Empresa da Guiné-Bissau pede desculpa aos consumidores por falta de fornecimento de água e luz

Bissau, 24 de Abril de 2018 (Lusa & RFI) – O diretor-geral da empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) pediu hoje desculpa aos consumidores pelos transtornos causados pela falta de fornecimento de energia nos últimos dias.

“Em nome da EAGB e em meu nome próprio queria pedir desculpas aos nossos clientes pelos transtornos causados pela EAGB em termos de fornecimento de energia nos últimos dias”, afirmou René Barros, diretor-geral da empresa. 

René de Barros, que falava à imprensa durante um encontro com o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, para tentar ultrapassar o problema, explicou que situação “é difícil”.

Entretanto, um coletivo de consumidores, agastado com a situação, foi ontem pedir explicações à empresa. O mesmo grupo pretende avistar-se ainda com o ministro cessante da energia.

Segundo Helena Neves Abrahmson, líder do grupo de consumidores descontentes com a EAGB, a Empresa de eletricidade e águas da Guiné-Bissau vive uma situação estrutural.

Esta responsável do coletivo de consumidores alega que esta deslocação na segunda, 23 de abril, à EAGB visou conhecer as razões do fornecimento da água e da energia elétrica estar suspenso há já três dias.

Tanto mais que grande parte dos utentes dispõem de um serviço pré-pago, que não está por isso a ser cumprido pela empresa.

Os consumidores revoltados com a situação pretendem pedir explicações ao ministro cessante da energia, Florentino Pereira, hoje, terça-feira, 24 de abril.

Ontem, o primeiro-ministro, Aristides Gomes, defendeu que só se vai debruçar sobre a crise energética em Bissau depois de formar o seu Governo, cujas negociações decorrem desde sexta-feira.

Aristides Gomes, que esteve ontem reunido com o Presidente José Mário Vaz, no âmbito das consultas para formar o Governo, disse compreender que exista uma crise energética em Bissau, que está às escuras desde quinta-feira, mas afirmou que o país tem “muitas dificuldades”.

“Há muita coisa em que o país está em dificuldades, mas vamos fazer tudo para começar a atacar estes problemas, sem Governo não se pode fazer nada”, referiu ele, que lidera as negociações entre os cinco partidos representados no Parlamento para formação do executivo.

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