Partidos guineenses querem governo tecnocrata e apartidário

RFI & VOA (Bissau, 12 de julho de 2017) – O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) analisou ontem a crise política na Guiné-Bissau, na presença do primeiro ministro, Umaro Sissoco Embaló.

No mesmo dia, cindo partidos extra-parlamentares, a saber: a Aliança Socialista Guineense (ASG), o Movimento Democrático Guineense (MDG), Partido Social Democrata (PSD), Partido para a Liberdade, Organização e Progresso (PALOP) e Partido dos Trabalhadores (PT), apresentaram uma proposta para saída da crise e a formação de um Governo reconhecido por José Mário Vaz e pelos assinantes do Acordo de Conacri.

Este grupo de partidos pede a demissão do Governo e a nomeação de um outro de caráter tecnocrata, sem filiação partidária, que tenha como missão a promoção de reformas na função pública, ao nível do quadro legal da República e, ainda, a organização das proximas eleições legislativas.

Entretanto, fontes admitem que o Presidente guineense pode nomear um novo Governo.

Ele tem mantido encontros separados nos últimos dias com alguns atores políticos, o que tem alimentado alguma especulação sobre a sua hipotética intenção de demitir o atual Governo e lançar bases para a formação de um novo Executivo.

Para já, analistas dizem que os encontros de José Mário Vaz com o presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, e o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, expressam algum significado no atual cenário politico.

Também, uma fonte partidária que pediu anonimato, disse à VOA, que o PR está “a tentar criar condições políticas para relançar o diálogo, visando o cumprimento do Acordo de Conacri”.

A mesma fonte indicou que o Chefe de Estado guineense quis e vai ainda aproveitar estes encontros para desanuviar a tensão nas relações institucionais com aqueles políticos do PAIGC, o que “representa algo de positivo na atual crise”, segundo o jurista guineense, Luís Peti.

A outro nível, um grupo de partidos políticos extraparlamentares apresentou uma proposta para a saída da crise que passaria pela formação de um Governo com pendor técnico, mantendo o Parlamento em funcionamento.

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