Opinião: Guiné-Bissau, um olhar histórico!

A minha reflexão, se baseia nos dois pontos que marcaram a história do nosso país desde o início da luta da libertação nacional, até a data presente. “Falta de diálogo e erro na escolha do dirigente”

Por Samuel Adelino Ié | samueladelinodju@gmail.com

A Guiné-Bissau é um país que desde a sua independência, da colônia portuguesa no ano de 1974, nunca o seu povo viveu essa independência almejada!  Porque existe ainda outra colônia que eu chamo de “colônia guineense” na Guiné-Bissau, que são os próprios filho da nossa “mama guiné”

O problema da Guiné-Bissau não é de hoje, mas sim é um problema que durou anos e anos, começando desde o processo de luta pela independência contra a colônia portuguesa, passando pelo recrutamento dos jovens, tanto guineenses assim como cabo verdiano para a luta e no envio de jovens na altura para o estudo nos países que apoiava a Guiné-Bissau e Cabo Verde na altura da luta pela libertação dos dois países. Esta situação desenrolou até a morte de Amílcar Lopes Cabral e de mais camaradas que as razões das suas mortes que nunca são explicadas, assim como o golpe de estado de Novembro de 1980 liderado por ex-presidente João Bernardo Vieira Nino, que na altura exercia a função de chefe de estado maior general das forças armada da Guiné-Bissau contra Luís Cabral, o ex-presidente e primeiro presidente da República da Guiné-Bissau no período após a independência da colônia portuguesa, não do que, eu chamo de “colônia guineense” em que o país estava sob regime único ou seja partido único

Com todos esses acontecimentos e demais outros que marcou a história deste país que nunca teve uma justificação de tantos crimes de sangue e quanto mais uma explicação do verdadeiro do motivo de golpe de estado de 1980, que possa permitir o povo saber do que tinha acontecido, do que acontece e do que poderá acontecer!

No entanto esses acontecimentos resultou nas perdas irreparáveis de vidas humanas e dos patrimônios do estado, os guineenses nunca pararam para pensar e fazer uma reflexão profunda sobre os acontecimentos que tinha acontecido até o ano de 1980.

Onde cada guineense devia fazer uma autorreflexão de seguinte maneira (qual é o benefício que eu consegui com as vidas perdidas? será que esses irmãos mortos não podiam ser simplesmente julgados e presos em vês de serem mortos? será que a melhor forma de resolver conflito é o uso da força ou matar? será que o diálogo não é melhor via de resolver o nosso problema? será que vale apena continuar perder quadros como já tinham perdido? Será que a melhor forma de fazer política é fazer o adversário o seu inimigo até ao ponto de ceifar sua vida?

Depois de tantos acontecimentos sócio-políticos que marcou a Guiné-Bissau desde o processo da luta armada pela independência até nos finais do ano 1993 isto é fim do regime único

Já em 1994 chegou a famosa “DEMOCRACIA” na Guiné-Bissau, com o surgimento de multipartidarismo ou seja surgimento de vários partidos que tem com o objetivo de acabar com a violência e respeitar a vontade do povo!

De 1994 até data presente pela história da democracia guineense neguim mandato conseguiu o seu termino tanto do presidente assim como do governo devido vários motivos como: interesses pessoas, interesses partidários, interesses dos grupinhos e até de outros países ou colônias!

Quero com esta minha reflexão, de convidar a todos guineenses em particulares os titulares dos órgãos da soberania que assumem as suas responsabilidades que o povo lhes confere, porque para chegar estes lugares é a vontade do povo, por isso este mesmo merece um grande respeito e o povo precisa de dirigentes com estas caraterísticas: ouvir/escutar, analisar e agir mas é de agir na base da própria vontade do povo não de grupos, partidos ou indevidos particulares. Ainda quero chamar uma grande atenção dos mesmos titulares tantos os atuais assim como os futuros que leão a nossa carta magna “constituição da república” assim para que possam saber e cumprir com as suas funções, isto não quer dizer que não podem chamar atenção ao outro ou seja uma instituição não pode chamar atenção a outra instituição da republica, aliás todas elas têm que trabalhar de mãos dadas para o desenvolvimento do país! Porque o papel do governo é de executar, a assembleia elegi e ao mesmo tempo fiscaliza e a presidência é o mediador e o garante da estabilidade política do país!

Também quero compartilhar convosco aquilo que eu chamo do” erro na escolha do dirigente”

Desde a abertura da DEMOCRACIA na Guiné-Bissau, o povo guineense sempre comitê erro na escolha dos seus dirigentes

Nos atos eleitores, nunca somos capazes de escolher dirigentes que vai nos dirigir durante os anos que vai durar o seu mandato devido os seguintes fatores:

Começando na escolha de deputados, porque as vezes os candidatos a esses cargos não são do próprio círculo, não conhece o círculo isto é conhecer a realidade do círculo e suas necessidades e as vezes os eleitores terão oportunidades de conhecer esse candidato só no momento do escrutínio depois de tudo já mais aparecerá no círculo porque morram em outros círculos!

Outro erro na escolha do dirigente é que o eleitor nunca se preocupa com o programa do partido ou candidato e até ao ponto de analisar os discursos dos candidatos!

Ainda existe outro erro de escolha do dirigente este erro é que o leitor não importa com as pessoas que apresentam como candidatos nos partidos que vão votar, mas sim só importa com a cabeça da lista ou seja a quem vai se apresentar como primeiro ministro no caso do governo e aparência da pessoa que vai se candidatar a cargo do presidente da república

Esse fator também contribuiu muito no retrocesso da nossa triste “DEMOCRACIA”, esses erros podem ser também o fruto dos acontecimentos que o país viveu desde a chegada da democracia, que significa a vontade do povo, mas que os políticos do nosso país não sabem interpretar onde transformaram para ” contra vontade do povo/sacrificar o povo”

Para concluir, quero lançar um apelo a todos guineenses sem exceção de cor, raça ou religião e condições econômicas, de que é nós mesmo que vão resolver os problemas da Guiné-Bissau e não os estrangeiro temos que ter a coragem de dizer uns aos outros a verdade, mas na base do respeito e consideração! em particular a nossa camada juvenil porque somos os futuros dirigentes da nossa querida “mama guiné” que tenham a fé de que o país vai conseguir atingir o tão almejado harmonia, paz, segurança, justiça e desenvolvimento que os nossos pais e saudosos combatentes da liberdade da pátria decidiram dar suas vidas para que hoje possamos ter está chamada “independência”, aos políticos que saibam procurar o dicionário para interpretar a DEMOCRACIA e depois governar o país e o povo! aos classes castrenses que continue insetos como disse(Biaguê Na N`Tan, Chefe de Estado Maior General das Forças Armada guineense. Os militares vão continuar isentos e afastados da atual situação política do país, respeitando a Constituição da República).

 

Acarape -Ceará- Brasil, 10 de Agosto 2015

Samuel Adelino Ié, estudante de primeiro ano de Bacharelado em Humanidades na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia afro-brasileira(UNILAB).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

One Response to Opinião: Guiné-Bissau, um olhar histórico!

  1. Iliassa turé diz:

    Todas as crises q estamos a vivenciar tem haver com a falta de competencia dos nossos autores políticos, desde a independencia até agora, estamos num país onde a crupçao por exagero, neputismo e mais além…..
    Os nossos politicos nao tem interesse pela sociedade, portanto, defendem as suas proprias interesses pessoais….

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