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Opinião: A Eleição sem Perdedores na Guiné-Bissau: Realidade e Mito

Por Ricardino Jacinto Dumas Teixeira

“Não é necessário muito nervosismo em relação às próximas eleições porque não vai haver perdedores. Há um compromisso dos partidos em que após o anúncio dos resultados se começa logo as negociações para formar um governo de grande inclusão” (Dr. RAMOS HORTA, representa especial do Secretário-Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau).

Na Guiné-Bissau, o autoritarismo não existe mais com a queda do artigo 4 da Constituição de República de 1973, porém, a democracia não parece ter-se instalado devido sucessivos golpes de Estado. A transição está em curso, mas bloqueada. Daí a pergunta: como viabilizá-la? O Dr. Ramos Horta, representante especial do atual secretário-geral da Organização das Nações Unidas Ban Ki moon propõe nova receita política: eleição sem perdedores, ponto final.

Opinião: ESTIMULANDO O DEBATE — ilações de 12 de abril e tolice étnica

Por Ricardino Jacinto Dumas Teixeira

No meu artigo de opinião, publicado no Espaço Contributo sob o título “Estimulando o Debate: ilações de 12 de Abril e tolice étnica”, de 01 de julho de 2012, num gesto de provocação reflexiva sobre o pensamento de AMILCAR CABRAL, nosso eterno intelectual, dizia: o conflito político atualmente na Guiné-Bissau, com a proliferação do campo social político, não pode ser entendido no quadro do pensamento binário colonizado e colonizador, de AMILCAR CABRAL.

Não houve reações, positivas ou negativas, repúdio ou questionamentos, mas o silêncio serviu-me de referência para compreender que minha mensagem não passou, não teve ressonância entre aqueles que pensam pelas suas próprias cabeças.

Opinião: A propósito do que se escreve e lê sobre o assassinato de Amílcar Cabral: algumas questões a José Pedro Castanheira

Por: Ricardino Jacinto Dumas Teixeira

 

É agradável perceber que o tema do assassinato de Amílcar Cabral não abandonou o campo das reflexões e de estudos acerca dos verdadeiros assassinos do líder fundador da nacionalidade guineense e cabo-verdiana sob o comando do PAIGC, não obstante as tentativas de “homogeneização” de um “pensamento único” projetado ideologicamente para Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal e para o resto do mundo.

É também agradável perceber que a “nova geração”, sem relações diretas com os protagonistas da colonização e da luta para a descolonização, estão a desenvolver estudos teóricos e empíricos sobre a obra e a vida de Amílcar Cabral em torno do projeto político da “unidade” Guiné e Cabo Verde, que foi o princípio e a força do PAIGC projetado em parceria com apoio da África, da Europa progressista e do Mundo.