Cateforia dos Arquivos: Opiniões

Filomeno Pina

Opinião: No Círculo de doadores, já temos novos “Padrinhos”

Sempre ouvi dizer que “ninguém dá nada a ninguém”, será só meia verdade?

Esta ilusão repentina invadiu os líderes Guineenses em dificuldades objectivas e abstractas do ponto de vista material e humano, nesta preparação de confrontos, em Março deste ano, em Bruxelas com Doadores Internacionais, para descolar fundos de ajuda necessários para um arranque “blindado”, que se presume desde já robusto e convincente. Uma preocupação normal que levanta suspeitas de parte a parte, já notadas implicitamente nos preparativos, tanto de um lado, como de outro, olhos nos olhos, presumo que na prova oral, a “nota” final atribuída a Guiné-Bissau vai ser elevada!

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Opinião: O lugar da planificação estratégica no processo de desenvolvimento

Importa ter presente que do ponto de vista geográfico, a República da Guiné-Bissau é um país africano de pequena dimensão (CE, 2006:1), constituída por território continental e arquipelágico «arquipélago de Bijagós, dotado de áreas naturais protegidas, classificadas de acordo com os critérios reconhecidos a nível internacional em Parques e Reservas Naturais» com uma área total de 36.125km2, referenciado na costa ocidental do hemisfério norte, fazendo fronteira a norte com a República do Senegal, a leste e a sul com a República da Guiné-Conacri, e a Oeste com o Oceano Atlântico.

Por Luís Barbosa Vicente | luis.barbosa.vicente@gmail

Do ponto de vista demográfico, a população nacional era de 1.500.000 habitantes em 2003 (PNUD, 2005), encontrando-se desigualmente distribuída pelo território nacional, com uma prevalência de 75% de população rural (UN, 2001:1) e concentração de população urbana na capital e nas áreas periféricas.

Homenagem: Prof. Fafali Koudawo, Reitor da Universidade Colinas de Boé da Guiné-Bissau

Acabo de saber do falecimento do colega e amigo Prof. Doutor Fafali Koudawo. Conhecemo-nos por volta de 2002 ou 2003 em Bissau. Desde daí mesmo que não falássemos com frequência, íamos sabendo um do outro. Academicamente, Fafali estava entre os melhores cientistas políticos com que eu me fui cruzando no mundo. A primeira vez que o conheci, eu era uma estudante de mestrado meia perdida sobre como estudar África.

Por Elisabete Azevedo-Harman, Chatham House

Opinião: Guiné-Bissau: Perspectiva do Crescimento Econômico vs. Desconhecimento Econômico e Político

Política é um conjunto de compromissos, e conflitos de interesse que guiam uma sociedade, seja ela democrática ou não. No entanto a perspectiva do crescimento econômico de qualquer sociedade passa pela estabilidade política duradoura, abertas as discussões de ideias/conhecimentos de assunto de variadas ordens.

Por Patrício Baionco Mindelo Biaguê (Mestre), Auditor Financeiro e pesquisador | baionco@gmail.com

Passado da Guiné-Bissau é um assunto que se esgota em discussões e conflitos, com isso associam-se décadas improdutivas e de esperanças mortas, contudo formaram-se quadros competentes ou não que buscam dar sentido aos perfeitos desígnios da sociedade.

Livro: O Semipresidencialismo na Guiné-Bissau – Inocente ou Culpado da Instabilidade Política?

O julgamento da culpabilidade do actual sistema político em relação à instabilidade política e à falha da democratização é delicado pela coexistência de outras variáveis com igual ou maior importância na conjuntura política guineense. Tais como a influência dos militares, o sistema e dinâmica interna dos partidos, a grave crise económica e uma estrutura de estado e de administração pública rudimentar e fragilizada. Tendo presente estas limitações é possível no entanto fazer uma análise do impacto do sistema político guineense.

Por Elisabete Azevedo-Harman (PhD) | Chatham House, Londres

Opinião: Amílcar Cabral – O Problema da Descolonização dos Países Africanos

Amílcar Cabral foi basicamente um grande militante político, um grande homem, uma enorme referência numa conjuntura internacional, em que importava libertar os terrenos e dos territórios que estavam ocupados pelo sistema colonial. Era um engenheiro, mas um engenheiro com enorme sensibilidade as causas humanas. Foi capaz de pensar uma mudança significativa para Guiné, tendo em conta as várias vertentes: económicas, culturais, políticas e também deferentes interesseis dos povos em presença.

Por Emílio Tavares Lima, Escritor | miolindo@hotmail.com

Amílcar Cabral teve uma grande capacidade de pensar um projecto para a Guiné e grandes linhas de projecto de independência para os países africanos. Por isso ele continua a ser hoje uma grande referência.

Filomeno Pina

Opinião: A Esperança Activa e Consequente

“A Guiné-Bissau está para além das quezílias pessoais, de grupos ou outros fantasmas! O Povo perdeu muito dinheiro, alguma matéria-prima, etc. Por esquemas montados propositadamente para o efeito, um sistema que funcionou, infelizmente, muito tempo. Mas agora podemos dizer – NÃO – e mudar as coisas, impor o nosso desejo, cumprir este mandato na íntegra, com a responsabilidade política e institucional dum Estado de Direito”.

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Opinião: “Je Suis Charlie”

“…o debate sobre “ser” ou “não ser” Charlie tem a sua validade na perspectiva das diferenças religiosas, culturais e de valores entre as nossas sociedades. Mas, há valores humanos, éticos e morais que não deveriam ser exclusivos às sociedades fundadas em base da tradição cristã e/ou judaica. Estes valores são certamente universais, independentemente da tradição religiosa de cada um, seja ela judaica, cristã, muçulmana, búdica, laica, ou qualquer outra seita ou religião”.

Por Umaro Djau, Jornalista

Nos últimos dias, muito se escreveu sobre Charlie Hebdo. A questão tem-se centrado sobre o “ser” ou “não ser”. “Je Suis Charlie” dizem milhões, mas há tantos outros que dizem “nem por isso”.

Opinião: Guiné-Bissau, As Grandes Opções para o Desenvolvimento

Permitam-me que lhes diga meus compatriotas, eu não sou contra qualquer empresa estrangeira que queira explorar os nossos recursos naturais, desde que, a nossa matéria-prima seja transformada na Guiné-Bissau. Agora sou literalmente contra a exportação de qualquer matéria-prima do nosso país, sem que essa, seja sujeita à uma transformação industrial.

Por Engenheiro Agostinho da Costaagostinho.ukas@gmail.com

Em 04 de Março de 1957, a comitiva de Martin Luther King chega a Costa de Ouro para assistir as comemorações da Independência Politica do Gana. Veio gente de todo o mundo – setenta países convidados – entre os ilustres convidados estava mais a frente da tribuna de honra, o Presidente dos Estados Unidos da América, John Kennedy.

Mussá Baldé, Jornalista

Opinião: Uma palavra de apreço pelo gesto dos Estados Unidos em relação a Cuba

Não estudei em Cuba, como milhares de meus compatriotas, nem conheço aquilo que me dizem ser uma maravilha de país mas tenho um imenso respeito para o povo cubano pela sua tenacidade misturada com estoicismo. Um povo que conseguiu superar um bloqueio político, económico e até territorial durante mais de 50 anos do seu principal vizinho e se manteve firme na sua convicção merece a admiração e o respeito de qualquer cidadão do mundo amante da paz, da tolerância e que se pugna pelo princípio da emancipação total dos povos.

Por Mussá Baldé, Jornalista

Filomeno Pina

Opinião: Conversa de Políticos, sem Militares à Mistura

Quando há conflitos políticos, os “podres” começam a vir à superfície, mas também é um bom momento/oportunidade, para darmos atenção especial à verdade dos factos que estiverem na origem desse conflito. O ideal é mergulhar na análise até a base dos mesmos conflitos, aproveitando a oportunidade dos focos  estarem na “superfície”, serem arrancados pela raiz todo mal-entendido existente (duvidas ou mentiras) quando possível.

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Opinião: Blaise Campaoré, Persona Non grata

Se as monarquias e as ditaduras resolvessem os problemas dos africanos, os homens que contam quase meio século de mandato já teriam transformado os respectivos países em paraísos prósperos, sem fome, com trabalho, em suma competitivos no ranking mundial.

Por Plinio BORGES | goplinio@hotmail.fr

Burkina Faso acabou de entrar no círculo restrito dos países ditos revolucionários. O vento da revolução que varreu o norte de África, e que alguns julgavam ser marginal e tipicamente Magrebina, encontrou a corrente descendente e está agora em direção do sul do continente. A meteorologia geopolítica prevê o fim da ditadura para breve.

Opinião: Balança Viciada

A ambivalência do poder judiciário na Guiné-Bissau nunca serviu a própria justiça. Razão porque nenhuma personalidade já foi perseguida e julgada. Os faltosos de meio peso são julgados por delitos menores e são presos. Os crimes de sangue, que foram perpetrados, por ordens de “mãos fortes”, passam sem perseguição. Os mesmos são investigados mas os resultados ficam na confidencialidade e nos cofres-fortes para não atacar a “sagrada estabilidade nacional”, e não ferir a integridade de certos, principalmente do Procurador-Geral.

Por Plinio BORGES | goplinio@hotmail.fr

Opinião: Uma reflexão sobre a C.P.L.P

No meu ponto de vista, já está mais que na hora da C.P.L.P. sair da secretaria e ir ao encontro da comunidade, sentir o pulsar da população. Só assim deixará de ser um projecto virtual. Fala-se de um mercado de 250 milhões de falantes da Língua Portuguesa, o que, na prática, não corresponde à verdade.

Por Emílio Tavares Lima, Poeta e Escritor

Opinião: ONG’s da Guiné Bissau, farol e motor de quarenta anos de Independência

Guiné-Bissau não tinha sido uma colónia de povoação como Angola ou Moçambique, mas um campo militar na rota das outras colónias. Na sua Independência, tudo estava ainda a fazer! Num país em ruínas, com fome, sem estradas nem electricidade, sem administração e com falta de quadros! No interior do país, nas antigas zonas libertadas, o povo, privado da sua direcção, instalada em Bissau, distante dela por falta de infra-estruturas e de meios de comunicação, retomou o ritmo e os hábitos das antigas zonas libertadas.

Por  Dra Nadine Dominicus van den Bussche, membro da ONG Adic Nafaia | nadinedominicus@hotmail.com

Mussá Baldé, Jornalista

Opinião: A mina da tragédia em Bissorã

A tragedia que se abateu sobre o país com a morte de mais de duas dezenas de guineenses em consequência da queda numa mina antitanque de uma viatura de transporte coletivo/público de passageiros entre Bissorã e N’Cheia, concretamente na aldeia de Kanghã, terreola de onde são originários os tios maternos da minha mãe, deve antes de tudo trazer ao debate várias questões mas desde logo uma completa ação de desminagem em todo território nacional.

Por Mussá Baldé, Jornalista

Filomeno Pina

Opinião: TRÊS SINAIS DE ALERTA-AMARELO, NA TRANSPARÊNCIA

Primeiro – Na verdade chegaram ao cair da noite e partiram pela madrugada, ao que parece os elefantes de que falamos ultimamente só estiveram de passagem no sonho, ou talvez não, porque alguns sentinelas acordados e atentos, garantem que viram alguns sinais, tomando nota dessas pistas com o olfacto apurado e bom ouvido. Pé-ante-pé seguiram elefantes por terras dos nossos antepassados no território nacional, desta vez cautelosos atrás destes guias foram identificando todos os sítios do abate de árvores que estão ainda frescos, tendo os elefantes e a população como testemunhas.

Por Filomeno Pina | filompina@hotmail.com

Opinião: Arroz, dependência desnecessária

Na sequência do discurso do S. Exa. Sr. Presidente da República, no passado dia 24 de Setembro, a alertar para a questão da agricultura e produção do arroz, a GBissau partilha com os leitores um artigo escrito por Dr. Luís Vicente em 29/10/2011  [1] a alertar para esta situação, que urge ter em atenção.

De acordo com os dados estatísticos[2] de 2009, o comércio externo da Guiné-Bissau teve um desempenho negativo em termos de saldo comercial, em cerca de 20,5 Bilhões de Fcfa, assim desagregado: Importação 54,9 Bilhões de Fcfa; Exportação 34,5 Bilhões de Fcfa; Saldo Comercial – 20,5 Bilhões de Fcfa. A Taxa de Cobertura foi de 63%.

Mussá Baldé, Jornalista

Opinião: Justino Delgado a nossa Estátua!

Confesso que não tenho muitas ligações pessoais ao cantor Justino Delgado mas ainda assim não deixo de ser um dos seus grandes fãs. Conheço de cor e salteado quase todas as mil músicas que este grande compositor, musico, intérprete e entertainer já brindou os guineenses e não só ao longo dos seus 35 anos de carreira. Trago estas linhas a propósito do seu novel opus, Estatua, que me chegou às mãos na noite de sábado, dia em que o colocou à disposição do grande público em Bissau.

Por Mussa Baldé, Jornalista

Mussá Baldé, Jornalista

Nô Kriol: “Biaguê Nan Tan, nobu chef di guer matchu” – Krónicas di Mussá Baldé

Tropa di no terra, guer matchus tené nobu chef. Guvernu pidi presidenti, presidenti manda karta garandi (decreto) i tira general Antonio Indjai i pui general Biaguê Nan Tan. Ahos, quarta-feira, na Polas, dianti di manga di djintis general Nan Tan toma kuru suma chef garandi di guer matchus. Biague Nan Tan, padidu na Finete, na Bambadinca,  1950, mbom pa kila i tene dja sim 64 anu di diade.

Opinião: É importante pensar a fileira do Turismo – algumas sugestões

Na verdade o desenvolvimento do turismo na Guiné-Bissau, como em qualquer outro País, implica a produção de dois documentos essenciais. O primeiro é um Plano Nacional de Turismo e, o segundo, um Plano Operacional.

Enquanto o primeiro tem como objetivo geral a definição das grandes opções para o setor, o segundo procurará identificar as metodologias de trabalho, os meios, os instrumentos de ação, o quadro financeiro e as medidas a considerar.

Por Luís Barbosa Vicente | luis.barbosa.vicente@gmail

Mussá Baldé, Jornalista

Nô Kriol: Dia di Miti Mon na Lama – Krónicas di Mussá Baldé

Gobernu bota banu, kuma pa toka tira muntudo ku sussidadi na terra. I kampanha garandi, obra iabri na Ntatcha. A partir dés sábado, dia 30 de Agosto, tudu sábado na kunsada di mis ku ultumo sábado na kabantada di mis Gobernu kuma pa pubis sai kampu pa toka limpa terra. Kuma anti di kunsa tarbadju voluntario pa rapika Hino Nacional, suma na tempu di purmeru, tempu di Sayussa. Wanfenhau.

Opinião: ÉBOLA – RASCUNHO DE UMA PREOCUPAÇÃO CIDADÃ

VIRUS DA ÉBOLA: “Preocupações, angústia e reações dos guineenses, um aspecto positivo”

Ebola é um fenômeno viral sem cura e sem controle, que provoca mortes destrói aldeias e espalham sofrimentos nos lugares afetados. A globalização é uma realidade internacional da integração econômica, social, cultural e político onde os povos transitam livremente de um ponto a outro comprando e vendendo bens e prestando serviços com intuito de maximizar o seu retorno privado que reflete de forma positiva ou negativa para economia do país dependendo da estrutura política e econômica.

Mussá Baldé, Jornalista

Nô Kriol: Ordi na Polas, na Goberno ku Parlamento – Krónicas di Mussá Baldé

Na tupitu di stadu, na Polas, cussas na muda cada dia cu sol na mansi. Gossi, pa ordi di Presidente Jomav ninguin ka pudi tchama si mandjua di tarbadju pa si nomi propi. Nhu ou nha, si ka sin kastigu. Ordi di Presidenti i di kuma ninguin ka pudi fica na Polas sin fassi nada. Kin ku ka ten di fassi pa i ka parsi nan na kau di tarbadju. Papia fala rissu tanbi kaba. Ninguin ka pudi guirta na Polas. Iari Iari tan kaba na Polas.

Su tchiga Polas ahos i ta sta nan suma na Igreja. Ar condiciona, televison ku volume bass. Na porta di entrada i sta la um alguin ku ta toma nota kin ku na entra na Polas. I pididu djintis di Polas pa papia portuguis. Mbocadu mbocadu portuguis na papiadu dja.

Editorial: Ébola – todo o cuidado é pouco

(GBissau, 6 de Agosto de 2014) – Devido às preocupações relacionadas com o vírus ébola, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América (em inglês: Centers for Disease Control and Prevention – CDC) elevou hoje, quarta-feira, o seu alerta para o mais alto nível desde 2009, aquando da pandemia de gripe (inicialmente designada como gripe suína e em Abril de 2009 como gripe A).