Cateforia dos Arquivos: Opiniões

Opinião: Poder da cidadania versus diretório político-partidário

A nação precisa refletir sobre a sua dinâmica e desafios futuros, o que requer, sobretudo, a orientação da sua gestão política para o bem comum e, por conseguinte, a mobilização das suas lideranças e forças vivas para uma parceria estratégica saudável e responsável.

por Luís Barbosa Vicente | luis.barbosa.vicente@gmail

Na verdade, assistimos, de algum tempo a esta parte, a evidentes posicionamentos por parte de atores políticos em virtude da dinâmica que o país exige. Tal facto é revelador de que não só a componente da abordagem político-partidária é consagrada a esta ação em particular, mas também de que o processo de cidadania e participação política que outrora havia sido reservado ao escrutínio parlamentar e a uma elite específica está a mudar.

Opinião: Regime Semi-Presidencialista vs. Presidencialista – Em prol do diálogo e do consenso

É muito comum e recorrente, ocorrências de dificuldades de governação nos regimes semi-presidencialistas, em particular quando os órgãos institucionais (Presidência / Governo), são representados por partidos de sensibilidades diferentes. Países como Portugal e França, entre outros, lidam (ou lidaram no caso francês) frequentemente com dificuldades de coabitação entre presidentes e primeiros ministros/governo, de partidos diferentes.

Por Ireneu Vaz, Engº Civil | Consultor e Gestor de Projectos | coreway.ibs@gmail.com

No caso francês, optou-se por alterar à alguns anos atrás, o modelo-regime. Passando do semi-presidencialismo para o presidencialismo. O candidato principal do partido mais votado, exerce a função presidencial, sendo a função executiva (1º ministro), exercida por um membro designado pelo presidente da Republica.

Mussá Baldé, Jornalista

Nô Kriol: Ntindimentu na Bandé, Runion na Bandé — Krónicas di Mussá Baldé

Kil dia kada kin lanta i biska si bom ropa i fala si mindjer ami nsunha kuma djintis di no terra ka kontenti ku nha tarbadju na bantaba garandi. Kada kin, na si burdu, pui mon na sintidu i na biska ntindi si sunhu. Kada kin na si bokana seta kuma raiba tem ku maina, kombessa tem ku sintadu pa lokoti kumpanher na fundu du korson nerbus. Son pa tchoma kombessa garandi na terra.

Por Mussá Baldé, Jornalista

Filomeno Pina

Opinião – Inimigos de nós próprios, será?

Torna-se cada vez mais necessário construir uma percepção realista, transparente, em matéria de consciência colectiva do perfil político, cultural e de carreira profissional dos nossos líderes. É urgente uma reflexão desta natureza, merecedora de debate amplo e alargado sobre –  quem nos deve governar – para percebermos obviamente este perfil cultural, assente nas características da personalidade ajustada ao individuo, no que toca ao seu desempenho, competência ao longo da sua carreira política e profissional na sociedade Guineense.

por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Queremos saber em que “pensamos” quando escolhemos, o que sabemos acerca de candidatos, – mas desta vez, tudo em cima da mesa – sem máscara e, às claras.

Filomeno Pina

Opinião: Uma governação aberta e dinâmica

Um Governo “todo-terreno” avança com o modelo de Governação Aberta e Dinâmica na Guiné-Bissau. Está em campo de acção mostrando vontade de mudança na construção de uma sociedade moderna e progressista. Este Governo tem apontado serviço feito, dentro e fora do País, sem dúvida. No território nacional tem demonstrado que a sua preocupação é global, mudando seu “escritório” do lugar habitual/Bissau, para outras Cidades do País, sempre que necessário, como forma de aproximação às populações locais e também de se inteirar dos problemas junto dos Serviços públicos e privados no terreno, é um facto.

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Opinião: O Rei parte e a bandeira desce!

Em primeiro lugar, todos os guineenses querem que a terra arranque (Terra Ranka), mas questionar soberanamente aquilo que parece ser um tremendo erro protocolar não é uma trivialidade nenhuma. Antes pelo contrário, é patriotismo imbuído de um criticismo positivo.

Nós os guineenses devemos reconhecer que criticar um “erro protocolar” não é criticar ou estar contra uma governação ou uma presidência. Todos nós almejamos a paz, a estabilidade e o desenvolvimento do país, independentemente de quem esteja a dirigi-lo.

Opinião: FCFA, 18 anos da escorreria monetária francesa na Guiné-Bissau

“…Por dever moral e pelo valor da justiça e da liberdade que me caracteriza, recuso a cumplicidade, através do silêncio, na assistência ao genocídio silencioso da França, através do sistema de gestão do FCFA, contra as populações dos países da zona franca através do controle que exerce no conselho da administração do BCEAO e da moeda FCFA, para manter esses países na dependência e na pobreza”.

Por Lassana Mané, Economista e Planificador  Financeiro | lasmane@gmail.com

 

A Guiné-Bissau celebrou neste mês de Maio de 2015 os seus 18 anos de adesão à União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA), uma zona monetária criada em 1939 pela França, depois da crise financeira mundial de 1929, com o objectivo de  proteger a sua economia e o seu comércio exterior.

Nô Kriol: Rei tchiga tchan! – Krónicas di Mussá Baldé

No sta mandinti ma no ka dismaia inda dé. Ali nhu Rei de Marrocos bim djubinu na no mandintidindadi. Sol kinti wit, Rei fura fat na si abion garandi. Puera lanta na kampu di aviacon, djintis pupa bibó Rei.  Bissau pará. Scola ka tem, fera di bandé fitcha, bancos fitcha, toka tokas ku táxis para, kau tudu limpadu, utrus kaus labadu nan, muntudus sukundidu bas di kama, Rei pa pudi odja no borgonha.

Polas pintadu. Statua Maria da Fonte sogadu torki limpu pus, i na lumia suma spidju di bandé. Jardins kumpudu. I na lumia tan, bancos nobus, luz, plantas, pé di pó ticidu nan di Marrocos pa pui pa jardins. Forti bonitascu di blama. Bssau na lumia nan suma didia.

Opinião: Perspetivas de uma cooperação reforçada: O caso do reino de Marrocos

Os desafios que hoje se colocam à Guiné-Bissau são enormes e as resoluções devem ser perspetivadas no quadro de uma parceria institucional sólida, alicerçada numa estratégia de intervenção transversal e focada no equilíbrio de poder entre os órgãos de soberania e suas implicações no plano da cooperação bilateral e multilateral com os parceiros internacionais.

Por Luís Barbosa Vicente | luis.barbosa.vicente@gmail

Opinião: Inovação Disruptiva no Empreendedorismo

Com um sector primário débil, não industrializado, até mesmo artesanal em algumas das suas disposições, um sector empresarial descapitalizados, com o país fora dos radares dos investidores internacionais devido a uma série de fatores que concorrem entre si a saber: Justiça ineficiente, infraestruturas básicas precárias, deficientes ou degradadas, para citar apenas as mais gritantes. O empreendedor guineense depara-se incrementalmente com um elevado custo de contexto não apenas no concernente ao acesso ao capital e fatores de produção.

Por Marcos Galina Correia | galina.marcos@gmail.com

Opinião: 25 de maio, dia de libertação africana – “Je suis Afrique”

Comemora-se o 52º aniversário da União Africana (UA), institucionalizado em julho de 2002, em Durbam, África do Sul, aperfeiçoando o seu projeto inicial proposto pelo antigo líder líbio falecido, saudoso Coronel Muammar al-Gaddafi, que sugeria uma organização federativa dos 53 Estados que na altura representavam o continente, isto é, antes da independência de Sudão de Sul, a mais jovem país do planeta.

Por Nataniel B. J. Sanhá | nataniel005@hotmail.com

Opinião: O Estado e o Setor Privado segundo Critérios Éticos

A iniciativa privada é sem dúvida um agente facilitador da empregabilidade e da criação de riqueza de uma nação. Contudo, é importante fomenta-la e incentiva-la segundo critérios éticos e sociais tendo em conta o perfil da sociedade onde se insere.

Por Luís Barbosa Vicente | luis.barbosa.vicente@gmail

As nações que enveredam para um processo de incremento e alavancagem das suas economias sofrem pressões internas e externas que, às vezes, não se compadecem com as lógicas que assentam em princípios éticos de gestão e da boa governação das políticas em matéria de regulação e da defesa dos interesses públicos.

Homenagem: Descanse em Paz, Urcelina Soares da Gama Gomes (LINA) 

“Urcelina Soares da Gama Gomes (LINA) não era qualquer pessoa. Para além de sempre sorridente e sempre simpática, ela era pois uma pessoa com uma extraordinária alma, uma energia inquebrantável, um empenho inquestionável, um espírito sonhador e um patriotismo cultivado na alma e nas veias”.

Em Agosto de 2012 tive a grande honra de conhecer a Sra. Urcelina Soares da Gama Gomes (LINA), durante a minha última viagem à Guiné-Bissau. Para ser exacto, foi no dia 3 de Agosto, momentos antes da comemoração de mais um aniversário do massacre de Pindjiguiti. Foi mesmo ai à frente da Praça com o mesmo nome.

Mussá Baldé, Jornalista

Nobas de Guiné: Tio Zé da Silva ku Tio Djon Faty na Rádio

“Tio Djon Faty de Farim kuma purmeru na scola de Farim padri Henriqui tene nan palmatoria pa palmatoria mininu ku ta pui mangasson na scola. Kuma brincadeira ka tem na scola kil tempu. (…)Tio Zé da Silva kuma ke ku mas ta admiral gossi na Guiné i falta di ordi na region. Kuma stadu ta manda manga di djintis pa regions… ma ninguin ka ta sedu kapaz di pui ordi na region”.

Radio Nacional tene manga di programas nobus, desdi ku nha ermon garandi Muniro Conté bai pa la suma diretor, alias, i numiam si considjadur técnico principal.

Filomeno Pina

Opinião: O Fenómeno do Terrorismo

O terrorismo alastrou sem dúvida numa escala maior, pode considerar-se – Fenómeno – não tendo só um “rosto”, uma só tonalidade de cor da pele, não tendo só uma nacionalidade, na verdade vem ganhando terreno com a mobilização de militantes/adeptos, tem sede na clandestinidade espalhada pelo mundo para comandar operações de acção criminosa!

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Uma visão diferente sobre o terrorismo, avaliado num período relativamente curto da sua evolução nas últimas duas décadas, levanta, necessariamente, uma abordagem diferente. Houve um tempo em que o terrorismo estava localizado e conhecíamos os focos da sua existência, sabíamos nomeá-los, reconhecer os seus territórios e fronteiras onde actuava.

Opinião: MESA REDONDA: Depois do soar dos tambores, das festividades e convívios… ”Pa Miti Mon na Lama”

Vai fazer um mês que terminou a Mesa Redonda de Bruxelas, um dos mais importantes eventos organizados pelo Estado Guineense nos últimos 20 anos da nossa história económica, que fez suscitar tanta alacridade no país e na comunidade guineense espalhada pelo mundo fora.

Recordo que a Guiné-Bissau no período que sucedeu a guerra civil de 7 de junho de 1998, realizou duas mesas redondas (uma pelo Governo de Unidade Nacional- GUN, liderado por Francisco José Fadul e depois pelo Governo de Aristides Gomes). Ainda, em 2012 esteve em preparação uma terceira mesa redonda que acabou por não se realizar, como consequência do golpe de Estado registado nesse ano.

Por Walter Tavares, Economista | walvitas@gmail.com

Opinião: UM PASSO DE CADA VEZ: Uma nova visão estratégica do governo, “Terra Ranka”

“…Estou convicto que estas estratégias foram elaboradas dentro da abordagem da matriz swot onde estuda risco, oportunidade, forças e fraquezas. As evidências mostram que a Guiné-Bissau e seu governo conseguiram identificar claramente seus riscos e fraquezas, mas as oportunidades e forças iniciou-se um design delineado em perspectivas inovadoras”. (…) “…Como profissional do mercado e analista econômico e financeiro, mesmo sem ter oportunidade de analisar materialmente o documento remetido aos parceiros, tenho a convicção positiva e real das intenções de quem o elaborou ou ajudaram a elaborar”.

Por Prof. Mestre Patrício Baionco Mindelo Biaguê | baionco@gmail.com

No dia 25 de março Bruxelas recebeu no seu humilde espaço geográfico mais 1,5 milhões de habitantes da Guiné-Bissau representado por uma delegação que vestiu a camisa, ilustrando as principais necessidades do povo e da nação juntos aos parceiros bilaterais e multilaterais.

Filomeno Pina

Opinião: Palavras Ocultadas Debaixo da Língua

Sem alternativas tentaram dormir um sono leve como sobreviventes mal-amados, mantendo viva uma esperança desgastada pela angústia persistente do luto. A realidade sem tempo previsto para acabar. Ela não mata, mas mói tudo por dentro, deixando silenciosamente descrita nos rostos a revolta silenciosa e o sentimento de abandono, só.

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

As palavras abandonadas no fundo da alma vivem debaixo da língua, numa tensão constante, parecem canções de embalar tristes, que adormecem com um olho aberto, resistem vigilantes, mas com medo de represálias, manobras dum mundo mau com que têm de lidar como se fosse travesseiro destinado, um dia de cada vez, sua boca fechada, esperam por dias melhores. 

Opinião: A Mesa Redonda e o Simbolismo de uma Nova Aliança Interna 

“…qualquer resultado que vier a ser anunciado no final do dia 25 em Bruxelas, a vida continua para os guineenses. E, certamente, a Guiné-Bissau continuará a depender (e deve) daquilo que tem: da sua capacidade interna, dos seus recursos naturais, dos minerais a descobrir e dos seus recursos humanos!”.

Por Amadila Baldé | ambalde@gmail.com

Opinião: Desmistificar a Mesa Redonda

“…caro guineense, chega de mitificação, vai para Bruxelas sem complexos, de cabeça erguida e leva contigo a “felicidade”, a simplicidade e a imagem real do nosso país. Se quiseres até, leva contigo o ballet “Esta é a Nossa Pátria Amada” e até o “Nturudu” mais feio do nosso último Carnaval e, também, não esquecer a consagrada “Rainha di Bandé”.

Editor, GBissau

Opinião: Dívida externa, um Cancro sem cura

“Na realidade, a dívida dos países em vias de desenvolvimento só beneficia dois grupos de pessoas: os Doadores e a Elite Política”. (…) “Se o governo da Guiné-Bissau pautar mesmo na dívida como a única solução de financiamento do seu plano estratégico de desenvolvimento, pode optar para um financiamento mais barato e mais acessível com os países emergentes como a China, Índia, Rússia, Brasil que dão créditos sem juros ou com juros muito inferior do credor tradicional e permitam a transferência de tecnologias barata e eficiente sem ingerência nos assuntos internos do País”.

Por Lassana Mané,  Planificador e Analista Financeiro (Canadá) | lasmane@gmail.com

 

Filomeno Pina

Opinião: Nem tudo que parece, é…

P; P; P. os três “P’s”, todos eles situados no primeiro lugar do pódio do desafio a que se propuseram na corrida eleitoral e venceram! Cada um na sua respectiva Casa (Presidência, Governo e Parlamento) é reconhecido no papel que desempenha, no entanto hoje qualquer um anda de olho-gordo a espiolhar o vizinho. É normal acontecer em Democracia, mas convém não esquecer, que a tarefe de “árbitro” da Nação, bem vista as coisas, é na figura do Presidente da República que recai o peso maior da responsabilidade de árbitro da Nação, perante o Povo e Internacionalmente!

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Um triângulo “narcisista” fez pontas em bicos dos pés para se ver ao longe, todos juntos, somam três cabeças! Não se podem medir no tamanho de cada um e, não é importante, porque aqui outras belezas serão apreciadas: a maturidade politica e a inteligência, “mai-Nada”, só.

Filomeno Pina

Opinião: O Uso Excessivo de Anonimato, Chega a Ser Perverso

Muitos Guineenses ainda não sentiram sequer o “sabor” da Liberdade de Expressão, roçando seus rostos ao ar livre, sem receios, com suas palavras ao vento, voando livremente, de cara destapada. O que acontece simplesmente porque usam “máscaras”, ainda não ganharam a coragem para destapar seus rostos, mostrar o belo que o humano resguarda em cada um de nós, a começar pelo nome próprio, por isso mesmo, devemos abandonar de vez o buraco onde se esconde o anonimato perverso, há muito, muito tempo e sair para a rua de rosto destapado, verdadeiramente livre!

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Opinião: “O futuro da Nação está nas mãos dos guineenses”

Avancemos, juntemos as nossas energias para libertar a descrença que nos ofusca a alma e gritemos bem alto que é hora de caminharmos de mãos dadas rumo ao progresso e ao desenvolvimento da nação. E caminharmos de mãos dadas significa estarmos todos juntos, todo o povo da Guiné Bissau, que inclui uma larga diáspora de guineenses além-mundo e que hoje, através das redes em que estão inseridos, representam de forma indispensável a nação na comunidade internacional.

 

Por Luís Barbosa Vicente | luis.barbosa.vicente@gmail