Opinião: os guineenses e os seus políticos psicopatas e irresponsáveis

A Guiné-Bissau é um pequeno país situado na costa ocidental africana, conhecido pela sua rica diversidade cultural, pelas suas riquezas naturais, e por outro lado, pejorativamente pelos seus políticos despreparados e incompetentes que, a todo custo colocam seus interesses peculiares acima do interesse do seu sofrido povo. Esses “políticos”, a meu ver, não são nada mais e nada menos que simples bando de esquizofrênicos, pilantras, incompetentes e oportunistas; ao invés de se pautarem pelo bem do povo primam pela instabilidade política constante, que denigre a imagem do país no cenário internacional.

Por Deuinalom Fernando Cambanco* | stduiner10@hotmail.com

Passado um pouco mais de um ano de governação da tão louvada e reverenciada dupla que havia surgido para dar um “basta” no cenário de constante instabilidade política no país, ela nos presenteia com esta tamanha decepção. O povo guineense não esperava isso de vocês dois; estou claramente me referindo a vocês: suas excelências Presidente da Republica, José Mário Vaz e Primeiro Ministro Domingos Simões Pereira. Isso não foi o que prometeram ao povo guineense; muito pelo contrário – prometeram paz, tranqüilidade, estabilidade, justiça e diálogo constante entre outros valores que possam ser vitais para o tão almejado desenvolvimento do país.

Estão à frente do país hoje, não por serem seus melhores filhos tampouco os mais inteligentes entre todos nós guineenses, mas sim, pelo simples fato de que, em toda sociedade organizada, há que haver sempre representações, e a nossa não é diferente. Por outro lado, também porque todos nós não podemos sentar naquela única cadeira; e ainda pela tamanha confiança e esperança que o povo depositou em vossas excelências. Portanto, é chagado o momento de pararem com isso, de assumirem as vossas responsabilidades e, sobretudo, deixarem de lado as brigas e desavenças pessoais e trabalharem para o bem-estar do país e do povo.

Sua excelência senhor José Mário Vaz, Presidente da Republica eu não esperava isso do senhor; aliás, era a última coisa que esperava que o senhor fizesse nesse seu mandato, “derrubar o governo”. O senhor tem coragem de nos afrontar com essa idéia ou intenção imunda… (derrube de governo), depois de passadas algumas semanas do seu esperançoso discurso proferido na ANP, que revelava a não intenção do senhor em destituir o governo e, que, eram meras especulações? Sinceramente! Será que errei em fazer a minha escolha? Será que o senhor ainda tem esse pensamento do homem do passado? Será que o senhor vai mais uma vez adiar o nosso sonho? Será…?

Muito sinceramente, ainda estamos com a memória fresca de seus discursos promissores, quando da corrida eleitoral, discursos esses nos quais, o senhor fez muitas promessas, entre elas – a de não derrubar o governo principalmente, de se pautar sempre pelo diálogo, de procurar sempre vias legais para a resolução de qualquer crise que viesse a pôr em causa a paz e a estabilidade do país. Agora questiono: será que essa é uma via legal para ultrapassar essa crise? Será que essa sua prejudicial intenção vai dar credibilidade ao país no cenário internacional? Será que esse povo merece mais retrocessos do gênero? Por favor, meu caro presidente, volte atrás (desista) dessa idéia, pois nunca é tarde; derrubar ou destituir o governo não é e nunca será solução para esses dissensos – ainda mais nessas horas… É normal dissenso na política; o que não é normal é o que o senhor está pensando em fazer. Isto é, derrubar um governo democraticamente eleito.

O povo guineense já está farto e impaciente com toda essa história; não podemos passar toda a nossa vida vivendo de crises políticas, tal como aconteceu nos últimos anos, o que afetou a fase da juventude de muitos compatriotas. Nós da nova geração queremos viver uma vida digna, uma vida pacífica. Queremos crescer num clima de entendimento, fraternidade e de muitas glórias!

Em suma, dado o que foi relatado, gostaria de lembrar-vos que vossas senhorias são os principais responsáveis por futuras conseqüências que advirão dessas discórdias desnecessárias. Por outro lado, quero exortar-vos ainda a sentar e dialogar, a fim de procurarem saídas efetivas para tais discórdias, com respeito mútuo e união, para juntos proporcionarmos a este barco uma navegação correta e segura e o seu atracar num bom porto. Basta de instabilidade, basta de sofrimento e, basta de derrube de governo.

Viva Guiné-Bissau, Viva democracia, viva unidade nacional e viva nosso povo! Que o Senhor nos abençoe!

 

*Deuinalom Fernando Cambanco, Graduando em Ciências Humanas | Bahia (Brasil)

 

 

 

 

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