Opinião: Retrocesso o lema dos guineenses

Nos últimos dias o meu pais voltou a ser o epicentro da informação mais uma vez pelas divergências entre diferentes órgãos da soberania (presidente da Republica, Presidente da ANP, e o primeiro ministro).

por Aliu Soares CASSAMA | ascassama@gmail.com

A Guiné-Bissau é um dos países mais frágeis do mundo passou por frequentes convulsões políticas e repetidos choques económicos tornando difícil alcançar e sustentar resultados em matéria de desenvolvimento.

As eleições bem-sucedidas criaram condições para a recuperação económica. Prevê-se que o PIB tenha um crescimento de 4.5% em 2015. O meu pais encarna alguns dos desafios desenvolvimento mais difíceis do mundo, combinando uma pobreza extrema e crescente com fragilidade persistente, o rendimento nacional bruto per capita em 2014 foi estimado em cerca de 520 USD. A economia esta excessivamente dependente do caju enquanto o arroz e o combustível representam importações com mais peso.

Se a demissão do governo for uma realidade vai provocar o retrocesso importante nos progressos realizados de um ano para ca com vista na melhoria das políticas macroeconómicas e das suas perspectivas. Esta crise poderá afectar negativamente o desenvolvimento económico nomeadamente devido a redução do apoio dos doadores internacionais. Por essas razões não há nenhum estado que aguente as sucessivas tensões politicas se essas tendências se mantiver corremos o risco de ser um estado falhado e isolado pela comunidade internacional.

Bem haja a Guine-Bissau

Aliu Soares CASSAMA: Mestrando em Engenharia Financeira pelo Instituto Superior de Gestão do Senegal (ISM) e Licenciado em Gestão pela Universidade Autónoma de Lisboa

N.B.: Este artigo foi escrito antes da demisso do governo

 

 

 

 

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