CRISE POLÍTICA: “Estado de direito democrático está ameaçado” – líder do PAIGC

Bissau, 02 de Junho de 2017 (RFI) – O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, reiterou ontem, que “o Estado de direito democrático está ameaçado” na Guiné-Bissau e disse não ter dúvidas que a CEDEAO vai “exigir o cumprimento do acordo de Conacri” na reunião de 4 de junho em Monróvia, na Libéria.

As afirmações foram feitas na festa das crianças, filhas de funcionários do PAIGC, pela ocasião do 01 de junho, Dia Mundial da Criança.

“Espero que a CEDEAO mantenha a coerência da sua posição. Nós fazemos parte de organizações internacionais, sobretudo, com a intenção de reforçar as nossas instituições democráticas. O que está em causa é que o Estado de direito democrático está ameaçado e eu não tenho dúvidas que Monróvia irá confirmar aquilo que Abuja já havia feito que era chamar a atenção e exigir o cumprimento do acordo de Conacri, desta feita, responsabilizando aqueles que são reconhecidos como os principais obstáculos à implementação do acordo de Conacri”, referiu Domingos Simões Pereira.

Enquanto isso, o Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados da Guiné-Bissau acusa a polícia de ter infiltrado agentes na manifestação de 27 de maio e condenou as declarações do primeiro-ministro, Umaro Sissoko Embaló, que disse ter trazido de Israel gás lacrimogéneo para a polícia “se defender melhor”.

Lesmes Monteiro, porta-voz do movimento, disse à RFI que as declarações do primeiro-ministro são “inaceitáveis” num Estado de direito democrático.

O protesto foi marcado por confrontos, bastonadas e gás lacrimogéneo, tendo havido vários feridos: 20 manifestantes e sete polícias. Os jovens dizem ter provas que foi um agente infiltrado que incendiou o pneu que foi atirado contra o cordão de segurança policial.

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