Opinião: Derrube do Governo foi começo de uma longa temporada de crise política

Mais uma vez o país entrou noutro círculo crítico oriundo de falta de capacidade do diálogo e do bom senso da figura nº 1 do país. Sendo o derrube do governo um fato já consumado, resta nos fazer uma análise do provável rumo do país.

por Alfa Aliu Embaló | alfaaliuembalo@hotmail.com

Do ponto de vista político, pode-se acreditar que será muito difícil voltarmos a uma normalidade política durante os anos restantes que a deposta legislatura deveria governar. A partir de agora, o Presidente da República tem dois cominhos a seguir obrigatoriamente: redimir-se aceitando e reconduzir o Simões pereira como primeiro ministro ou prosseguir com o seu grave erro dissolvendo o parlamento e formar um governo da iniciativa presidencial que não necessitará de suporte parlamentar. O motivo da primeira opção, refere-se ao fato de o PAIGC ter afirmado de que reenviará o nome do DSP como proposta de chefiar o governo. Caso o presidente escolher a segunda opção, o país terá que entrar numa contagem para realizar eleições antecipadas muito rapidamente.

Ainda em caso de eleições legislativas, o Domingos Simões Pereira sendo o presidente do partido seria a mesma pessoa a ser indicada pela sua formação política e, numa suposta vitória deste partido permaneceríamos na mesma crise porque o presidente outra vez vai cometer o pior erro da sua vida, decretando a queda do governo. Isso é só um ilustrar de como as coisas ainda podem piorar.

Posto isso, o PAIGC como partido promotor de instabilidade política só ele pode neste momento facilitar a resolução desta crise apenas seguindo uma estratégia.

Pelo bom senso de seu presidente entre Domingos Simões Pereira e dos restos do partido, poderiam indicar outra pessoa a chefiar o próximo governo como forma de salvaguardar o parlamento e, através da sua bancada parlamentar em colaboração com outras bancadas propondo uma revisão constitucional, principalmente no que se refere a relação entre o Presidente da República e Primeiro-Ministro preparando assim uma estabilidade duradoura no país.

Do meu ponto de vista, esta seria o caminho mais viável, e acredito também ser o único que pode acabar com esta brincadeira da crise permanente no país. Nem votar para outra formação política, nem votar a um candidato independente poderia mudar este tipo de cenário repetitivo.

MON NA LAMA PA SUSA, TERRA RANKA PA TRÁS

Alfa Aliu Embaló, Estudante de Curso de Bacharelado em Administração Pública. Unilab,Brasil.

 

 

 

 

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