O relatório anual da Agência Internacional de Controlo de Drogas da ONU : os casos dos países da África Lusófona

Entrada da cocaína da América do Sul

Praia (Rádio Comercial, 6 de Março de 2013) –  A África Ocidental, nos últimos dez anos, tem sido a porta de entrada da cocaína da América do Sul com destino à Europa, mas desde 2007 o seu peso tem vindo a diminuir até porque o trágico de droga continua a usar o circuito de contentores, a partir do Brasil.

O relatório anual da Agência Internacional de Controlo de Drogas da ONU, aponta que Cabo Verde actualizou o seu programa nacional de fiscalização de drogas em 2012.

Em 2011, Cabo Verde apreendeu 2,6 toneladas de canábis e também registou o consumo de estimulante do tipo anfetaminas no país. Em Outubro do mesmo ano, ocorreu uma apreensão, sem precedentes, de 1,5 toneladas de cocaína no país.

O relatório da ONU menciona contornos de transacções ilícitas em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau e lança um alerta para abuso de medicamentos e farmacêuticos como tranquilizantes e estimulantes.

Um relatório das Nações Unidas aponta para 14 grandes apreensões de cocaína na África Ocidental. Quase metade da droga estava escondida em contentores, transportados pelo mar, provenientes do Brasil.

O estudo da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, Jife, em 2012, aponta que parte da cocaína é traficada da região Ocidental para a África Austral de forma directa ou através de Angola e da Namíbia.

O documento revela receios da interrupção da implementação de programas de combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau e no Mali, na sequência de golpes de Estado ocorridos nos dois países no início do ano passado.

A Jife também ressalta o que chamou de abuso de medicamentos e farmacêuticos como tranquilizantes e estimulantes. Na Europa, uma nova substância é descoberta semanalmente. A compra é facilmente realizada pela internet, e o número de sites que vendem psicoativos mais que quadruplicou em dois anos na União Europeia.

Em entrevista à Rádio ONU, da Costa Rica, o especialista da Agência Mundial Antidoping, Wada, no Brasil, Eduardo de Rose, destacou a necessidade de controlo de vendas pela internet por parte de corporações policiais e Ministérios de Saúde.

“O risco é de saúde pública. Deve haver um controle pelo Estado da venda desse tipo de substância para a população. A venda pela internet é de área internacional, ilegal. Como pessoa física ou instituições de Direito não-governamental é muito difícil fazer o controlo desse tipo de venda, que às vezes também entra numa área de drogas sociais proibidas”, disse.

De acordo com a Jife, os países precisam de uma ação coordenada para impedir a produção, uso, e tráfico dessas substâncias.

O relatório das Nações Unidas, divulgado nesta terça-feira, na capital austríaca, Viena, faz menção à apreensão de 12 carregamentos de cocaína no

A droga também é frequentemente intercetada em rotas que envolvem a Etiópia, o Quénia, o Uganda e a Tanzânia.

O estudo aponta  “uma verdadeira ameaça à saúdes públicas chamadas” devido a “drogas legais” ou “designer drugs”.

De acordo com o mundo sofre com a proliferação de substância psicoativas, que tem levado a um aumento do número de ocorrências em emergências hospitalares e outros centros de tratamento.

De acordo com o relatório, em alguns países pesquisados, mais de 6% de alunos do segundo grau já tomaram tranquilizantes. Para a Jife é preciso agir preparando pessoal da área médica e informando a população sobre os perigos deste tipo de droga.

E os riscos são variados como doenças como HIV, hepatite B e C no caso de uso de drogas injetáveis.

O chefe da Jife, Raymond Yans, disse tratar-se de  um problema global, e que deve ser combatido de forma partilhada pela comunidade internacional.Segundo ele, é hora de agir em todos os níveis incluindo o comunitário para reduzir o sofrimento de todos.


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