ONU/SRSG: “Apoios às legislativas guineenses garantidos se a data for mantida”, diz ONU

José Viegas Filho, representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau

Bissau, 23 de Junho de 2018 (LUSA/DW/ RTP) –  O novo representante da ONU em Bissau afirmou que a comunidade internacional pode aumentar os apoios financeiros para a realização das legislativas se a data do escrutínio for mantida a 18 de novembro.

O novo representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, o brasileiro José Viegas Filho, anunciou este sábado (23.06) a mobilização internacional para apoiar financeiramente as eleições legislativas, previstas para 18 de novembro, caso seja mantida a data da votação. 

“Quando ganharmos suficiente demonstração de firmeza por parte dos partidos políticos, por parte das instituições deste país, o dinheiro certamente chegará para que nós tenhamos as eleições realizadas”, defendeu Viegas Filho, que disse sentir “uma conjuntura favorável” em relação ao país.

José Viegas Filho observou que “o problema do momento” são os equipamentos de registo de eleitores para os quais, disse, já existem contribuições da ONU, de países e de instituições internacionais. O diplomata afirmou ter confiança de que se for necessário, os apoios serão aumentados nesse sentido.

O representante sublinhou igualmente ser “urgente encaminhar” o processo eleitoral e ainda uma demonstração de determinação das autoridades guineenses, da própria ONU e da comunidade internacional na vontade de realização de eleições legislativas na data prevista.

Por outro lado, o brasileiro José Viegas Filho, defendeu que na Guiné-Bissau há condições favoráveis para o combate ao tráfico de droga.

O diplomata da ONU, que está na Guiné-Bissau há menos de um mês, salientou que o tráfico de droga “é um problema mundial, extremamente difícil” de combater, mas que no caso guineense talvez haja esperança.

“Eu acredito que o facto de a Guiné-Bissau ser um país relativamente pequeno, uma população relativamente pequena e ser um país de trânsito, muito mais do que um país do consumo, possam existir mais condições favoráveis para um efetivo combate ao tráfico”, considerou Viegas Filho, que ainda não se reuniu com o representante da agência da ONU para a Droga e o Crime Organizado (ONUDC) para o país.

Mas, das descrições telefónicas que tem recebido do encarregado da ONUDC para Guiné-Bissau, mas residente no Senegal, há esforços a serem feitos, notou Viegas Filho.

Para já, o novo representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau salientou que o combate à droga requer a cooperação de diferentes instituições com as quais disse também contar para a manutenção da estabilidade política, dar segurança às eleições e promover o desenvolvimento económico, que aponta como outra preocupação imediata do país africano.

Ainda em relação ao futuro da Guiné-Bissau, José Viegas Filho considerou como fundamental o estabelecimento de um Pacto de Estabilidade, em análise entre os partidos políticos, lembrando que é uma das orientações da própria comunidade internacional no âmbito do Acordo de Conacri, instrumento político orientador para a retoma da estabilidade governativa no país.

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