Eleições estão a ser preparadas, mas ainda sem apoios da comunidade internacional – PM guineense

Aristides Gomes, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau

Bissau, 22 de Maio de 2018 (Lusa & RFI) – O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, afirmou hoje que as eleições legislativas, previstas para 18 de novembro, estão a ser preparadas com alguma dificuldade, porque ainda não há apoios da comunidade internacional, parceiro na organização do processo.

“Neste momento, nós demos uma participação financeira que vai ser gerida pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), os outros parceiros da cooperação internacional comprometeram-se, mas até agora não há desembolso da parte internacional, só da nossa parte. Nós contribuímos com um montante de mais ou menos de dois milhões de euros e temos feito reuniões com os doadores e temos discutido de tudo em relação ao processo de organização das eleições”, disse Aristides Gomes.

Mas lamentou que até ao momento, apenas o Governo guineense tenha avançado com a verba de 2 dos 7 milhões de euros previstos para custear o pleito.

Os parceiros internacionais prometeram apoios, mas até a data nada disponibilizaram, ainda que haja da parte guineense a esperança que os apoios hão-de chegar.

Segundo o primeiro-ministro guineense, que falava durante uma entrevista conjunta à Lusa, RTP e RDP, as eleições estão a ser preparadas como “habitualmente”.

Aristides Gomes salientou que “há dificuldades”, não só pela ausência de um “desembolso da parte internacional”, mas também relacionadas com os dispositivos para a realização do recenseamento biométrico.

“O material que utilizamos em 2014 não está 100% operacional, temos de comprar mais ‘kits’, dispositivo biométrico para a realização do recenseamento, estamos a trabalhar nestas condições, mas de maneira muito afincada, de manhã, à tarde e à noite, para que possamos respeitar o prazo que foi estabelecido”, disse.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau também iniciou uma viagem por seis países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para trocar pontos de vista sobre a situação no país.

“É uma viagem mais para a zona da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental) que tem acompanhada a Guiné-Bissau nestes anos todos de crise, particularmente desde 2012. É normal que haja trocas de reflexões e pontos de vistas entre os nossos países no âmbito desse acompanhamento da CEDEAO”, disse o primeiro-ministro guineense.

Aristides Gomes vai deslocar-se à Guiné-Conacri, Senegal, Costa do Marfim, Nigéria, Gana e Togo.

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