Recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau deve começar em julho – CNE

Guiné-Bissau: Eleições | 2014 Arquivo

Bissau, 22 de Maio de 2018 (Lusa) – O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, José Pedro Sambú, afirmou hoje que o recenseamento eleitoral para as legislativas de novembro vai começar em julho e que o número de eleitores poderá chegar a um milhão.

“A previsão é iniciar o recenseamento a partir do mês de julho. No último recenseamento eleitoral, realizado em 2014, tivemos 775.805 eleitores e a estimativa que se fez é no sentido de atingirmos um milhão de eleitores”, afirmou esse juiz conselheiro, nomeado em abril presidente da Comissão Nacional de Eleições. 

O presidente esclareceu que a previsão é terminar o recenseamento no final de agosto.

“Vamos fazer questão de abreviar ou encurtar os prazos, porque em termos legais o período seria de 90 dias, mas por falta de tempo vamos encurtar o prazo”, disse, salientando que em setembro serão apresentadas as reclamações e só depois as candidaturas.

Segundo José Pedro Sambú, a CNE está, neste momento, a preparar a validação da cartografia eleitoral, salientando que o novo mapa cartográfico deverá ser aprovado até junho.

Secretário de Estado das Comunidades quer mais guineenses na diáspora a votar

O secretário de Estado das Comunidades da Guiné-Bissau, Queba Banjai, disse hoje que quer mais guineenses na diáspora a votar nas eleições legislativas de 2018, porque há cada vez mais cidadãos emigrados.

“No nosso entender, seria uma oportunidade perdida de o Governo não contemplar a maioria dos guineenses que vive na diáspora”, afirmou o secretário de Estado, salientando que há cada vez mais guineenses a viver fora do país.

Na Guiné-Bissau, as eleições legislativas elegem deputados pelo círculo de África e círculo da Europa, mas não estão incluídos todos os países.

No círculo de África, só podem votar os guineenses que residirem no Senegal, Gâmbia, Cabo Verde e Guiné-Conacri, enquanto no círculo da Europa há a possibilidade de voto para os guineenses que vivem em Portugal, Espanha e França.

Partidos políticos guineenses já se preparam para legislativas de novembro

Entretanto, a seis meses das eleições legislativas na Guiné-Bissau, os partidos políticos começam a preparar-se para o embate com inaugurações de sedes e entradas de novos militantes, enquanto novas formações políticas são reconhecidas pelo Supremo Tribunal de Justiça.

De regresso à política depois de vários anos de ausência, o Partido de Unidade Nacional (PUN), de Idrissa Djaló, inaugurou recentemente a sua sede em Bissau para o assinalar. “Tínhamos suspenso a nossa participação na vida política ativa em 2006 e a partir de 2015 de forma não oficial e regressamos ao combate enquanto cidadãos, estamos a colocar a primeira pedra no regresso à vida política ativa do PUN”, disse Idrissa Djaló.

No próximo mês, o PUN vai organizar seu congresso para legitimar a direção do partido e começar a preparar as legislativas de 18 de novembro.

A Associação do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) também se prepara para o seu congresso, a realizar entre sexta-feira e domingo, mas antes, realizou uma cerimónia para marcar a entrada de novos militantes para o partido.

“O nosso partido tem uma idade muito pequenina, tem 3 anos, vai fazer 4, mas temos estado a trabalhar junto do nosso povo e em todas as camadas para demonstrar o nosso projeto e tentar angariar o máximo possível de militantes de vários quadrantes”, afirmou o vice-presidente da APU-PDGB, Armando Mango.

A APU-PDGB foi criada por Nuno Nabian, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2014, ganhas pelo atual Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.

“O partido tem estado a crescer e muito em termos de se instalar no país e conquistar muitos militantes”, salientou o advogado Armando Mango.

O Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau reconheceu também um novo partido, o Movimento Guineense para o Desenvolvimento (MGD), que se junta a mais de 30 existentes no país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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