‘Manecas’ dos Santos libertado

  • Libertação de ‘Manecas’ dos Santos confirma que não há razões para ser detido – PAIGC

LUSA & ANG (Bissau, 20 de Junho de 2017) – O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse hoje que a libertação de ‘Manecas’ dos Santos confirma que não há nenhuma substância para a sua detenção.

A libertação de ‘Manecas’ dos Santos confirma que “não há nenhuma substância por detrás da sua detenção, mas apenas uma intenção deliberada de humilhar e portanto usasse a força do Estado para humilhar e para pôr em causa os estatutos”, afirmou aos jornalistas Domingos Simões Pereira.

Segundo o antigo primeiro-ministro guineense, o Ministério Público “não apresentou nada de novo em relação à última audição”.

“Há uma determinação no sentido de humilhar, essa ordem foi dada, foi expressa, e para mostrar serviço era preciso isso”, disse.

“Manecas” dos Santos foi detido segunda-feira em Bissau pela Polícia Judiciária (PJ) na clínica onde se encontrava internado.

Hoje, foi ouvido pelo Ministério Público, tendo acabado por sair em liberdade com termo de identidade e residência.

Segundo o advogado do comandante, Carlos Pinto Correia, “Manecas” dos Santos foi ouvido no âmbito de um novo processo por suspeita de simulação de crime com base na entrevista que deu ao Jornal de Notícias.

O veterano da luta armada pela independência da Guiné-Bissau tinha sido ouvido, há cerca de um mês, pelo Ministério Público, na capital guineense, para esclarecer as suas declarações sobre a iminência de um golpe de Estado no país.

Na ocasião, acompanhado do advogado e de alguns militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), “Manecas” dos Santos disse ter reafirmado perante os magistrados o que é “apenas uma opinião”.

MSE // ANP

Coronel Manuel dos Santos (Manecas) | Foto: Ditadura do Consenso

Coronel Manuel dos Santos (Manecas) | Foto: Ditadura do Consenso

  • PAIGC tinha condenado a  detenção de Manuel dos Santos

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou com veemência a detenção de Manuel dos Santos e considera de humilhante e vergonhoso o comportimento do actual regime que pretende governar  a Guiné-Bissau na base de uma ditadura, quando esgrime a sua fúria em direcção a quem merece respeito e consideração.

Em comunicado à imprensa à que Agência de Notiícias da Guiné teve hoje acesso, o Secretariado Nacional do PAIGC alega que Manuel dos Santos não cometeu nenhum crime de lesa pátria, apenas, como cidadão, expressou numa entrevista o seu ponto de vista pessoal sobre a actual situação política  que o pais enfrenta e que segundo ele, “o país está na eminência de um  golpe de Estado  se a situação prevalecer”.

No documento assinado pelo Secretário Nacional do PAIGC, Aly  Hijazi  o Presidente da República é acusado de estar por trás da acção do Ministério Público.

Porque, segundo a nota, após o seu regresso  da cimeira da Comunidade Económica dos Estados África Ocidental  (CEDEAO) de Monróvia e da pressão do Conselho de Segurança,  “sentindo que não tinha mais espaço para continuar a manobrar, o chefe de Estado instruiu o Procurador-geral  para acusar imediatamente alguns processos cujos supostos “suspeitos” já estavam bem referenciados ou seja todos os que tinham ligação directas e de responsabilidade no PAIGC”.

O comunicado dos libertadores informa que na sequência desta instrução o Ministério Publico acusou provisoriamente na semana passada os processos de João Bernardo Vieira e de Ildefonso de Barros, sendo que o mesmo tentou várias vezes investigar sem sucesso os processos e até foram substituídos  procuradores, sem que nenhum conseguisse ao menos formular acusação que pudesse fazer avançar os mesmos para os tribunais.

O PAIGC denuncia alegada existência de fortes pressões neste momento da parte do Presidente da República para que ex-ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins seja igualmente acusado pelo Ministério Publico.

Por isso, o PAIGC condena “este plano maquiavélico, ilegal e abusivo que visa amordaçar a verdade e os mais elementos direitos fundamentais do cidadão em nome de interesses obscuros e mesquinhos que estão sendo levados a cabo pelo Presidente da República”.

Neste sentido o partido alerta a comunidade internacional para os perigos desta “deriva ditatorial” que roça a ignorância, vingança e a barbárie numa lógica as origens com o advento da sua primeira convenção nacional.

O PAIGC alerta os seus dirigentes e militantes para com estas manobras previamente desenhada pelos seus adversários que visam fragilizar a direcção e criar uma clivagem com os militantes daquele partido na lógica de dividir para melhor reinar.

ANG/LPG/ÂC/SG

 

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