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Finanças Públicas: FMI felicita Guiné-Bissau

LUSA & TGB (Bissau, 11 de Julho de 2017) – O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Guiné-Bissau, Óscar Melhado, felicitou hoje o “bom desempenho” das atuais autoridades do país, sobretudo ao nível do controlo das finanças públicas.

Em conferência de imprensa, no Ministério da Economia e Finanças, presenciada durante alguns minutos pelo chefe do Estado guineense, José Mário Vaz, o representante do FMI informou que a sua instituição tinha acabado de aprovar a terceira avaliação dos objectivos fixados com o Governo de Bissau.

Conselho de Ministros da Guiné-Bissau rescinde acordo de resgate aos dois bancos 

GBissau (Bissau, 17 de Junho de 2016) – Na sua segunda reunião, esta sexta-feira, o Conselho de Ministros da Guiné-Bissau decidiu rescindir o acordo de resgate aos dois bancos comerciais privados estimado em 34 bilhões de CFAs.

A decisão de executivo de Baciro Djá afigura-se como a primeira resposta às preocupações do Fundo Monetário Internacional (FMI) que recentemente anunciou a possibilidade do cancelamento de apoios à Guiné-Bissau, caso a situação não fosse revertida. 

Opinião: Resgate de bancos: uma necessidade imperiosa ou uma perda de coerência intelectual?

Em Julho de 2015, o antigo governo da Guiné-Bissau liderado por Domingos Simões Pereira, na pessoa do seu ministro das finanças, Geraldo Martins, contraiu secretamente um crédito na ordem de 34 mil milhões de francos CFA ($57,81 milhões de dólares) para a limpeza da carteira de créditos privados mal parados. Em outras palavras, o governo transferiu as dívidas privadas de um grupo de pessoas, para o povo guineense. Esta é uma operação desnecessária e incoerente, porque de um lado, o aumento da dívida pública pode ter impacto negativo no crescimento económico.

Por Lassana Mané* | lasmane@gmail.com

Antoinette M. Sayeh, Directora, Departamento de África, FMI

Opinião: África Subsariana continua a registar crescimento vigoroso, mas há desafios

Por Antoinette M. Sayeh, Directora, Departamento de África, FMI

A economia mundial enfrenta muitas incertezas, e as perspectivas de crescimento continuam frágeis. Contudo, o desempenho de África Subsariana ainda é vigoroso, com a expectativa de crescimento económico superior a cinco por cento em 2012 e 2013. Este poder de resistência já estava em evidência em 2008-09, quando a economia mundial sofreu a sua mais grave recessão desde à década de 1930, enquanto os países de baixo rendimento tiveram desempenho muito melhor do que em episódios anteriores de retracção mundial. A ampla margem de manobra da política económica – fruto de uma década de aplicação de políticas prudentes, bem como do alívio generalizado da dívida – possibilitou a muitos países adoptar respostas contracíclicas à crise, ao permitir o alargamento dos défices orçamentais. Isto ajudou a proteger os gastos fundamentais: a maioria dos países conseguiu elevar os gastos com infra-estruturas, saúde e educação. O crescimento vigoroso nos mercados emergentes e a expansão dos parceiros comerciais de muitos países da África Subsariana também contribuíram para moderar o impacto da recessão sofrida pelos países parceiros tradicionais.