sua casa para fazer o que quer, usa uma arma chamada dialogo que seria melhor para resolução desse problema.

  2. Mauricio Amin diz:

    E aquelo que já falei em várias comentários senhor PR esta totalmente desatualizado e os seus conselheiros ainda bem mais desatualizados, aliás quem são conselheiros farinha da mesma saca, só muda de A grande para a pequena, leia ultima parágrafo da declaração do senhor Ramos-Horta, é este tipo de PR que GB precisa para se consolidar, espero que senhor seja assim, sem querer errar te, afinal senhor e o meu presidente ainda.

  3. joão correia diz:

    Bravo!

    Muita gente finge não entender a questão e vão tentando explicar que o presidente é eleito de maneira cozida, o PM assada e a constituição diz A e B.
    Nada disso interessa. O importante é que essas fotocópias de leis e sistema importados não são e nem podem ser fixas, assim como não serve para a nossa realidade.

    O sistema e leis podem ser invertidas, basta percebemos que valem para nada. Querem enganar o povo de uma certa realidade com coisas importadas.

    A nossa luta é e será essa, porque entendemos que é preciso inverter o sistema para o bem da nação.

    Repito: Não vamos continuar a vota e apenas uma pessoa com o poder dissolver tudo. Falsa democracia!

    É para agradar ninguém!

  4. Leandro Gomes diz:

    Fiz uma pesquisa rápida pelo Google e constatei que praticamente todos os Países Africanos que adotaram outras formas de governo se não o Presidencialismo, convivem com algum nível de tensão social. Enquanto que as Nações que optaram pelo Presidencialismo possuem uma melhor desenvoltura nesse aspecto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.