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Gen. António Indjai: “Não tenho nem dinheiro nem conta em nenhum banco deste mundo”

General António Indjai, chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau

General António Indjai, chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau

Bissau – O chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, alvo de sanções da comunidade internacional e de congelamento de bens no exterior, desafiou hoje a que seja a revelada a sua conta bancária em qualquer parte do mundo.

“Não tenho nem dinheiro nem conta em nenhum banco deste mundo. Se alguém souber de uma conta minha na Guiné, em África, na Europa ou em qualquer parte deste mundo e se encontrar lá 25 francos CFA [três cêntimos] que a apresente porque lhe dou um milhão de francos CFA [cerca de 1500 euros] “, afirmou António Indjai.

O chefe das Forças Armadas guineenses falava num encontro que manteve hoje em Bissau com cerca de centena e meia de veteranos de guerra da independência do país, no parlamento, aos quais explicou os verdadeiros motivos do golpe de Estado militar de 12 de abril por ele protagonizado.

“Sei que há muita gente do atual PAIGC [partido no poder até ao golpe de Estado militar de 12 de abril] que está feliz com as sanções que me estão a dar, mas desafio quem quer que seja a apresentar a minha conta bancária. O meu salário nem me chega para ter dinheiro”, destacou António Indjai.

Como represália pelo golpe de Estado, 25 oficiais das Forças Armadas guineenses, entre os quais António Indjai, estão proibidos de viajar para os países da Europa comunitária e da União Africana.

A ONU decretou a proibição de viajar para 192 países do mundo a seis oficiais militares e ainda o congelamento dos seus bens.

A 04 de maio, a União Europeia também anunciou uma lista de sanções, encabeçada pelo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, e incluía ainda os generais Mamadu Ture “N’Krumah”, Augusto Mário Có, Estêvão na Mena, Ibraima (“Papa”) Camará e o tenente-coronel Daba Na Walna.

A lista da UE foi depois atualizada a 31 de maio com mais 15 nomes.

Fonte: Lusa