Intervenção: A Situação Político-Militar Na Guiné-Bissau

Por DOUTOR FRANCISCO JOSÉ FADUL*

Texto produzido a convite da APISI –Associação Portuguesa para a Integração Social dos Imigrantes – e enviado ao cuidado do Presidente da mesma, Senhor Dr. Arlindo Ferreira, com vista à Conferencia a ter lugar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa a 11.MAI.2012, Sexta-feira, pelas 15h00.

DR. FRANCISCO JOSÉ FADUL

DR. FRANCISCO JOSÉ FADUL

“O mal não está na revolução, mas no mau exercício do poder, afastando o Estado dos seus fins de juridicidade e de salvaguarda da segurança e do bem estar dos cidadãos. Se a revolução instalar o respeito pelos valores éticos, filosóficos e políticos universalmente aceites pela Comunidade Internacional, bem como o equilíbrio político-institucional, estou certo de que a mudança qualitativa para a vida das pessoas estará objectivamente patente e não poderá ser sonegada, nem distorcida, nem ignorada”.

 

SENHORES CONFERENCISTAS,

SENHORAS E SENHORES,

Começo por exprimir o meu agradecimento a todas as personalidades presentes ao acto, que assim demonstram o seu interesse e preocupação para com o meu país, subtraindo aos seus muitos afazeres o tempo necessário para aqui vir contribuir para a análise do golpe de Estado de 12 de Abril na Guiné-Bissau.

Quero também pedir antecipadamente a compreensão desta augusta conferência para o facto de, durante a minha explanação, ter de dar voz não apenas ao político, ao politólogo, ao jurista e ao socio-economista, mas igualmente ao ser humano barbaramente torturado e espancado por agentes do Estado da Guiné-Bissau, ao serviço não da pessoa jurídica Estado, mas de mandantes criminosos instalados nos órgãos executivos deste, nos quais se configuraram como associação criminosa.

Tenho acompanhado de longe, mas com atenção, o processo iniciado a 12 de Abril último pelas Forças Armadas do meu país, com a destituição do Presidente da República interino e do Primeiro Ministro.

Ao observador atento e isento do processo político guineense, de há muito se esboçava a possibilidade de uma erupção de força, em contraposição ao totalitarismo sofisticado que ganhava forros de cidade e sujeitava as consciências e a imprensa a uma pressão excepcional, marcada pela repressão e intimidação de órgãos de comunicação, ameaçados estes de encerramento pelo executivo do Estado, por veicularem as informações que detinham sobre a situação vertente no país, enquanto os opinion makers eram oprimidos por via de espancamentos e assaltos perpetrados com o aparato de verdadeiros ataques militares, porém a famílias indefesas, sem esquecer as perseguições de deputados pelas ruas da capital, de armas em punho.

Quero felicitar com veemência as Forças Armadas nacionais, pela coragem, pelo patriotismo, pela cidadania e pelo desapego ao poder: pela coragem, por terem sabido assumir as suas obrigações de forças de defesa nacional; pelo patriotismo, por terem sabido colocar a soberania e a independência da pátria acima das suas razões pessoais de sobrevivência física; pela cidadania, por terem sabido exercer os seus deveres de salvaguarda do Estado de Direito democrático; pelo desapego ao poder, por terem sabido autolimitar-se, acautelando a entrega do poder aos civis organizados em partidos políticos legais, mediante o convite a estes para as necessárias negociações.

Efectivamente, era irreversível o curso da história, que inexoravelmente desembocou no levantamento militar do 12 de Abril.

A 01 e 02 de Março de 2009, um grupo constituído em associação criminosa assaltou o poder no nosso país, através de um sangrento golpe de Estado não assumido e que foi consumado assassinando o Chefe do Estado Maior General, o General Tagmé na Waié e o Presidente da República eleito democraticamente, João Bernardo Vieira; espancando e/ou perseguindo três antigos Primeiros Ministros e um advogado; e continuando a assassinar Deputados e manifestantes pacíficos e ordeiros, que mais não faziam do que exercer a sua cidadania democraticamente, ao abrigo da Constituição.

A corrupção, o totalitarismo, a opressão, a repressão, a prevaricação, o terrorismo de Estado cresceram rapidamente, à mesma medida que as violações da Constituição da República e das leis se tornavam o padrão do exercício de funções públicas.

A própria soberania e a independência nacionais foram postas em causa em moldes que configuram o crime de traição à pátria, conceito este que não nasceu na Guiné-Bissau e que aprendemos com a história mundial.

Na verdade, um aparentemente simples acordo de cooperação técnico-militar entre a Guiné-Bissau e Angola, visando o apoio deste país irmão à reforma das forças de defesa e segurança do primeiro, derivou perigosa e provocatoriamente para um rápido aumento dos efectivos militares deste, acompanhado do recrudescimento do armamento dos mesmos efectivos, que passaram a contar até com tanques blindados e com helicópteros de guerra, superiorizando-se de forma ostensiva, desnecessária e humilhante em relação às forças armadas nacionais da Guiné-Bissau, dentro da capital e sede do poder político deste país.

Para quê tantos soldados e tanto equipamento militar de guerra? Para traçar no papel projectos de programas de reforma dos militares e polícias guineenses? Se não é duvidoso, é pelo menos ridículo, mas seguramente comprometedor da soberania e da independência do Estado da Guiné-Bissau, tornado vulnerável e perfeito refém dentro do seu próprio território.

Agradeço pois, do mais profundo do meu coração e da minha alma, em nome pessoal, em nome da minha família (de que estou afastado há três anos, sem contar o falecimento da minha mãe ao tomar conhecimento dos crimes que cometeram contra mim), e em nome ainda de todas as vítimas desse período fatídico da nossa História recente, o acto e o processo desencadeados a 12 de Abril do corrente ano!

Eu próprio sou a prova viva – sobrevivi somente com a graça de Deus! – do espírito tenebroso dos que acabam de ser afastados compulsivamente das instâncias do poder público que ocupavam: tenho marcas por todo o meu corpo, desde baionetadas a coronhadas, com a consequência de costelas e dedo partidos, de lesões dentárias graves, de problemas do foro da medicina interna, da ortopedia, da cirurgia vascular, da cirurgia plástica, entre outros, de que felizmente e graças a Deus – que me permitiu chegar com vida aos bons cuidados de clínicos portugueses – estou só agora praticamente restabelecido, três anos mais tarde.

Quero também exortar as Forças Armadas nacionais da Guiné-Bissau a compreender a postura da Comunidade Internacional, ao assumir um papel desencorajador da violência nos cenários políticos.

É preciso compreender isso e não ficar magoado. Tanto mais que a História Política da humanidade, que a Comunidade Internacional conhece perfeitamente, está marcada por actos e situações revolucionárias que tiveram a intenção de melhorar os direitos e a vida das pessoas face a poderes políticos totalitários instalados:

1. Se hoje se fala e cultiva a democracia, é na sequência histórica da Revolução Francesa de 1789, da Revolução Americana de há dois séculos, do Bill os Rights da Inglaterra, entre outros actos revolucionários honestos;

2. Se nasceu um Estado hoje chamado Portugal, foi na sequência dum acto revolucionário patriótico de Afonso Henriques, em 1140, legitimado em 1143 pela Santa Sé;

3. A República nasceu em Portugal, tal como noutros países, a partir de actos revolucionários;

4. A democracia foi implantada em Portugal a partir da Revolução dos Cravos, de 1974;

5. Os países lusófonos ascenderam à independência, todos, a partir de processos revolucionários.

O mal não está na revolução, mas no mau exercício do poder, afastando o Estado dos seus fins de juridicidade e de salvaguarda da segurança e do bem estar dos cidadãos. Se a revolução instalar o respeito pelos valores éticos, filosóficos e políticos universalmente aceites pela Comunidade Internacional, bem como o equilíbrio político-institucional, estou certo de que a mudança qualitativa para a vida das pessoas estará objectivamente patente e não poderá ser sonegada, nem distorcida, nem ignorada.

Há três anos, quando aqueles que agora caíram se multiplicaram em graves crimes contra a democracia e os direitos humanos, eliminando fisicamente um Chefe de Estado e outras altas figuras do Estado, agindo mascarados, como criminosos, sem coragem nem dignidade nem decência de assumir publicamente os seus actos, ninguém na Comunidade Internacional fez grandes exigências!… Pelo contrário, até chegou a dizer-se que “QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO”.

Também, os agora destituídos rejeitaram sempre qualquer intervenção militar da Comunidade Internacional para estabilizar o país, alegando que os guineenses sabem resolver entre si os seus problemas, pois não queriam sujeitar-se à fiscalização internacional dos seus intentos e procedimentos criminosos. E agora, só porque provaram do próprio veneno e apesar de em dose não letal, já bradam e clamam por invasões da Guiné-Bissau por tropas estrangeiras?!…

Gostaria que a Guiné-Bissau merecesse da Comunidade Internacional o respeito de membro de pleno direito das suas instâncias para-universais, regionais e sub-regionais. Um estatuto de maioridade!

Gostaria que, em definitivo, os países parceiros da Guiné-Bissau entendam que as relações diplomáticas e de cooperação técnica, económica e de outra índole devem estabelecer-se entre Estados e não entre esses países e um determinado dirigente ocasional e circunstancial da Guiné-Bissau, como infelizmente tem sido hábito infeliz, de consequências desastrosas para a Guiné-Bissau, onde esse hábito só serviu para gerar ditadores anteontem e ontem.

Sem querer reinstituir o código de Hamurabi, isto é, sem quer defender a regra do “OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE”, o certo é que todos os processos nacionais passaram historicamente por períodos de ditadura e totalitarismo, por mais que esses sistemas se esforçassem por se mascarar de dignos e socialmente aceites. E a queda desses sistemas aconteceu sempre através de actos revolucionários destinados a reorganizar o espectro político a partir de novos princípios e práticas conducentes ao maior respeito da pessoa humana, dos trabalhadores, do género, enfim, dos modernamente chamados direitos, liberdades e garantias da pessoa humana e dos cidadãos.

Acredito que as Forças Armadas abriram uma importante etapa no nosso processo histórico nacional, etapa que pode consolidar o Estado de Direito democrático no nosso país e, definitivamente, estabilizar politicamente o nosso Estado e fazer dele um membro digno, respeitável e responsável da Comunidade Internacional.

Com esta convicção, comecei a dormir tranquilo, como centenas de milhares de outros guineenses. Reacendeu-se a minha certeza de que não são os dirigentes que fazem a História: eles só a facilitam ou dificultam, mas quem a faz é o povo, muitas vezes em armas.

É preciso demonstrar ao mundo em geral, e à CPLP-CEDEAO-UNIÃO AFRICANA-UNIÃO EUROPEIA em particular, que somos capazes, diligentes e sérios!

É preciso demonstrar que podemos entender-nos, se o Estado que nos referencia for digno, sério, democrata e pessoa de bem, se não nos dividir em poderosos e oprimidos, em arrogantes e submissos, em abusadores e abusados, em autocratas e pés-descalços, em privilegiados e excluídos.

É preciso ainda que a honra e a dignidade guineenses não sejam ofendidas, como alertava Sua Excelência o Senhor Doutor Pedro Verona Rodrigues Pires, ex-Presidente da República de Cabo Verde, ao recomendar que qualquer envio de forças militares estrangeiras à Guiné-Bissau se realizasse com respeito pelos guineenses. Ele sabia do que falava!…

Não ignoro que a uma revolução costuma seguir-se, regra geral, uma ditadura, como já alertava magistralmente o insigne filósofo Bertrand Russell. Mas os tempos e os homens são outros e, por outro lado, todas as tradições são superáveis, tal como, neste belo, acolhedor e amigo país em que nos encontramos – Portugal – o “25 de Abril de 1974” se revelou, felizmente, uma excepção, para a sociedade portuguesa e para o mundo.

Quero reiterar o meu obrigado, o meu muito obrigado, às Forças Armadas da Guiné-Bissau!

A terminar, quero agradecer e cumprimentar respeitosamente, sem descriminação, todas as personalidades que com a sua distinta presença quiseram honrar este encontro.

Cidade da Marinha Grande, em Portugal, aos onze de Maio de 2012.

Doutor Francisco José Fadul

Ex-Primeiro Ministro

Ex-Conselheiro Pessoal do PR

Ex-Presidente do Tribunal de Contas da República da Guiné-Bissau


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16 Responses to Intervenção: A Situação Político-Militar Na Guiné-Bissau

  1. Francelino Correia diz:

    Exmo, Dr. Francisco Fadul

    Estou de acordo com a sua intervenção, dando a conhecer de perto a situação do nosso país, mas não esqueça que o Sr. já foi o primeiro ministro e sabe muito bem de tipo de militares que temos, hoje estás a defender e apoiar os militares, mas foram eles que te deram uma grande surra quando estavas em incumprimentos para com a constituição.
    O seu problema pessoal com o Carlos Gomes, foi a principal razão que o levou a defender os militares, mas não devemos levar os nosso problemas a par das conferencias para dar aso aos militares incompetentes. Não havia razão para este golpe, digo-lhe isso do fundo do meu coração, também sou guineense, não sou bom de política, mas sigo com muita atenção a situação do meu país.
    Peço desculpa com esta minha opinião, mas a verdade é sempre verdade, há erros da governação, mas também estas na lista dos maus governantes, apesar de ter um grande sucesso na transição como primeiro ministro.
    Melhores cumprimentos
    Famacor

    • Exmo Dr Francisco Fadul
      Para lhe ser sincero nao sei ou nao lhe compriendo quais Sao as suas intençoes para com o povo guineense.se è pelo patriotismo da Qual tens todo o direito Como qualquer guineense ou pela ambiçao ao Puder.depois Do Sr ter provado o gosto pelo Puder atravez Do falecido anssumane mane nunca mais o Sr parrou de prucurar o Puder de todas formas.
      1- o Sr concorreu presidenciais perdeu.
      2- o Sr Concorreu legislativas tambem o Sr perdeu.
      3- o Sr criou dois partidos que foram abandonados pelo senhor.
      4-o Sr foi conselheiro Do falecido anssumane mane por isso o Sr ganhou Como presente a pasta de P.M.
      5-o Sr estava em a aveiro com dois guarda costas a espera do resultado do segundo golpe que vitimou anssumane mane porque sabias senao o anssumane nao tinha que dispensar dois guarda costas.o Sr estava a espera para voltar a ser chamado ou convidado para P.M.
      6-o Sr estava no lado do anssumane o Contra Nino viera.depois deste ultimo No Puder o Sr voltou a ocupar a pasta de conselheiro da presidencia.
      Agora com este golpe do Antonio injai tens Mais outra Chance de chegar ao Puder Porque com o voto do povo nunCa la chegaras.o Sr è Unico Dr no mundo inteiro apoiar um golpe que contra a vontade do Povo.pela primeira vez no mundo da-se um golpe de estado e o Povo fica contra o golpe.
      So lhe quero convidar a concorrer estas presidenciais para vermos se o Sr Dr ganhara.
      Nao sou apoiante de cadogo Mas se via que o paìs avançava.era coisa que nao ficou nos olhos de muita gente que nao querem o desenvolvimento do paìs e ficam a criticar quem trabalha.infelismente existe muitas pessoas na nossa guine.
      Nao sei se o Sr cadogo ira concorrer, mas se no caso de concorrer, uma coisa ti garanto na sua chegada ao aeroporto o povo guineense estarao na rua desde aeroporto ate a porta da sua casa.è uma garantia minha.Porque lhe Tornaram sem sem querer heroi nacional.

  2. djogos diz:

    só um homem doido como fadúl pode felicitar os militares,porque o problema não esta no senhor Cadogo, o problema esta no povo da guiné, a Guiné esta parados já 30 dias por culpa dos militares. Se senhor Fadul esta contra do senhor Cadogo são problemas deles pessoais que não devem pagar todo povo,ele foi chefe do governo interino sabe mui bem que golpe do estado não é a solução.Encima un homem de direito como ele não pode estar ao lado dos fustrados golpistas, e isso significa que problema no fundo, na guiné é a inveja, odio, vinganza prevalese emcima da vontade do povo.

  3. DINUMIU MALEL diz:

    Começo por agradecer doutorsinho Francisco Fadul e peço lhe que se faça o DOUTORAMENTE 1º para de poder usufruir do nome DOUTORADO.
    agradeço tambem as nossas forças armadas pelo uso da força contra Francisco Fadul, um trabalho louvavel que o Sr Fadul esqueceu de agradecer. e gostaria de perguntar o sr. Fadul ONDE ESTA A VANTAGENS DA REVOULUÇAO DE 7 DE JUNHO que ele defendeu com unhas e dentes até no ponto de ser 1º Ministro? e gostaria de dizer lhe que ultrapassamos este tipo de revoluçao e que fique a saber que a revoluçao de ser feita sem arma e sem a violencia.
    e gostria de lhe perguntar tambem onde estava o Antonio Ndjai quando os militares foram matar o PR NINO VIEIRA?
    os militares que o A. Ndjai tinha trouxido da mansoa naquele noite é para fazer o qué?
    estas a felicitar os militares e esqueceste que esses mesmos militares é que executarem ou mataram o PR NINO VIEIRA.
    fico por aqui por enquanto mas o SR. é muito contraditorio nas suas naraçoes. mas nao se esqueça aproveite para fazer o DOUTORAMENTO antes de regressar a G.B. visto que gostas deste titulo. um abraço doutorsinho LIBANÉS.

    • keyla-ju diz:

      DINUMIU MALEL porque que lhe chamas-te de doutorsinho libanes sao vcs guineensses tribalista que nunca ao de mudar essa forma de pensar por isso k o pais nao vai adiante sao um povo triste e nunca ira pra frente dfendem mt o cadogo mas nao verdade eu gostaeria k ele fosse presidente para dps voces guineensses k o apoian verenm realmente o tipo de pessoa k ele e cada um tem a sua opiniao e O doutor fadul apenas deu a opiniao dele e so tens apenas que respeitar e nao o ofender nunca ouviste dizer que um pais onde tem mts culturas e k e o pais que mais anda pra frente exemplo USA Inglaterra e Franca sao paises com mts culturas e diferentes povos ate cabo verde que e so um conjunto de ilhas esta mt melhor do que a guine bissau tenham vergonha

  4. Carlos Silva diz:

    O senhor esquece-se de algo fundamental: o golpe militar na Guine-Bissau impediu que o Povo escolhesse livremente, enquanto que o 25 de Abril de 1974 em Portugal devolveu a Liberdade ao Povo. Como ve, nao sao situacoes antagonicas…

  5. DINUMIU MALEL diz:

    chamei lhe de doutorsinho pq ele nao doutorou. respeito a opiniao dele mas posso fazer as minha criticas a opiniao dq quem quer que seja é assim o debate. chamei lhe de libanés pq tem um parte daquele país.
    eu nao defendo cadogo até pq nao lhe conheço o que condeno é a violencia sr. nao posso pactuar com a pessoa que defende a violelencia mesmo se fosse verbal.
    obrigado e respeito tembem a sua opiniao pq é assim que a minha educandos me ensinou.
    um abraço

  6. Cilindrado diz:

    Bem colocado, Doutor Francisco José Fadul! Para os apoiantes do tirano Carlos Gomes Júnior, qualquer voz a favor do levantamento militar que devolveu soberania a Guiné-Bissau é simples e incondicionalmente ridicularizado até o limite das suas energias. Mas isso não vai nem deve travar a luta de todos aqueles que acreditam que juntos, com dignidade, respeito, trabalho, espírito de sacrifício, coragem e honestidade, podemos viabilizar o projecto Guiné-Bissau e transformá-lo num ecossistema em que não é necessário descartar o outrém para ganhar a vida. A história dirá se valeu a pena ou não este levantamento mas, o momento é de trabalho, muito trabalho e não de baixarias! O Francisco Fadul é e continuará a ser o exeplo de bom gestor público porque o merece! O mérito é algo que não se pode retirar a alguém! Um conselho dou a todos os que o criticam: Façam pelo menos 10% do que ele fez e vejam os vossos nomes escritos na página nobre da nossa história pois o dele já lá está!
    Saudações patrióticas

  7. djogos diz:

    é só responder aos defensores do fadúl,que tambem são defensor dos golpistas, porque aqui ninguem esta a favor de CADOGO, mas sim o povo da guiné que esta a sofrer, acho que todos nós estamos a vivir aqui na Europa, e sabemos o que aqui passa, en frança racismo é só ver o resultado da Sra le pen,é verdade que o fadùl é libanés mas tambem é verdade que é guineense. Como qualquer africano nascido em frança, Não podemos perder tempo en discutir da raza.Mas o que é serto é que golpe militar é un estupidez de magnitudes incalculavel que nenguem com um poco de sentido comum pode apoiar salvo gentes como Fadúl e os que lhe apoia.por motivos que todo mundo sabe.

    • Sapato Djassy Camará diz:

      Quem não está a favor deste golpe de 12 de Abril é o pior inimigo do povo guineenses significa alguém que nunca amou aquela pátria linda de Cabral há certas pessoas que vivem pelo interesse do amigo e não olhem pelo país. Quem é o sr traidor ex-primeiro ministro que chegou a politica atreves dum amigo dum pai dum irmão, qual é agradecimento deste senhor que chegou num patamar que nunca sonhou que ia chegar de ser um primeiro-ministro, qual é o pagamento e o que que aconteceu? Foi um bom preço. E o senhor estavas aonde a comer as batatas fritas aqui na tuga? Pergunto este o seu amigo é um amigo vais tirar os guineenses na instabilidade ou este é capaz de resolver os interesses de todos os guineenses ou interesse pessoal de ser ditador e permanecer no poder ate morte. A única solução para libertas-se dos tiranos é simples a força das arma cantar ao redor dele. O país já estava farto di quillis qui kata mori.

  8. Não é preciso diz:

    Sinceramente não sei por onde começar, mas antes de tudo permitam-me opinar, queria tanto deixar em branco sem comentários, mas não pude resistir, bem eu gostava de partilhar aqui aminha visão sobre tal.
    Primeiro aos comentadores, eu sou fãm de Fadul mas com orgulho, porque se ele não é Doutor não precisa de fazer ja tém o suficiente para ser.

    Segunda todos aqueles que não gostam da Guiné já não querem ver a Guiné na Guerra ou impasse politico, muito menos aqueles que são filhos da terra, isto é para dizer que não podemos limitar os nossos pensamentos ao fazermos uma crítica sobre qualquer coisa que la acontece, todos nos sabemos o quê que se passa na nossa terra, até quando?estamos acostumados de esperar até quando chegar em nos proprios, ou a nossa familia para depois começar-mos a dizer isto está mal.

    Por favor vamos pensar todos, não é preciso ter formação para ao chegarmos um pouco perto do assunto, ao opinarmos temos que ter em consideração sobre muitos factores e lembrar aquilo que passou, vamos estar atentos um tempo refletir tenho certeza que chegaremos a uma boa conclusão.

    Respeitar, o respeito é fundamental, em pequenas coisas damos logo mal, temos que ter a capacidade de críticar sem insultar sem ofender, e sermos honestos muitos honestos se não ainda estamos longe de encontrar um boa solução para o nosso país.

    Viva a Guiné Bissau, viva o povo Guineense.

  9. Domingos Malam diz:

    Eu agradeço imensamente ao Dr Francisco Jose Fadul por toda a verdade que ele falou aliaz Ele nem se quer falou a metade das coisas que esse governo assassino comenteu na guine bissau, porque é necessario 5 anos para conseguir descrever os crimes cometidos e os planos traçados por esse cadoquista contra a guine bissau, porque todos os elementos desse governo de cadogo ja não se considerava serem guineenses mas sim angolanos foi por isso que todos eles se preocupava em explorar a riquesa da guine bissau para levar para o seu pais que é angola. e se podessem matar como ja vinha fazendo, que matassem todos os guineenses e que a guine passasse a ser chamado provincia angolana da guine.
    Que maldade, ate Deus o soberano criador de ceu e terra ele é criticado por homens que ele mesmo fez, mas o cadoquista acha que ele é maior que Deus portanto ninguem deve critica-lo.
    Um comentador politico que não vou chamar o nome, ja havia falado isso quanso o cadogo comprou eleição legislativa pela segunda vez, de que o cadogo core o risco de ser politico mais infeliz da historia, porque porque foi demitido por Nino Vieira pela sua incapacidade e arogancia, então pelo visto ele não vai conseguir terminar o seu mandato caso continue com as mesmas atitudes que ele teve e que ainda se mostra pronto a voltar a usar noutro mandato.
    Ese analista analisa mesmo a politica e as atitudes dos politicos, é verdade.
    O cadogo não pode gover sem que aja assassinato, isso é impossivel, eu fui fã dele mas deixei de ser mais porque eu não me compactuo com derramamento de sangue.
    Infelizmente fui traido por cadogo, e agora fiquei com vergonha de um cunhado que me falava não confie no homem deste geito, pois homem é como (rabo de pomba) um dito da guine, o que quer dizer que hoje ele se mostra bom porque quer atingir alvo, dai quando atinge esse alvo ai ele se torna cobra venenosa. agora simplesmente dei razão ao meu cunhado.
    aho que nunca mais serei enganado por mais nenhum politico da guine bissau pois nunca confiarei em ninguem, mesmo votando num candidato estarei votando com muita duvida e medo de ser traido por ele como ja fuitraido por cadoquista.
    mas o cadogo que se afaste de poder de uma vez por toda, felizmente ja se enriqueceu, é a sua sorte. infeliz homem traidor, afinal é o maior tribalista que a guine bissau conheceu em toda sua historia e ficou fingindo de ser homem de paz e estabilidade, mentira.
    homem de Paz era o presidente Malam Bacai Sanha, essa é verdade, todos nós sabiamos que o cadogo ia virar toda politica de Bacai de bom para o pior, justamente mostrando que ele é um mau governante. lider de governo assassino.
    peço disculpas de qualquer leitor pelas palavras aqui, mas fui obrigado a expremir toda a minha indignação pela traição.
    Obrigado a todos e muitissimo obrigado ao De Fransico J. Fadul.

  10. Domingos Malam diz:

    Exise algumas pessoas que infelismente so estão a considerar este golpe de estado ultimo como violencia, mas esqueceram das mortes de Nino Vieira, Tagme, Nawai, Baciro Dabo, Helder Proença e capitão Tito Nbali sem sem falar das pancadas e toruras contra Advogado Pedro Nfanda, e o Fadul.
    Eu entendo: não é que estas pessoas esqueceram mas como são tendenciosos e se enganando a si mesmos de não conhecer o cadogo por isso fizeram essas barbaridade de uma simples e boa historia.
    Porque para eles estas mortes e espancamentos são apenas novelas que passam na televisão, não é uma realidade porque beneficiaram com essa novela. mas o golpe onde felizmente ninguem moreu, os prejudicou por isso é considerado crime. e para ser mais esplicito o reflexo do pensamento cadogo se manifestou nestas pessoas mostrando claramente o tribalismo que ja vinha se manifestando no cadoquismo.
    Se não, estas pessoa não teriam ditos ate na internet publicamente nem se quer pensaram duas vezes, falar de que Fadul é Libanés. Infelismente a ditadura ja vinha acontecendo nós o sabemos, agora decidiram manifestar publicamente na net.
    Obrigado Fadul voce fez algo visivel para os guineenses, existem inimigos que ate desejaram morte para voce, mas exitem tambem os patriotas, puros filhos de terra, estamos com voce e não deixaremos de agradecr pelo que fez.
    Não pertube o seu coração com comentarios dos infelizes.

  11. O povo Guinese agora ten di tornar um arbitro, sim posso dizer assim porque muitas das vezes proprio o povos fasemn a escolia boa mas e isso que nos ano gosamos por grande fraudes, porque os militaris sempri estao no quartes os politicos que le facao a envadir o poder pocos politicos qui nao usao o poder militar para satesfazer as suas asoes politica.
    O Calos Gomes como chefe do estado tinha comflitos pessuas e o promotor numero 1 dos ultimos cazus dos mortes fatas e crues sangrentos porque o crlos gomes matou OJoao Bernrdo Viera e o Elder porunca por comflitos pessoas que os guinenses sabem disso, tudo isso e a concicuencias dos referidos mortes agorra e a orra mesmo de falar en rasismos que nao egeste na Guine como dessi o Marciano Indi o Cadogo e primeiro que manifestou a eliquidar um grupo de etinico na guine um primeiro ministru a fundamentando tribalismo no orgao do estado que nao e propriedade dele ainda muito sedo o senhor Fadol esta Muitissimo serto com atetudi dele

  12. Malam Dindim Mané diz:

    De uma vez por todas, Fadul não é Doutor, pelo menos menos até agora. Doutor é aquele que defendeu uma tese de doutoramento. Fadul tem todas as condições de defender uma tese e se tornar doutor. Mas usar de forma abusiva este título é uma desonestidade intelectual.
    Aproveito para perguntar ao Sr. Francisco Fadul, quais foram os “…valores
    éticos, filosóficos e políticos universalmente aceites pela Comunidade Internacional, bem como o equilíbrio político-institucional…” que o golpe de 12 de abril instalou na Guiné-Bissau, para que ele, o Sr. Fadul continuasse a defender os militares golpistas???

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