Guiné-Bissau: Representantes da ONU e da UA reagem sobre a nova crise

  • Em 42 anos, independência devia significar “mais e melhor” – UA

Bissau (Lusa, 10 de Setembro de 2015) – O representante da União Africana (UA) na Guiné-Bissau, Ovídeo Pequeno, considerou ontem que os 42 anos de independência da Guiné-Bissau deviam ser sinónimo de um país melhor e mais desenvolvido.

“Ninguém gostaria de viver subjugado” e a independência “valerá sempre a pena” pela libertação, referiu o diplomata são-tomense à agência Lusa.

Hoje há “liberdade”, mas não é só por haver “um hino e uma bandeira” que se tem “tudo na mão. Valeu a pena, mas é preciso insistir sobre a necessidade de se fazer mais”, defendeu.

“A UA tem procurado fomentar o espaço de diálogo”, referiu Ovídio Pequeno, que considera que o “grande problema da Guiné-Bissau” é a “falta de diálogo”, tanto a “nível social” como entre “partidos políticos”.

 

  • Segundo Instabilidade crónica não pode ser “motivo para desânimo” – ONU  

A instabilidade política crónica que afeta a Guiné-Bissau desde a independência não pode ser “motivo para desânimo”, defendeu Miguel Trovoada, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para o país, com a missão de consolidar a paz.

“Todos os países no seu processo de desenvolvimento conheceram vicissitudes. A meu ver não deve haver motivo para desânimo, antes pelo contrário”, porque a cada passo deve haver experiência que se ganha para o futuro, frisou.

No processo de independência da Guiné-Bissau, a luta armada “teve uma importância fundamental”, mas “nem sempre quem faz a guerra está necessariamente preparado para gerir a paz”, refere Trovoada.

“O diálogo deve ser permanente. Não deve ser um expediente que se vai buscar em determinado momento. Deve fazer parte do ADN do exercício do poder político”, alerta o representante da ONU.

“Só assim é que se poderão estabelecer pontes que levem ao consenso e ao processo de desenvolvimento”, adiantou.

2 Responses to Guiné-Bissau: Representantes da ONU e da UA reagem sobre a nova crise

  1. A situação de crise política na Guiné Bissau ,desta vez foi originalmente pelo próprio presidente da República Jose Mario Vaz. Para quê de demitir o governo que foi leito pelo povo e que está a tentar fazer melhor para o país que todos os amigos de Guiné Bissau pretende seja melhor para todos os filhos da Guiné Bissau;incluindo os seus parceiros internacionais para o desenvolvimentos sustentável que todos queremos.Os Guineenses estão cansados de ter uma pessoa que interessa só por si próprio,ou que atrai os seus leitores pelo seu interesse pessoal.

  2. baçiro ture diz:

    São as ideias que-lhe dérão no seu omologo senegaleis

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