Governo guineense nomeia novos governadores regionais

Bissau, 06 Junho de 2018 (ANGOP) – O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau anunciou hoje que aprovou na terça-feira a nomeação dos novos governadores regionais do país, bem como do presidente da Câmara Municipal de Bissau.

Segundo o comunicado à imprensa hoje divulgado, o Conselho de Ministros nomeou oito novos governadores para todas as regiões do país. 

“Em consequência destas nomeações, é dada por finda a comissão de serviço nos mesmos cargos dos anteriores titulares, ficando a ministra da Administração Territorial mandatada para proceder com a maior celeridade possível à nomeação dos administradores sectoriais”, refere o comunicado.

A nomeação dos novos administradores regionais provocou divergências entre os dois maiores partidos do país, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido de Renovação Social (PRS).

Na segunda-feira, o PRS aceitou que a ministra da Administração Territorial do país exerça as suas competências “como entender” e que cada partido nomeie nas áreas das suas tutelas.

“O PRS, como partido responsável, tal como procedera para desbloquear a nomeação do primeiro-ministro, aceitando escolher este, de entre os dirigentes do PAIGC, aceita que a ministra da Administração Territorial exerça as suas competências como entender, e que cada partido proceda às nomeações nas áreas sob sua tutela”, referiu, em conferência de imprensa, o porta-voz do PRS, Vítor Pereira.

Na sequência da tomada de posse do novo Governo em Abril, a ministra da Administração Territorial demitiu os governadores de Gabu e Biombo, que o PRS considera ter sido um ato ilegal porque violou o Acordo de Conacri e também por a decisão ter sido tomada sem mandato do Conselho de Ministros e autorização do chefe de Governo.

One Response to Governo guineense nomeia novos governadores regionais

  1. Otílio Camacho diz:

    O grande problema que existe na Guiné-Bissau, é que ninguém sabe quais os deveres e obrigações que acarreta cada cargo, onde começa e onde acaba. Essa falta de conhecimento, tem feito com que todos se metam onde não devem. Ou seja, não percebem patavina do que estão por aí a fazer.
    Quando se nomeia um ministro para uma determinada área, já o chefe do governo transmitiu ao ministro o que se pretende fazer. Seguindo as directrizes do PM, o ministro juntamente com a sua equipa técnica,elabora um plano de ação com objectivos e metas a cumprir. É o ministro que gere tudo. O ministro não precisa de pedir autorização a ninguém das decisões que toma. Nas reuniões de trabalho com o PM, o ministro faz um balanço de tudo o que foi feito e se pretende fazer, disponibilizando-se a responder a todas as perguntas feitas pelo seu superior. É nestas reuniões que o PM pode ou não exigir correções por forma a melhorar, ou demitir o ministro se achar que este não está a corresponder ás expectativas.

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