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Fernando Teixeira

Opinião: Ernesto Dabó – Um Homem Suave num Concerto Suave

“ai tina! Ma tina sabi… No badja Tina…”

Ernesto Dabó, 12/07/2013

“si i ca triste i ta dá garaça”

Ernesto Dabó, um dia no Século passado

“Os di bom messa nin ki na muntudo i ta raparado”

Ernesto Dabó, álbum “N`bá Bolama” 1973

 

Quem esteve anteontem no Centro Cultural Francês de Bissau teve a agradável surpresa de assistir mais um concerto entre tantos que ali se passam todas as semanas. E não estaria a falar deste em especial se algo nele não tivesse sido diferente; não na “arrumação” do concerto, quanto as intervenções de diferentes participantes convidados, entre músicos poetas e escritores, nem na performance dos músicos acompanhantes ou da própria estrela da noite enquanto (apenas) músico.

Fernando Teixeira

Opinião: A “Guinendade” como Ideologia Nacional

Por Fernando Teixeira

Temos que construir um Estado Novo na nossa terra, baseado na liberdade do nosso povo, na democracia, no trabalho para o progresso. Temos que construir a Consciência Nacional do nosso povo (…)  Amílcar Cabral

 

I

A Guiné não pode existir sem os Guineenses e nem os Guineenses sem a Guiné. Só este simples pressuposto é real, “certo” e “justo” em todas as nossas análises, escritos e conversas. Mas a sua “justeza” só se consubstancia na visão inconteste de que, como só há uma Guiné, também só pode haver um único “povo da Guiné”, independentemente das suas tribos, raças, ou misturas étnicas. A realização deste desígnio pressupõe, a longo prazo, um suicídio étnico, tribal e religioso em última instância, para por fim se construir a Nação. Quem afirma o contrário não é Patriota nem Nacionalista.

Fernando Teixeira

Carnaval 2013: Um Apontamento… Feito de Qualidade e Quantidade

Por Fernando Teixeira

Há uns anos a esta parte notou-se na nossa sociedade em geral, nos meios esclarecidos ainda mais, uma clara rejeição do Carnaval; diria que quase que uma aversão ao Carnaval. Facto estranho num país de gente alegre e que gosta de se divertir e que tem poucos sítios de diversão e com muita pouca variedade.Devo confessar que gosto muito do Carnaval desde a tenra infância no Tchon de Papel, um Bairro onde esta festa era reverenciada especialmente. Quando terminei a minha formação universitária e voltei para a Guiné, ansiava pelo carnaval; havia sete longos anos que não sabia o que era Carnaval de verdade como o nosso. Quando chegou, passei três dias sem dormir. Saía directamente da festa, da discoteca, dos bares, para apenas tomar um banho e ir trabalhar. Mas mesmo assim era maravilhoso. E cada dia foi uma festa para mim. E dentro desse espirito que escrevo este texto também.