Trabalhadores do Porto de Bissau contra privatização

RFI (Bissau, 24 de Julho de 2017) – O Sindicato dos Trabalhadores do Porto de Bissau opõem-se à privatização desta infrastrutura anunciada em meados de julho pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Fidélis Forbs que, na altura, referiu que uma empresa francesa e outra filipina estavam interessadas, tendo garantido que a empresa escolhida deveria pagar a dívida de 5,9 milhões de euros à portuguesa Tertir que geriu o porto entre 1992 e 1999.

Ivo Cá, presidente do sindicato da APGB ameaça tirar os trabalhadores à rua se o Governo insistir na ideia e pede ao Presidente José Mário Vaz para que trave a iniciativa.

A intenção de ceder a gestão e exploração do principal porto comercial da Guiné-Bissau a um investidor que tenha capital para requalificar a infra-estrutura já é antiga, mas com o relançar do processo feito pelo actual Governo, os ânimos exaltaram-se entre o executivo e os trabalhadores.

O governo, representado no processo pelo ministério dos Transportes, diz que o porto tem que ser entregue a um gestor privado, que tenha capital e conhecimentos de gestão que possa operar uma série de mudanças na infra-estrutura, desde logo um investimento robusto de dinheiro para dragagem e sinalização dos canais de navegação para barcos e navios de grande calado.

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