PAIGC acusa PR de ordenar uso da força contra manifestantes

Lusa (Bissau, 29 de maio de 2017) – O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo (PAIGC) acusou no sábado o Presidente José Mário Vaz de ter ordenado o “uso desenfreado de força e repressão” sobre os manifestantes que protestavam pacificamente em Bissau.

“Gorada a tentativa de impedir a realização da marcha, esgotados todos os argumentos legais e inconstitucionais para o efeito, José Mário Vaz ordenou ao seu Governo, a mobilização de uma carga mista, policial e militar, e o uso desenfreado da força e da repressão, tendo resultado no ferimento grave de várias dezenas de manifestantes e, ainda, a prisão de outros tantos”, afirmou o presidente do partido, Domingos Simões Pereira.

Domingos Simões Pereira falava aos jornalistas em conferência de imprensa ocorrida após os confrontos entre a polícia e os manifestantes que protestavam contra o Presidente guineense.

Entretanto, o presidente do Movimento de Cidadãos Inconformados com a situação política na Guiné-Bissau, Sana Canté, disse no sábado que os protestos vão persistir e pediu à comunidade internacional para não facilitar na resolução da crise.

“Vamos persistir. Eles não podem impedir as nossas manifestações porque o nosso Estado é soberano e ninguém pode impedir a nossa liberdade de expressão”, afirmou Sana Canté à agência Lusa.

Também, para ele, o “principal responsável pela crise está identificado [referindo-se ao Presidente José Mário Vaz] e a comunidade internacional não pode facilitar”.

Segundo Sana Canté, os ânimos na manifestação exaltaram-se porque a polícia espancou um grupo de jovens que tentou chegar ao edifício da UDIB, também junto à Presidência guineense.

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