Polícia volta a proibir manifestação de guineenses “inconformados”

Lusa & ANG (Bissau, 17 de Julho de 2017) – A polícia voltou no sábado a impedir a manifestação do movimento de cidadãos inconformados com a crise política e dispersou os jovens à força, disse à Lusa um porta-voz do movimento.

Sumaíla Djaló disse que a polícia mandou dispersar os jovens que se preparavam para iniciar uma manifestação pacífica em Bissau, alegando que o protesto não tinha sido autorizado pelo Ministério do Interior.

Este jovem ativista lembrou que, tal como a 08 deste mês, a polícia voltou este sábado a impedir mais uma manifestação dos jovens dos inconformados, proibindo qualquer iniciativa destes nesse sentido.

Seguindo em carrinhas, os jovens deixaram o largo da rotunda do aeroporto para a Casa dos Direitos, onde realizaram uma manifestação simbólica.

Sumaila Djaló disse que este gesto simboliza “a mordaça e terror que o atual regime pretende impor” ao país.

A Casa dos Direitos seria pouco depois cercada por um cordão policial durante o tempo que os jovens permaneceram alinhados na varanda do estabelecimento. Isso levou o líder da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, a telefonar ao secretário de Estado da Ordem Pública, Francisco Djata, a quem apresentou um “protesto e repúdio” pelo “inédito de cercar a sede de uma organização de direitos humanos “com forças de segurança.

Entretanto, o Partido Democrático para o Desenvolvimento (PDD) repudia com veemência a atitude do Ministério do Interior de proibir, no sábado passado, a manifestação do Movimento de Cidadãos Conscientes e inconformados (MCCI).

Em comunicado a imprensa à que a ANG teve hoje acesso, a comissão política nacional desta formação política refere que a manifestação é um direito fundamental dos cidadãos que se exerce sem necessidade de qualquer autorização do governo ou de outras autoridades públicas.

“Por esta razão a sua proibição por motivos de segurança deve ser demonstrada e fundamentada, facto que não aconteceu”, observa o PDD, acrescentando que, por isso, não restam dúvidas de que se trata de uma medida “abusiva e tirânica” mesmo, do Ministério de Interior, “tipico do Estado ditatorial e de pessoas que não sabem os fins do exercício do poder”.

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